sábado, 6 de maio de 2017

Animais inteligentes

Yah, sim, nós somos os animais mais inteligentes do planeta, sem dúvida. Eu podia acabar por aqui mas eu não queria começar este artigo a dizer aquilo em que somos bons. Acreditem, alguns animais são incrivelmente inteligentes, quando comparados com a impressão comum. Alguns provam-se, por curtos momentos, em ser mais inteligentes do que nós! Claro que nenhum chimpanzé consegue aprender a matemática avançada do ser humano, a não ser que estejamos no Planeta dos Macacos. A capacidade intelectual, filosofal e científica torna-nos super-avançados na arte de manipular o cérebro, mas os outros animais demonstram-se, por vezes, capazes de se transformarem de aprendizes a mestres da inteligência!





Nome: Lobo-da-terra (Proteles cristata)
Tamanho: 80 centímetros de comprimento
Alimentação: Térmitas, pequenos mamíferos, aves, escaravelhos e carne cozinhada
Habitat: Planícies abertas e secas, mato, pradarias, savanas e quintas
Local: África Austral e Oriental
Tipo: Mamífero

Já para começar esta lista, temos aqui um exemplo que é raramente ou nunca mencionado neste assunto: o lobo-da-terra. O lobo-da-terra é uma hiena, mas ao contrário de todas as outras espécies de hienas, esta não caça regularmente animais de sangue quente. As suas presas predilectas são as térmitas e, por pouco, só come isso.
O lobo-da-terra é um animal parcialmente inteligente, sendo capaz de ter uma boa memória para encontrar o seu alimento, as térmitas, que se encontram em termiteiras fixas. Isso permite-lhe também orientar-se com clareza na vasta savana africana. Ao contrário de muitos animais, que também adoram térmitas, como os pangolins e os porcos-formigueiros, o lobo-da-terra não causa muitos estragos na termiteira, deixando tempo suficiente para que as térmitas possam reconstruir a sua casa, depois do ataque. Desse modo, a hiena terá uma fonte confiável de comida por um bom tempo.


Nome: Cavalo (Equus ferus)
Tamanho: 2,1 metros de altura (o maior exemplar registado)
Alimentação: Erva, fruta, legumes, etc.
Habitat: Pradarias, quintas, etc.
Local: Cosmopolita
Tipo: Equídeo (cavalos, zebras e burros)

Rapidamente, passamos por um exemplo muito mais conhecido: o cavalo. Gostamos de pensar que o cavalo é um animal inteligente mas, quanto ao seu parente próximo, o burro, ninguém quer saber. O facto é que ambos têm uma cavidade encefálica de tamanho considerável, estando os dois no mesmo patamar.
A inteligência do cavalo é magnífica em certos critérios, como a memória, reconhecimento espacial, aprendizagem e resolução de problemas. Também são extremamente bons a matemática... conseguem contar até quatro!!!! Os cavalos domésticos podem demonstrar a sua inteligência com treino e rotina. Um exemplo famoso é o de Clever Hans, um Trotador Orlov, que supostamente possuía conhecimentos aritméticos, sendo que era um génio a matemática. Em 1907, Clever Hans e o seu dono, Wilhelm von Osten, foram a um espectáculo no qual foi demonstrada a inteligência deste equídeo. Era capaz de somar, multiplicar, subtrair, dividir, trabalhar com fracções, ter consciência do tempo, do calendário, diferenciar tons musicais, ler, pronunciar e entender alemão. Claro que respondia tudo a partir de gestos e bater de cascos, mas ainda assim é super impressionante para um simples comedor de erva.
(Se pensavas que contar até quatro era difícil).


Nome: Vaca (Bos taurus)
Tamanho: 2,5 metros de comprimento
Alimentação: Erva... só isso
Habitat: Quintas, pradarias, etc.
Local: Cosmopolita
Tipo: Bovídeo

A vaca, ou boi, dependendo do nome relativo ao sexo que preferirem generalizar à espécie Bos taurus, é um animal supostamente inteligente. Tenho a certeza que existe alguém no mundo que acorda todas as manhãs a perguntar-se a si mesmo: "Porque é que os cientistas dizem que as vacas são inteligentes?". Acredita amigo, eu também não sei!
As vacas têm uma boa memória espacial, especialmente no que toca a procurar comida. No entanto, como as vacas são animais sociais que vivem em manadas, normalmente estão sempre juntos com elementos do mesmo grupo e, por isso, têm um bom reconhecimento facial e auditivo. As vacas dão-se melhor com vacas mais familiares para consigo mesmos, do que para vacas estranhas. Um vitelo consegue reconhecer a sua mãe apenas através do seu chamamento e mesmo a partir do sabor do seu leite! Vacas também são capazes de reconhecer rostos humanos e associá-los correctamente à pessoa que o possui.


Nome: Guaxinim (Procyon lotor)
Tamanho: 1,4 metros de comprimento (maior exemplar registado)
Alimentação: Invertebrados, plantas e vertebrados
Habitat: Bosques abertos, fendas nas rochas, relvados, florestas de folha caduca, florestas mistas, pântanos, pradarias, florestas densas de altitude, etc.
Local: América do Norte, Europa Central, Próximo Oriente e Japão
Tipo: Caniforme (canídeos, ursos, focas, doninhas, guaxinins, etc.)

O guaxinim é também um animal inteligente. Cá em Portugal, os animais mais aparentados com o guaxinim são os mustelídeos, como a lontra, o texugo, a doninha, a marta e o furão. É natural que um português não entenda o porquê de este animal estar nesta lista. Mas, sem dúvida, um norte-americano saberá. Este animal é super-oportunista e astuto. Não o pôr aqui é um crime. O guaxinim é nativo da América do Norte, mas já foi introduzido em zonas da Europa e Ásia, e com sucesso!
Eles têm técnicas muito astutas que, de facto, são simples. Têm a capacidade de reconhecer vários objectos apenas pelo tacto. Uma maça tem uma textura diferente de uma pêra, isto dá-lhe uma vantagem oportunista enquanto vasculha o lixo. Isto dá-lhe uma vantagem cognitiva enorme. Claro que isto não é nenhum Rocket Raccoon, mas encontra-se entre os animais mais espertos e "mete-nojo", por causa da sua inteligência que é, muitas vezes, subestimada.


Nome: Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris)
Tamanho: 1,3 metros de comprimento
Alimentação: Ervas, plantas aquáticas, fruta, casca de árvore, folhas, fezes e regurgitado
Habitat: Florestas densas, lagos, rios, pântanos, poças, marismas, savanas inundadas, floresta tropical e ranchos de gado
Local: América do Sul
Tipo: Roedor

A capivara é o maior roedor do mundo. Pode não parecer muito inteligente mas de facto é capaz de surpreender. São sociais e conseguem responder correctamente a mudanças ambientais, tendo uma boa memória espacial. Eles também têm um conhecimento envolvendo a aprendizagem. Uma capivara pode aprender a ter mais cuidado, enquanto bebe no rio, depois de ter sofrido um ataque de crocodilo. As capivaras são alguns dos animais que foram utilizados para prever o resultado de jogos de futebol.


Nome: Kea (Nestor notabilis)
Tamanho: 48 centímetros de comprimento
Alimentação: Plantas, larvas de escaravelho, aves, mamíferos e lixo
Habitat: Vales de rios baixos, florestas costeiras, regiões alpinas e florestas de Nothofagus
Local: Ilha do Sul, Nova Zelândia
Tipo: Papagaio

O kea é, basicamente, o guaxinim voador da Nova Zelândia. É, possivelmente, o papagaio mais bizarro do planeta. É omnívoro, sendo capaz não só de comer nozes e frutos, tal como os outros papagaios, mas também pode ser um predador, caçando aves e mamíferos. Já foram registados keas a derrubar ovelhas, usando o seu bico afiado para perfurar a lã e comer a gordura da pele do animal, que acabaria por morrer mais tarde por infecções!
O kea é extremamente curioso e oportunista, estando entre as aves mais inteligentes do planeta. Vários problemas criados artificialmente em laboratório foram solucionados com sucesso, graças à dedução incrível deste papagaio. Podem resolver quebra-cabeças apenas para obter alimento e já foram observados keas a cooperar em equipa para chegar a determinados objectivos. Já foram mesmo observados keas a utilizarem ferramentas. Será este o equivalente humano do mundo das aves? Bem, ao menos as outras espécies de papagaios sabem falar, ao contrário desta espécie.


Nome: Cacatua-preta-lustrosa (Calyptorhynchus lathami)
Tamanho: 50 centímetros de comprimento
Alimentação: Sementes de Casuarina
Habitat: Florestas abertas e bosques
Local: Austrália Ocidental
Tipo: Cacatua

A cacatua-preta-lustrosa é uma das quase 400 espécies de papagaios do planeta, todos consideravelmente inteligentes. Muitas espécies de papagaios cooperam entre si para desenvolver tarefas e concluir objectivos. Isto é extremamente útil para sobreviver na natureza, mas quando isto é reflectido no ambiente artificial providenciado pelos humanos, os resultados podem ser surpreendentes. As cacatuas podem, por exemplo, associar algumas palavras a significados e, depois, utilizá-los para certas tarefas.


Nome: Gaio-azul (Cyanocitta cristata)
Tamanho: 43 centímetros de envergadura
Alimentação: Nozes, milho, grãos, sementes, animais, bolotas, frutos das faias, sementes de ervas daninhas, fruta, bagas, amendoins, pão, migalhas e comida para pássaros
Habitat: Florestas de pinheiro áridas, matas, florestas de abetos, bosques mistos, parques e residências
Local: América do Norte Central e Oriental
Tipo: Pássaro

O gaio-azul é, talvez, a espécie mais bonita da sua família: Corvidae. Os corvídeos, como o nome indica, inclui os corvos, mas também os gaios, pegas e gralhas. Muitas espécies de corvídeos foram consideradas espécies altamente inteligentes do grupo das aves. Muitas vezes, a inteligência dos corvídeos está associada ao oportunismo, que lhes dá astúcia para encontrar alimento na vida selvagem. Isso dá a animais, como o gaio-azul, uma variedade enorme de técnicas para obter alimento, dando-lhe, assim, a inteligência.
O gaio-azul alimenta-se de uma grande variedade de matéria vegetal e animal. Eles são curiosos. É comum os jovens pegarem em pedaços de objectos brilhantes apenas por curiosidade. Já foram observados gaios a utilizar pedaços de jornal como ferramentas para obter alimento e até foram vistos gaios a tentar abrir a porta das suas gaiolas.


Nome: Crocodilo-do-nilo (Crocodylus niloticus)
Tamanho: 6,4 metros de comprimento
Alimentação: Peixe, carcaças, grandes mamíferos, insectos, aranhas, caranguejos, moluscos, rãs, sapos, serpentes, tartarugas, lagartos, aves, etc.
Habitat: Correntes, rios, pântanos, barragens, lagos, estuários, cavernas, praias e mar
Local: África e EUA
Tipo: Crocodiliano (crocodilos, aligátores, caimões, gaviais e falsos-gaviais)

O crocodilo-do-nilo é, invulgarmente, um animal inteligente. Para um réptil é oportunista e um caçador astuto que utiliza a inteligência para obter alimento. É nativo da África, mas já foi introduzido na América do Norte e é, hoje, uma espécie invasora.
O crocodilo-do-nilo é capaz de caçar em grupo, algo que poucos répteis têm. Isso exige que ambos os répteis ultrapassem o desejo de competir pelo espaço e juntem-se para alcançar um objectivo em comum. Também é capaz de utilizar pequenos objectos para atrair aves pescadoras. O crocodilo mergulha com um galho na boca, deixando o galho de fora, na esperança de que os movimentos erráticos do objecto atraiam aves famintas. Uma vez que a ave esteja próximo da armadilha, o crocodilo ataca a uma velocidade estonteante e captura a presa.


Nome: Dragão-de-komodo (Varanus komodoensis)
Tamanho: 3,1 metros de comprimento
Alimentação: Porcos, veados, cabras, búfalos, invertebrados, répteis, aves, ovos, pequenos mamíferos, macacos e cavalos
Habitat: Savanas, florestas, etc.
Local: Indonésia
Tipo: Réptil escamoso (lagartos, serpentes e anfisbenídeos)

O dragão-de-komodo é outro réptil extremamente inteligente. Pode não ser tão surpreendente como outros, mas muitos lagartos podem ser suficientemente inteligentes para serem incluídos na lista.
O dragão-de-komodo é da família dos varanos, que constituem os maiores lagartos do planeta. Estes répteis são invulgarmente inteligentes, demonstrando conhecimentos matemáticos. Por exemplo, são capazes de contar até seis. O dragão-de-komodo já foi observado a caçar em grupo, derrubando assim um grande búfalo-asiático. Em zoológicos, os dragões conseguem mesmo reconhecer os seus tratadores e podem atacar qualquer estranho que entrar no seu recinto.


Nome: Lula-de-humboldt (Dosidicus gigas)
Tamanho: 1,5 metros de comprimento
Alimentação: Peixe, cefalópodes e crustáceos
Habitat: Oceano profundo
Local: Pacífico Oriental
Tipo: Lula

A lula-de-humboldt encontra-se entre as maiores lulas do mundo, com o tamanho de um cão médio. Tal como muitos cefalópodes, as lulas encontram-se entre os invertebrados mais inteligentes do planeta. A lula-de-humboldt possui comportamentos sociais, no qual alguns destes moluscos podem-se juntar para caçar em grupo. As lulas juntam-se numa caça cooperativa para poderem encurralar as presas, de modo a que todos se juntem ao festim. A caça cooperativa é um sinal primitivo de inteligência.


Nome: Viúva-negra-ocidental (Latrodectus hesperus)
Tamanho: 1,6 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos
Habitat: Florestas, pradarias, montanhas, regiões urbanas, etc.
Local: América do Norte Ocidental
Tipo: Araneomorfo (todas as aranhas, excepto as tarântulas, aranhas-teia-de-funil, etc.)

A viúva-negra-ocidental é uma espécie de aranha venenosa que cria teias super-resistentes. Por vezes, algumas aranhas demonstram cooperação na construção de teias. Existe alguma pequena porção e vestígios de inteligência nas aranhas, incluindo boa memória e a capacidade de adoptar percursos indirectos para chegar a um determinado objectivo.


Nome: Abelha-do-mel-europeia (Apis mellifera)
Tamanho: 2 centímetros de comprimento
Alimentação: Néctar
Habitat: Florestas, prados, savanas, montanhas, espaços urbanos, etc.
Local: Cosmopolita
Tipo: Insecto himenóptero (abelhas, vespas e formigas)

A abelha-do-mel-europeia é uma das abelhas mais conhecidas e comuns do planeta. O seu comportamento social está associado à inteligência deste insecto. Possuem boa memória, o que lhes dá vantagem durante a colheita de néctar e pólen das flores. Para poderem obter flores descobertas por um só indivíduo, este tem de comunicar às outras abelhas a sua descoberta. Esta faz a comunicação a partir de vibrações provocadas pelo abanar do seu abdómen. A intensidade das vibrações indicam as coordenadas da descoberta, utilizando a colmeia e o sol como ponto de referência. As abelhas são também capazes de reconhecer rostos humanos, por isso, trate bem das abelhas ou, um dia, vai sofrer uma vingança desagradável.


Nome: Macaco-caranguejeiro (Macaca fascicularis)
Tamanho: 55 centímetros de comprimento
Alimentação: Folhas, fruta, raízes, insectos, crustáceos, moluscos, peixes, rãs, répteis, aves, ovos e pequenos mamíferos
Habitat: Florestas, savanas, pântanos, montanhas e cidades
Local: Sudeste Asiático
Tipo: Primata

O macaco-caranguejeiro é, se calhar, o animal mais inteligente desta lista até agora. Muitos mamíferos, aves, répteis e invertebrados possuem uma pequena amostra de inteligência avançada, mas os primatas são os reis! Possuem um cérebro enorme, comportamento social, complexidade de pensamento e de comunicação, mãos preênseis (que permite a construção e manipulação de instrumentos), variedade de comportamentos, etc. Os primatas superam, em muitos factores, a grande maioria dos animais inteligentes.
O macaco-caranguejeiro, como é um omnívoro, é um oportunista astuto e eficaz. No entanto, como vive num grupo social, os macacos tendem a ser altruístas e a partilhar a comida com os seus amigos. Para obter alimento, os macacos também têm, à sua disposição, o uso de pedras, por vezes rudemente trabalhadas, para poder partir nozes e bivalves. As pedras também podem ser usadas para esfregar e moer alimentos que, mais tarde serão consumidos. Apesar de muitos destes comportamentos estarem associados à capacidade curiosa destes mamíferos, também se deve à capacidade de aprenderem com o meio, aprendendo com a experiência de outros macacos ou até de humanos!


Nome: Pássaro-negro-do-caribe (Quiscalus lugubris)
Tamanho: 27 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos, aranhas e outros invertebrados
Habitat: Floresta, campos e espaços urbanos
Local: Caraíbas e América do Sul
Tipo: Pássaro

O pássaro-negro-do-caribe é uma ave oportunista, aproveitando qualquer pequeno animal ou resto de comida que encontra no chão. A capacidade de oportunismo ajuda esta ave a ultrapassar problemas impostos pela natureza. Problemas feitos em laboratório, como retirar um pedaço de comida, amarrado por uma corda, no fundo de um tubo de vidro, foram resolvidos por estes pássaros, graças à simples tarefa de puxar a corda para obter o alimento. Parece fácil, mas é de uma ave que estamos a falar. Não esperem que uma galinha faça isto.


Nome: Macaco-uivador-preto (Alouatta caraya)
Tamanho: 67 centímetros de comprimento
Alimentação: Folhas, frutos e figos
Habitat: Floresta tropical
Local: Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai
Tipo: Primata

O macaco-uivador-preto é, como todos os macacos, uma espécie inteligente. O macho tem coloração negra e a fêmea tem coloração branca, sendo fáceis de distinguir.
Os macacos-uivadores são conhecidos pelas suas vocalizações diversas, que incluem, muitas vezes, uivos longos e profundos que se ouvem a quilómetros de distância. As vocalizações são o meio de comunicação e linguagem dos macacos. As espécies de animais mais inteligentes estão munidos de uma variedade complexa de linguagem e métodos de comunicação.


Nome: Cachalote (Physeter macrocephalus)
Tamanho: 26 metros de comprimento (maior exemplar)
Alimentação: Lulas, polvos e peixe
Habitat: Oceano profundo, frio, temperado ou tropical
Local: Cosmopolita
Tipo: Mamífero artiodáctilo (cetáceos, bovídeos, hipopótamos, girafas, veados, camelos, porcos, etc.)

O cachalote é um animal extremamente inteligente por duas boas razões. O cachalote é um cetáceo, um grupo de mamíferos marinhos que também constitui as baleias, golfinhos e toninhas, que também têm uma grande capacidade de inteligência, contando-se entre os animais mais inteligentes do mundo, apenas ultrapassados pelos seres humanos. A segunda razão é de que o cachalote possui o maior cérebro de todos os animais do planeta! O cérebro do cachalote pesa quase 8 quilos e possui um volume de 8000 centímetros cúbicos. Apesar de o tamanho do cérebro não estar directamente ligado à capacidade de inteligência, continua a contribuir. Baleias, golfinhos e elefantes também possuem um cérebro maior que o do ser humano, mas nós somos certamente mais inteligentes. Para além do mais, os cachalotes provam ser menos inteligentes que os símios, golfinhos e baleias.
No entanto, os cachalotes apresentam uma enorme variedade de conhecimentos adquiridos, acompanhados com uma extrema curiosidade, engenho, raciocínio, cooperação e auto-reconhecimento. Isto coloca estes gigantes do mar nesta lista.


Nome: Águia-de-cabeça-branca (Haliaeetus leucocephalus)
Tamanho: 2,4 metros de envergadura
Alimentação: Peixe, répteis, aves e pequenos mamíferos
Habitat: Tundra, florestas, pradarias, pântanos e orlas costeiras
Local: América do Norte, Rússia e Irlanda
Tipo: Ave acipitriforme (águias, gaviões, milhafres, abutres e secretários)

A águia-de-cabeça-branca é o símbolo dos Estados Unidos da América. Esta águia foi escolhida como a ave emblemática do país, vencendo, assim, o segundo candidato: o peru. Não sei quem é que teve a ideia de colocar o peru como emblema dos Estados Unidos, mas a águia foi escolhida e com razão. Apesar de não ser nenhum super-inteligente, tem reflexos de inteligência consideráveis. Eles são oportunistas, indicando que podem variar o seu comportamento em relação àquilo que comem.
As águias-de-cabeça-branca são aves cleptoparasíticas. Isto é, para além de caçarem por si mesmas, não é raro encontrarmos estas aves a roubar a caça de outras aves, frequentemente roubam o alimento de outros indivíduos da mesma espécie, já que poucas espécies de aves têm a ousadia de caçar no território destes monstros aéreos.


Nome: Macaco-de-barrete (Macaca sinica)
Tamanho: 55 centímetros de comprimento
Alimentação: Figos, fruta, flores, folhas, rebentos, ervas e pequenos mamíferos
Habitat: Floresta tropical
Local: Sri Lanka
Tipo: Primata haplorrino (társios, macacos e símios)

O macaco-de-barrete é uma espécie de macaco ameaçada que habita na ilha de Sri Lanka. Apesar da sua adaptabilidade e capacidade de inteligência de resposta à mudança do ambiente, a destruição do habitat e a caça, assim como o tráfico ilegal de animais de estimação, têm sido demasiado extensas para permitir a proliferação deste primata. Inegavelmente, no entanto, tal como todos os macacos, esta espécie também é bastante inteligente. É extremamente adaptável, no que toca a procurar comida na floresta, assim como com a interacção social. Existe uma sociedade de respeito, dentro da tribo, sendo que existem machos e fêmeas dominantes. Quando um grupo de macacos possui demasiados indivíduos, tensões na hierarquia podem causar a fragmentação da sociedade e muitos podem mesmo abandonar o grupo social.
Quando dois grupos de macacos se juntam não pode acabar bem. Os macacos são muito competitivos e uma batalha entre dois grupos podem ser dignos de um exército. Estratégias de combate como, penetrar no território inimigo, através de uma boleia de teleférico, e o uso de ferramentas e de elementos artificiais para criar um ataque surpresa são umas das estratégias de combate que demonstram a extrema inteligência dos macacos e seus parentes.


Nome: Quebra-nozes-de-Clark (Nucifraga columbiana)
Tamanho: 53 centímetros de envergadura
Alimentação: Nozes, pinhões, sementes, bagas, insectos, pequenos mamíferos, etc.
Habitat: Florestas boreais, montanhas e desertos
Local: América do Norte Ocidental
Tipo: Pássaro

O quebra-nozes-de-Clark é uma espécie relativamente inteligente. Sendo um comedor de pinhões e nozes, esta ave passa muito tempo a construir suprimentos extras para sobreviver até ao inverno. Pode parecer uma tarefa muito simples, mas para uma ave pode ser difícil lembrar-se sequer de onde escondeu a comida. Isso pode ser prejudicial, pois está em risco a sobrevivência do animal. No entanto, as aves selvagens tendem a tornar-se cada vez mais inteligentes, uma vez que se esforcem e pratiquem a habilidade de memorizar.


Nome: Gaio-comum (Garrulus glandarius)
Tamanho: 38 centímetros de comprimento
Alimentação: Sementes, nozes, bagas, fruta, invertebrados, pequenos répteis, pequenos mamíferos, ovos e aves bebés
Habitat: Florestas temperadas, bosques, parques e jardins
Local: Eurásia e Norte de África
Tipo: Pássaro

O gaio-comum é uma ave muito conhecida em Portugal e bastante comum. Um observador de aves atento vai entender o porquê de o gaio estar incluído nesta lista. É oportunista, capaz de alimentar-se de uma variedade considerável de frutos, nozes e animais. Também é capaz de imitar vários sons, nomeadamente uma grande variedade de vocalizações de outras aves, e existe a possibilidade de imitar a voz humana. O gaio também tem outra técnica inteligente para limpar as suas penas, no qual consiste em pousar num formigueiro, pois as formigas irão libertar ácido fórmico que matará os parasitas e lubrificará as penas.
Durante a época de acasalamento, o gaio macho tem a capacidade de reconhecer os desejos específicos da sua companheira, no que toca, por exemplo, à dieta. Estes pássaros também são capazes de se prepararem para um plano futuro para chegar a um determinado objectivo que será útil apenas para mais tarde, em vez do agora.


Nome: Chapim-de-crista (Lophophanes cristatus)
Tamanho: 12,7 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos, sementes, etc.
Habitat: Florestas de coníferas e decíduas
Local: Europa
Tipo: Pássaro

O chapim-de-crista é outra espécie que também existe em Portugal. É uma ave de pequeno porte que possui um metabolismo acelerado e, por isso, precisa de uma fonte fiável de comida. Isto demonstra que, para a sobrevivência da espécie, esta necessita de uma boa memória.


Nome: Esquilo-de-Prevost (Callosciurus prevostii)
Tamanho: 30 centímetros de comprimento
Alimentação: Fruta, nozes, sementes, flores, insectos e ovos
Habitat: Floresta tropical
Local: Sudeste Asiático
Tipo: Roedor

Até os esquilos são inteligentes à sua maneira. Para resistir às alturas menos férteis da floresta, o esquilo-de-Prevost armazena alimento num esconderijo específico. Para se lembrar onde o guardou, o esquilo precisa de ter boa memória, mas para o roedor é mais difícil quando comparado com as aves, bem mais inteligentes.
No entanto, outras espécies de esquilo possuem outros ramos de inteligência. Os cães-de-pradaria são capazes de produzir várias vocalizações e conseguem associar as vocalizações correctamente para um determinado tipo de predador, conseguindo mesmo proferir o seu aspecto, em termos de estatura, cor e velocidade!


Nome: Ratazana-castanha (Rattus norvegicus)
Tamanho: 25 centímetros de comprimento
Alimentação: Sementes, fruta, flores, insectos, aranhas, ovos, aves, pequenos mamíferos e restos de comida
Habitat: Bosques, florestas, grutas, cidades, aldeias, esgotos, etc.
Local: Cosmopolita
Tipo: Roedor

A ratazana-castanha é possivelmente o roedor mais odiado do planeta. Não deixa de ser, no entanto, um dos roedores mais inteligentes do planeta. É também extremamente adaptável e possui poderes extraordinários.
A ratazana foi observada a completar com sucesso labirintos complexos, para chegar a um determinado local, com alimento. Claro que o roedor detecta-o a partir do olfacto mas, à medida que vai caminhando através do labirinto, a ratazana vai criando um mapa mental da região e poderá assim ter pelo menos uma ideia de onde está o alimento.


Nome: Elefante-da-savana (Loxodonta africana)
Tamanho: 3,9 metros até ao ombro
Alimentação: Folhas, fruta, casca de árvore, tubérculos, etc.
Habitat: Savana e deserto
Local: África subsaariana
Tipo: Proboscídeo (elefantes e parentes extintos)

Apenas alguns animais mantêm o estatuto de "reis da inteligência". O elefante, sem dúvida, está entre eles. Das três espécies (elefante-da-savana, elefante-da-floresta e elefante-asiático) é difícil dizer qual é o mais inteligente, pois têm uma capacidade cognitiva idêntica. O elefante-da-savana, sendo uma das espécies mais fáceis de estudar e de compreender, tem sido um grande alvo para este estudo.
Os elefantes possuem uma inteligência anormal, já que grande parte dos seus parentes próximos (manatins, dugongos, hiraxes, tenrecs, porcos-formigueiros, musaranhos-elefante) não são propriamente espertos. No entanto, os musaranhos-elefante possuem o maior cérebro em relação ao corpo de todos os vertebrados, mas o cérebro deste pequeno mamífero tem mais utilidade para funções sensoriais, como o olfacto e a visão.
O elefante, com uma enorme tromba, coordenada por dezenas de músculos e estruturas nervosas, precisa de um ser manejada com destreza e isso requer um cérebro avançado. A tromba é o único membro preênsil dos elefantes e permite-lhes fazer várias tarefas como apanhar água, pegar em comida, pegar em objectos, comunicar e chutar. Com isto, podes fazer muita mais coisa, basta ter imaginação. Sendo uma espécie altamente social, o elefante-da-savana está sujeito a uma forte inteligência social para que possa interagir em complexidade com os membros da manada. São também muito emotivos e possuem uma memória esplêndida. Um elefante que, desde pequeno, tenha tido más relações com seres humanos, provavelmente vai se tornar agressivo para os seres humanos, até ao final da sua vida.


Nome: Urso-pardo (Ursus arctos)
Tamanho: 2,8 metros de comprimento
Alimentação: Ervas, fruta, nozes, cogumelos, moluscos, artrópodes, peixes, rãs, répteis, aves e mamíferos
Habitat: Tundra, floresta boreal, montanhas e deserto
Local: Eurásia e América do Norte
Tipo: Mamífero carnívoro

O urso-pardo também está nesta lista. Porquê...? É apenas um urso! Sim, é apenas um urso.
Mas os ursos, sendo animais omnívoros e adaptáveis para com o meio ambiente, também são espécies vagamente inteligentes. O olfacto guia estes mamíferos corpulentos a sítios onde podem arranjar um petisco agradável. Ursos foram vistos a resolver pequenos problemas e quebra-cabeças para chegar a uma guloseima, nem sempre utilizando força bruta. Por vezes, ursos são capazes de derrubar janelas de carro apenas para poder abrir a porta do veículo e poder roubar a comida que o condutor deixou lá.


Nome: Lontra-marinha (Enhydra lutris)
Tamanho: 1,5 metros de comprimento
Alimentação: Peixes, ouriços, estrelas-do-mar, caranguejos, moluscos, etc.
Habitat: Águas costeiras
Local: Pacífico Norte
Tipo: Caniforme

A lontra-marinha é um animal relativamente inteligente, também. A lontra-marinha tem a capacidade de flutuar sobre as ondas do mar e com pouca frequência vem para terra. Isso significa que precisa de manter uma superfície sólida, de alguma forma, para poder manejar o alimento. E essa superfície é nada mais nada menos que a sua barriga. A lontra costuma colocar animais de casca dura na sua barriga para depois poder martelá-la com uma pedra. Este uso de ferramentas é ainda primitivo, mas demonstra sem dúvida um resquício de inteligência.


Nome: Suricata (Suricatta suricatta)
Tamanho: 50 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos, aracnídeos, bichos-de-conta, répteis, aves e pequenos mamíferos
Habitat: Savana e deserto
Local: África Austral
Tipo: Mamífero

Desculpem, fãs de suricatas. Eu tinha mesmo de pôr esta imagem para quebrar o estereótipo.
Voltando ao que interessa. O suricata também é, de um certo modo, um animal inteligente. Tal como os cães-da-pradaria, consegue criar um número considerável de vocalizações complexas que são úteis para avisar o grupo de um potencial perigo. Sendo caçadores de pequenos animais, estes mamíferos juntam-se para uma colheita matinal para apanhar pequenos bichos. Para eles, apanhar besouros, térmitas, escorpiões, aranhas e camaleões é fácil. No entanto, quando encontram uma serpente, como a naja, a tensão começa a dominar. É difícil para um suricata conseguir derrubar sozinho este réptil venenoso, por isso, uma boa parte do grupo se junta para uma caça em grupo. Esta caça cooperativa é um indício claro de que o pequeno cérebro deste animal fofinho é usado de forma útil.


Nome: Tentilhão-pica-pau (Camarhynchus pallidus)
Tamanho: 15 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos, vermes, etc.
Habitat: Florestas e bosques
Local: Ilhas Galápagos
Tipo: Pássaro

O tentilhão-pica-pau é uma das aves das Ilhas Galápagos que foram descobertas por Charles Darwin. O que Darwin, no entanto, não sabia é que estaria a olhar para uma ave especialmente inteligente. Apesar do nome, este tentilhão não consegue, na realidade, picar a madeira com o bico, tal como o verdadeiro pica-pau. Pelo contrário, o tentilhão-pica-pau usa um pequeno galho para poder perfurar eventuais insectos e vermes que estejam escondidos dentro de orifícios na madeira. Esta técnica é proporcionalmente mais eficaz que a dos chimpanzés, pois esta ave consegue tirar proveito de 50% das tentativas feitas para arranjar alimento, enquanto que os chimpanzés podem, frequentemente, fracassar no mesmo método.


Nome: Pega-comum (Pica pica)
Tamanho: 62 centímetros de envergadura
Alimentação: Sementes, nozes, bagas, fruta, insectos, aranhas, répteis, pequenos mamíferos, ovos e pequenas aves
Habitat: Charnecas, florestas temperadas, florestas tropicais, tundra, montanhas, desertos e savanas
Local: Eurásia e Norte de África
Tipo: Pássaro

A pega-comum é, possivelmente, a ave mais inteligente do planeta. Análises do volume do cérebro indicam que esta é o equivalente hominídeo das aves. Elas conseguem reconhecer-se a si mesmos, introspectivamente, utilizando aquilo que se chama de "teste do espelho". Este teste consiste em reconhecer a imagem que aparece no espelho como sendo a tua. Vários animais completaram este teste, incluindo os símios, cetáceos e elefantes. As pegas foram das poucas aves que também completaram o teste. Entre os tipos de inteligência adquiridos por este pássaro incluem a interação social, reconhecimento da causa e efeito, flexibilidade de comportamento, imaginação e auto-reconhecimento. Ainda não estão convencidos?
As pegas demonstram ter emoções complexas, incluindo o luto. Algumas aves que também possuem essa emoção foram observadas a fazer o equivalente a um "funeral"! Em cativeiro, as pegas também conseguem imitar a voz humana e até usam ferramentas para limpar a sua própria gaiola (uma ave de estimação que não dá trabalho, sim senhor). Na natureza, algumas pegas são observadas a juntarem-se para formarem "gangues do bosque" matando aves pelo caminho e estabelecendo uma hierarquia restrita.



Nome: Peixe-papagaio-de-cabeça-amarela (Halichoeres garnoti)
Tamanho: 19 centímetros de comprimento
Alimentação: Invertebrados marinhos
Habitat: Recifes de coral
Local: Atlântico ocidental
Tipo: Peixe perciforme

Não só os mamíferos, aves e poucas espécies de répteis e invertebrados possuem inteligência. Alguns peixes demonstram ter capacidades fora do comum, no que consta a comportamentos cognitivos.
Os peixes-papagaio devem constar-se entre os peixes mais inteligentes. Já foram observados peixes-papagaio a partir a casca de moluscos bivalves utilizando rochas como ferramenta principal para o fazer. Os peixes-papagaio, como o peixe-papagaio-de-cabeça-amarela, são também altamente sociais.


Nome: Peixe-papagaio-de-seis-riscas (Thalassoma hardwicke)
Tamanho: 20 centímetros de comprimento
Alimentação: Invertebrados marinhos
Habitat: Recifes de coral
Local: Indo-Pacífico
Tipo: Peixe perciforme

O peixe-papagaio-de-seis-riscas é outro peixe-papagaio inteligente. Isto deve-se ao facto de, tal como o peixe-papagaio-de-cabeça-amarela, conseguir quebrar a casca de moluscos ao bater-lhes numa rocha dura.
Tal como os papagaios, estes peixes constam-se entre os mais inteligentes do seu grupo. De facto, possuem certas habilidades a nível social. Eles vivem em grupos dominados por um macho, sendo que o resto dos indivíduos são de uma dúzia, incluídos por fêmeas e machos. Para manter o seu domínio, o macho dominante morde os outros machos, de modo a que mantenha as fêmeas no controle.


Nome: Lula-de-rabo-cortado-havaiana (Euprymna scolopes)
Tamanho: 3 centímetros de comprimento (sem contar com os tentáculos)
Alimentação: Invertebrados marinhos
Habitat: Águas costeiras
Local: Oceano Pacífico
Tipo: Sepiolídeo (família de lulas-de-rabo-cortado)

A lula-de-rabo-cortado-havaiana é também um animal inteligente. Provavelmente, este cefalópode, aparentado com as lulas, possui uma adaptação ao ambiente baseando-se na sua memória. Por exemplo, este molusco pode-se comportar para com um alimento ou ambiente desconhecido a partir de conhecimentos que adquiriu face a um alimento ou ambiente conhecido e semelhante. Este tipo de conhecimento é básico, mas os cefalópodes conseguem fazer muito mais que isso.
Os polvos e chocos conseguem-se camuflar incrivelmente bem numa determinada superfície, indicando que estes invertebrados são capazes de responder ao próprio ambiente. Nada de especial?
Algumas espécies de polvos conseguem utilizar cascas de cocos partidas como abrigo e até como camuflagem e, podem mesmo, carregá-las consigo para a sua "casa". Ainda não estão surpreendidos? Queria ver a vossa tartaruga a fazer o mesmo.


Nome: Dom-fafe-de-Barbados (Loxigilla barbadensis)
Tamanho: 15 centímetros de comprimento
Alimentação: Sementes, etc.
Habitat: Mato, bosques, jardins e cidades
Local: Ilha de Barbados
Tipo: Pássaro

O dom-fafe-de-Barbados é um pequeno pássaro que habita uma pequena ilha das Caraíbas. É conhecido por ser adaptável e inteligente. São bons a resolver problemas impostos artificialmente por seres humanos. O facto de estas aves estarem muito adaptadas a viver em cidades e espaços urbanos, eles experimentam uma busca de alimento complicada, já que a comida pode estar escondida em qualquer varanda, rua ou caixote do lixo. Isso explica o facto de os cientistas concluírem que são os exemplares desta espécie que vivem em ambientes urbanos que são os mais inteligentes, ao contrário dos que vivem em regiões mais rurais.


Nome: Periquito-sol (Aratinga solstitialis)
Tamanho: 30 centímetros de comprimento
Alimentação: Fruta, flores, bagas, sementes, nozes, insectos, legumes, etc.
Habitat: Floresta tropical
Local: Nordeste da América do Sul
Tipo: Papagaio americano

O periquito-sol é uma espécie de papagaio ameaçada de extinção. No entanto, é um bom animal de estimação, isso por causa da proximidade e conforto que proporciona a si mesmo e aos seres humanos, quando essas duas espécies inteligentes estão juntas. Devido a isso, este papagaio é mais facilmente reconhecido pela sua inteligência, devido ao grande número de testemunhas humanas.
Estas aves foram observadas a completar vários problemas com sucesso, envolvendo, por exemplo, associações e sequências de números, cores ou palavras para criar um significado.
Apesar de estas aves serem capazes de falar, o que elas fazem não passa, regularmente, da imitação da voz humana. No entanto, já foram observados papagaios a associar as palavras que proferem a um significado, como aconteceu com o famoso papagaio-cinzento, chamado Alex.


Nome: Pica-pau-malhado (Dendrocopos major)
Tamanho: 39 centímetros de envergadura
Alimentação: Larvas, insectos, aranhas, crustáceos, moluscos, carne, ovos, sementes, fruta, seiva, nozes, etc.
Habitat: Florestas temperadas, taiga e montanhas
Local: Eurásia e Norte de África
Tipo: Ave piciforme (pica-paus, tucanos, etc.)

O pica-pau-malhado parece ser uma espécie de ave vulgar. E, apesar de não ser propriamente um génio, possui a sua própria linguagem. Enquanto que outros animais como os papagaios, os golfinhos e os primatas podem possuir uma vocalização verbal, os pica-paus comunicam-se a partir das picadas que fazem nas árvores. Isto é um indicador óbvio para qualquer pica-pau que existe outro da sua espécie por perto. Os machos fazem-no para marcar território, chamar os amigos à distância ou alertar para um potencial perigo.


Nome: Gorila-ocidental (Gorilla gorilla)
Tamanho: 1,5 metros de altura (em pé)
Alimentação: Folhas, fruta, flores, nozes, sementes, erva, legumes, etc.
Habitat: Floresta tropical
Local: África Central
Tipo: Primata haplorrino

E os nossos parentes mais próximos devem estar-se a rir para a maior parte dos animais que foram referidos anteriormente. O gorila-ocidental, uma de duas espécies de gorila existentes no planeta, é uma espécie extremamente inteligente, por variadíssimas razões.
Os gorilas possuem uma enorme e estratificada organização social. Possuem mãos preênseis que lhes permitem trabalhar e usar os objectos com enorme destreza. Já foram observados gorilas a usar bastões para medir a profundidade de um rio, de modo a que possam saber onde atravessar. Os gorilas possuem um leque enorme de emoções e uma linguagem gestual, corporal e verbal super avançada. Confirma-se que a inteligência destes primatas é suficiente para poderem aprender a língua gestual humana e, assim, poder haver uma comunicação mútua entre humanos e gorilas. Eles são capazes de se adaptar ao meio ambiente e resolver problemas que poucos outros animais conseguem. Os gorilas estão no topo da pirâmide dos animais inteligentes, mas são ultrapassados por uma meia dúzia de animais que são apenas um pouco mais espertas.


Nome: Bicho-da-farinha (Tenebrio molitor)
Tamanho: 2,5 centímetros de comprimento (larvas)
Alimentação: Madeira podre
Habitat: Qualquer sítio com madeira podre
Local: Cosmopolita
Tipo: Escaravelho

Agora a sério, sinto-me envergonhado. Depois de ter falado do gorila, sinto que desci à estaca zero. Como é que a porra de um escaravelho com larvas moles e aneladas alguma vez será um animal inteligente?
Bem, no geral, não o é. No entanto, foram confirmados que estes insectos são capazes de aprenderem matemática. Não sei em que é que isso será útil para a vida deles, se eles só estão cá para comer cepos podres.


Nome: Chimpanzé-comum (Pan troglodytes)
Tamanho: 94 centímetros de comprimento
Alimentação: Fruta, folhas, raízes, bagas, sementes, nozes, flores, mel, insectos, aves, ovos e pequenos mamíferos
Habitat: Floresta tropical
Local: África Central
Tipo: Primata haplorrino

Ok, está na hora de observar a inteligência dos animais mais aparentados connosco: os chimpanzés. Acredita-se que a espécie mais inteligente de chimpanzé é o chimpanzé-comum, mas há provas de que o bonobo, a segunda espécie de chimpanzé existente no planeta, também tem uma inteligência avançada.
O chimpanzé é capaz de produzir ferramentas, conseguindo fazer lanças e até mesmo talhar rudemente pedras para fazer martelos ou mós. Eles são mesmo capazes de colocar pequenos galhos nos orifícios de uma termiteira, esperando que os insectos se agarrem aos galhos e que, depois, podem ser comidos.
Possuem uma enorme vocalização verbal e gestual, sendo mesmo capazes de comunicar com os seres humanos, desde que os chimpanzés aprendam a linguagem gestual humana. Os chimpanzés não conseguem falar a linguagem humana. Teorias defendem que, ou os chimpanzés não têm a inteligência para associar o intenso e complexo sistema de significados subjectivos das frases e discursos humanos, ou simplesmente a estrutura da laringe não lhes permite, ou possivelmente os dois.
A interacção social dos chimpanzés é extremamente complexa. Os chimpanzés são capazes de caçar outros primatas, nomeadamente macacos. Eles fazem-no a partir de emboscadas, sendo capazes de caçar animais cooperativamente. Este comportamento é muito semelhante ao que algumas tribos humanas fazem hoje em dia, demonstrando a proximidade que eles têm connosco. Os chimpanzés também podem praticar a prostituição, sendo que foram observados fêmeas e machos a trocarem itens, como comida, por sexo!
Os chimpanzés também têm uma enorme variedade de emoções que não diferem em nada das dos seres humanos. Conseguem sentir raiva, amor, compaixão, pena, alegria, nojo, etc. Também têm noção da ironia. Um bonobo, por exemplo, consegue dar a volta a uma questão colocada por um cientista e dando-lhe uma resposta irónica.
Os chimpanzés foram observados a resolver variadíssimos problemas, superando vários outros animais mas, no geral, foram ultrapassados pelos seres humanos. No entanto, existem excepções, algumas embaraçosas e outras super-fascinantes. Um chimpanzé consegue retirar um amendoim do fundo de um tubo longo e estreito ao adicionar-lhe água, que vai fazer com que a guloseima flutue até ao topo do tubo. Parece fácil, no entanto, quando foi dado esse problema aos seres humanos estes foram incapazes de resolver com sucesso. O que se passa aqui? De facto, até algumas aves conseguem resolver parcialmente o mesmo problema, ao adicionar rochas no tubo, que vai fazer subir o nível da água e assim elevar o amendoim no topo do tubo.
E existe mais outra capacidade que um exemplar consegue fazer perfeitamente e que nós não. A esse chimpanzé foi-lhe oferecido um ecrã táctil, com números de 1 a 10 espalhados aleatoriamente pelo ecrã. Ao fim de um tempo, o chimpanzé tinha de memorizar a posição de todos os números, antes que estes fossem preenchidos por quadrados brancos. Se o chimpanzé fosse capaz de memorizar e clicar em ordem numérica, correctamente, todos os números do ecrã, o chimpanzé recebia uma guloseima. O mais impressionante disto é que o chimpanzé conseguiu completar todos os níveis do desafio, incluindo um no qual o tempo de memorização dos números era tão rápido que nem um ser humano era capaz sequer de ver os números. Seremos mesmo as espécies mais inteligentes do planeta?


Nome: Salamandra-de-manchas-amarelas (Ambystoma maculatum)
Tamanho: 25 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos, moluscos, crustáceos, aranhas, vermes, etc.
Habitat: Lagos, rios, bosques, etc.
Local: América do Norte Oriental
Tipo: Anfíbio caudato (salamandras e parentes extintos)

Até agora falei de invertebrados, peixes, répteis, aves e mamíferos inteligentes. Mas, será que existe um anfíbio inteligente? Bem, as salamandras, como esta salamandra-de-manchas-amarelas, têm pelo menos um resquício.
Foram observadas salamandras a fazerem escolhas racionais, por exemplo, davam-lhes recipientes com insectos e as salamandras escolhiam sempre aqueles que possuíam maior quantidade, indicando que não apanhavam simplesmente qualquer insecto que aparecesse à frente.


Nome: Urso-negro-americano (Ursus americanus)
Tamanho: 2,4 metros de comprimento (maior exemplar registado)
Alimentação: Fruta, erva, fetos, cogumelos, mel, bagas, nozes, casca de árvore, raízes, insectos, vermes, moluscos, peixes, rãs, répteis, ovos, aves e mamíferos
Habitat: Floresta temperada, montanhas, taiga e deserto
Local: América do Norte
Tipo: Mamífero carnívoro

Há bocado, quando falei de ursos esqueci-me de uma coisa importante. O urso-negro-americano demonstra uma verdadeira inteligência, para além de remexer o lixo e de rebolar pedras e quebra-cabeças da natureza. Problemas artificialmente projectados pelo ser humano foram com sucesso resolvidos pelos ursos-negros. Os ursos-negros foram ensinados a seleccionar, num ecrã digital, as caixas com mais pontinhos. Estas caixas estavam dispostas aleatoriamente no ecrã, sendo que os ursos tinham de raciocinar matematicamente qual era a caixa que tinha mais pontinhos e clicavam com a pata ou com o focinho na caixa que seleccionaram. Em troca recebiam comida. Como era de esperar, eu não ia contar uma missão falhada, senão seria ilógico incluir o urso-negro nesta lista. Por isso, desnecessário será dizer, que eles sucederam na resolução do problema.


Nome: Roaz-corvineiro-comum (Tursiops truncatus)
Tamanho: 4 metros de comprimento
Alimentação: Peixe, moluscos e crustáceos
Habitat: Mar aberto, mangais, águas costeiras, recifes e estuários
Local: Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico
Tipo: Cetáceo

O roaz-corvineiro-comum é o cetáceo mais inteligente do planeta. Análises à sua capacidade encefálica e estrutura cerebral apontam para a sugestão de este mero golfinho ser o animal mais inteligente do mundo, exceptuando o ser humano. As suas capacidades que demonstram esta tese são inúmeras.
Sendo das espécies de golfinhos mais utilizadas em espectáculos, consegue responder a uma variedade de desafios e de gestos, sons e figuras apresentadas pelo homem. É das poucas espécies de animais que consegue com sucesso comunicar complexamente com os seres humanos, a partir de gestos, sons e emoções, tendo também uma boa memória, capacidade intelectual e compreensão numérica.
Como o roaz-corvineiro é um golfinho espalhado pelo globo, muitos grupos sociais desenvolveram culturas separadas e técnicas de sobrevivência diferentes, assim como dialectos e comportamentos. Apesar de não terem mãos preênseis, também podem usar ferramentas. As fêmeas da população de Shark Bay, Austrália, foram observadas a utilizar esponjas do mar como protecção para o seu focinho, enquanto remexem no lodo marinho, evitando assim serem picados por ouriços-do-mar e raias.
Nas Caraíbas, os golfinhos conseguem bater a cauda na areia, criando assim um traço de poeira à medida que se movimentam. Quando essa técnica é utilizada para caçar, os golfinhos criam uma "prisão" de areia à volta de um cardume de peixe. Os peixes preferem nadar em água límpida e escapam da prisão apenas por uma pequena abertura criada pelos cetáceos, o que vai levá-los até à boca dos mamíferos. Na costa leste dos EUA, os roazes-corvineiros perseguem os peixes até águas mais baixas, tanto que os empurram para terra, de modo a que estes não possam fugir. Este método permite que os cetáceos possam comer descansados o seu petisco.
A inteligência de pesca dos golfinhos foi, por muito tempo, utilizada para benefício do homem. Enquanto os roazes-corvineiros se alimentavam nas águas baixas, eles guiavam os peixes para vários sítios. Enquanto que os cetáceos apanhavam um ou dois peixes de cada vez, os pescadores humanos podiam saber onde estavam os cardumes na água turva e assim sabiam onde lançar as redes.
A verdade é que, por muito tempo, o homem tem vivido na terra, mas os golfinhos provaram-se ser as verdadeiras povoações dos mares.


Nome: Papagaio-cinzento-africano (Psittacus erithacus)
Tamanho: 52 centímetros de envergadura
Alimentação: Fruta, nozes, sementes, casca de árvore, insectos, caracóis, etc.
Habitat: Floresta tropical
Local: África Central
Tipo: Psitacóideo (maior parte dos papagaios, excepto as cacatuas e os papagaios da Nova Zelândia)

A seguir ao kea, é possível que o papagaio mais inteligente do mundo seja o muito mais conhecido papagaio-cinzento-africano. É uma espécie ameaçada, mas é muito comum como animal de estimação pelo globo. Um dos exemplares mais conhecidos da espécie foi um chamado Alex.
Alex morreu com 31 anos de idade (1976 - 2007), morrendo provavelmente de aterosclerose. Isto, no fundo, não é nada, pois algumas cacatuas podem chegar aos 80 anos. Apesar de o seu nome parecer normal, de facto tem origem na seguinte frase em inglês: "Avian Language EXperiment".
Antes, considerava-se que os primatas eram os únicos ou dos poucos animais considerados inteligentes, sendo que as aves não o eram, apenas imitando os sons e os movimentos do ambiente. A fala do papagaio era explicada a partir da mímica sonora.
No entanto, Alex demonstrou ser capaz de comunicar e expressar-se a partir da fala e era mesmo capaz de combinar as palavras de modo criativo. A sua dona, Irene Pepperberg, considerava que a sua inteligência era comparável às de um golfinho ou símio e que, nalguns aspectos, tinha a inteligência de um humano de 5 anos e que podia chegar a um potencial mais avançado se tivesse vivido mais tempo. A níveis emocionais, Alex deveria ser o equivalente a um humano de dois anos.


Nome: Peixe-anjo (Pterophyllum scalare)
Tamanho: 38 centímetros de altura
Alimentação: Algas, plâncton, crustáceos, moluscos, pequenos peixes, vermes, etc.
Habitat: Rios e lagos tropicais
Local: Amazónia
Tipo: Peixe perciforme

O peixe-anjo é um peixe muito comum em aquários e, por isso, a sua capacidade de inteligência é mais bem estudada do que outros peixes mais aparentados que são mais comuns na natureza.
Foi demonstrado que um peixe-anjo, quando colocado num aquário estranho, onde já lá estavam outros da mesma espécie, vão sempre para onde há mais peixes, recebendo assim mais protecção. Isto demonstra que estes peixes são capazes de escolher o que é melhor para eles, analisando a situação ao redor.


Nome: Rato-doméstico (Mus musculus)
Tamanho: 10 centímetros de comprimento (excepto a cauda)
Alimentação: Sementes, fruta, flores, nozes, vermes, insectos, aranhas, etc.
Habitat: Cidades, bosques, montanhas, pradarias, ilhas, etc.
Local: Cosmopolita
Tipo: Muríneo (grande parte dos ratos e ratazanas)

O rato-doméstico é um dos roedores mais estudados e conhecidos do mundo. Tal como as ratazanas, têm boa memória, o que lhes permite patrulhar as vastas galerias do seu ambiente, de modo a colectar alimento e a retornar a casa. Os ratos, especialmente os de laboratório, são os mais utilizados para testar as suas habilidades emotivas, memoriais e raciocinais.


Nome: Macaco-rhesus (Macaca mulatta)
Tamanho: 53 centímetros de comprimento (excepto a cauda)
Alimentação: Fruta, sementes, nozes, insectos, etc.
Habitat: Floresta tropical, savanas, mangais, montanhas, etc.
Local: Sul da Ásia
Tipo: Primata

O macaco-rhesus é um macaco especialmente inteligente. E dizer isso tem como base algumas afirmações.
O teste do espelho é útil para saber se os animais conseguem-se reconhecer a si próprios quando olham para a sua imagem. Alguns animais foram capazes de completar o teste do espelho e esses foram os símios, as pegas, alguns cetáceos e os elefantes solitários. Os macacos foram incapazes de completar o teste. Alguns macacos eram mesmo capazes de atacar o seu próprio reflexo! Então, como se prova que os macacos são inteligentes, se eles nem consciência têm de si próprios? O facto é que eles têm, só que isto não foi provado completamente a partir do teste do espelho. Em momentos excepcionais, o macaco-rhesus foi observado a limpar-se, presumivelmente usando o seu reflexo como ajuda, indicando que sabia que o macaco do espelho era ele mesmo. Apesar de não ser conclusivo, acredita-se que o macaco não está longe de completar o teste de auto-reconhecimento.


Nome: Polvo-mímico (Thaumoctopus mimicus)
Tamanho: 60 centímetros de comprimento (incluindo tentáculos)
Alimentação: Peixe, crustáceos e moluscos
Habitat: Recifes de coral
Local: Indo-Pacífico
Tipo: Polvo

Ao olhar para esta imagem, parece inicialmente que estamos a observar para um peixe esquisito, talvez uma solha. No entanto, estamos de facto a olhar para um polvo. Este polvo consegue puxar os tentáculos para trás e assemelhar-se a uma solha, a qual possui um espigão afiado. Desse modo, os predadores não o comerão.
Este é o polvo-mímico.
Ele imita outras espécies de animais para evitar ser descoberto por predadores. Entre as espécies que emita, constam-se outras como o peixe-leão, a serpente-marinha e a alforreca, animais venenosos, e também o congro, um predador temível. Deste modo, o polvo pode imitar determinados animais consoante o predador: solha (bodiões), peixe-leão (golfinho), serpente-marinha (peixe-donzelinha), alforreca (tubarão), congro (cavalinha). Isto demonstra inteligência visual e de memória.
Os polvos são os invertebrados mais inteligentes do planeta e são capazes de aprender com o ambiente. Polvos foram observados a resolver problemas após observarem outros polvos a resolverem-nos com sucesso.
Alguns polvos possuem capacidades quase paranormais, as quais não existe explicação lógica, para além da coincidência ou conhecimento detalhado. Paul, foi um polvo-comum que morreu aos 2 anos (2008 - 2010). Foi famoso por prever vários resultados envolvendo a equipa nacional de futebol alemã. De todas as suas previsões apenas duas estavam incorrectas (Alemanha vs. Croácia (12 de junho de 2008) e Alemanha vs. Espanha (29 de junho de 2008)), enquanto que 11 das previsões estavam correctas.
Isto faz-me pensar que, cada vez que como polvo, estou a comer uma alma... quero lá saber, é bom!


Nome: Babuíno-anúbis (Papio anubis)
Tamanho: 1,1 metros de comprimento (excepto a cauda)
Alimentação: Fruta, erva, legumes, nozes, sementes, flores, invertebrados, répteis, aves, ovos e mamíferos
Habitat: Savana e floresta tropical
Local: África Central
Tipo: Primata

O babuíno-anúbis é outro primata inteligente. Apesar de não conseguir completar o teste do espelho é capaz de entender frases e números humanos, o que os coloca num lugar nesta extensa lista.


Nome: Formiga-corsária-clone (Ooceraea biroi)
Tamanho: 2 milímetros de comprimento (obreiras)
Alimentação: Larvas de formigas
Habitat: Floresta tropical
Local: Ásia e várias ilhas tropicais
Tipo: Formiga

A formiga-corsária-clone é uma das formigas mais inteligentes. É conhecida por invadir outras colónias de formigas apenas para consumir as suas larvas! Muito mau, não é? As formigas são conhecidas por serem inteligentes e algumas usam o pequeno cérebro muito bem.
A formiga Dorymyrmex bicolor é motivo de veneração pois pode pegar em rochas e deixá-las cair sobre colónias vizinhas, de modo a que a sua colónia prevaleça e assim não sofre competição!





Qual é o animal menos inteligente do planeta?


É uma boa pergunta, mas difícil de responder, pois a inteligência pode ser medida em factores muito variados, sendo que a definição de inteligência nos outros animais tem de ser separada da dos seres humanos. O teste do espelho, por exemplo, é um método que nos demonstra se os animais têm consciência de si mesmos, mas este teste só pode ser testado a partir da visão, um dos sentidos mais evoluídos do ser humano. Outros animais podem-nos parecer menos inteligentes apenas porque não passam os mesmos testes que os seres humanos. Nesse caso, é difícil dizer.
É possível determinar, a partir de uma vaga ideia, a inteligência do animal a partir do tamanho do cérebro em relação ao corpo. Os musaranhos e os musaranhos-elefante possuem o maior cérebro em relação ao corpo de todos os vertebrados, mas, mesmo assim, não são mais inteligentes que outros como o elefante, o golfinho ou o homem. O vertebrado com o menor cérebro em relação ao corpo é este peixe medíocre chamado peixe-rabo-de-orelhas-ossudas. Este peixe não necessita de um grande cérebro, já que vive nas profundezas do mar e a visão é quase nula. A pressão da água nas profundezas, faz com que o peixe-rabo seja mole, dúctil e achatado, assim como lento, sendo que um grande cérebro seria esmagado pela pressão. Exacto, as trevas são o lugar dos estúpidos.
Mas, estamos apenas a falar no ramo dos vertebrados. Alguns animais nem sequer têm cérebro e as suas acções são apenas determinadas por células especializadas ou um sistema nervoso primitivo. Entre eles constituem as esponjas, as alforrecas, corais, anémonas, estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar e ascídias.





Qual será a espécie que dominará o planeta?


É bem provável que nenhuma espécie volte a conquistar um lugar no planeta Terra tal como nós chegamos. É possível mas improvável. Durante 4,1 biliões de anos, a vida manteve-se como sempre foi, mas só nos últimos sete milénios, uma espécie, chamada Homo sapiens adoptou um método de vida desconhecido por completo num mamífero: a civilização. A humanidade fez aquilo que nenhuma animal fez antes e isso é porque a probabilidade era extremamente pequena. Mas se for para acontecer de novo, qual será o animal que voltará a levantar prédios no céu?


Na realidade, já existiram civilizações há bem mais tempo que o ser humano! Animais coloniais, como térmitas, camarões, abelhas, vespas e formigas já construíam monumentos e cidades de quilómetros de extensão há milhões de anos e continuam ainda hoje a fazê-lo. E existe a forte probabilidade que continuem a fazê-lo no futuro. Sendo assim, as primeiras civilizações surgiram há mais de 250 milhões de anos, no período Triásico, com o aparecimento das primeiras térmitas! No entanto, é inegável dizer que os humanos causaram um impacto bastante diferente, sendo que os pequenos artrópodes não usaram propriamente a inteligência para produzir tais monumentos, apenas utilizaram o trabalho de grupo.

O candidato mais provável para substituir o nicho ecológico do ser humano no futuro serão os próprios descendentes da nossa espécie. Estes poderão se provar mais avançados e fundar uma nova civilização. é bem provável que a humanidade evoluía para novas espécies de humanos que poderão moldar uma nova faceta no planeta Terra.


Mas será o que aparece na imagem será real? Será que o Planeta dos Macacos alguma vez se concretizará? É improvável, mas a série de filmes Planet of the Apes (Planeta dos Símios ou Planeta dos Macacos em português) demonstra como é que poderia acontecer se acontecesse. A história começou com a produção de um vírus num laboratório que infecta os chimpanzés, gorilas e orangotangos, tornando-os tão ou mais inteligentes que os humanos. O mesmo vírus, pelo contrário, foi responsável pela morte de 99,8% de toda a humanidade, sendo que os sobreviventes têm vivido nas sombras após a epidemia mundial. Apesar de a série ser uma prequela de uma série anterior com o mesmo nome, demonstra como é que as outras espécies de grandes símios poderiam, hipoteticamente, dominar o planeta. A série original conta a história de um astronauta da era moderna que acaba por entrar acidentalmente num portal temporal no meio do espaço que o teletransporta para o futuro, no qual inclui uma Terra onde todos os outros grandes símios comportam-se como seres humanos e vice-versa.


Mas na realidade não é assim. Caso um chimpanzé alguma vez se tornar "humano", muito provavelmente terá de produzir gerações férteis por milhões de anos, até que apareça uma nova espécie de hominídeo super inteligente. No entanto, todos os símios, excepto o ser humano, estão em vias de extinção e provavelmente vão se extinguir mais cedo do que o necessário para formar o Planeta dos Macacos. Apesar de os símios não serem verdadeiramente macacos, serão os macacos a sério que se tornarão os nossos parentes mais próximos fora da lista de espécies ameaçadas.


Para que um animal reconquiste o estatuto de "humano" precisa de ter os elementos necessários que lhe permitem manufacturar ferramentas e abrigos: as mãos. As mãos dos primatas são preênseis, sendo assim úteis para agarrar em objectos e mesmo construir ferramentas. As aves possuem patas preênseis e os gatos podem utilizar as garras para agarrar em certos objectos. Outros órgãos podem ser usados para agarrar e manufacturar, como caudas (lagartos, cavalos-marinhos e macacos), narizes (elefantes e tapires), tentáculos (polvos e lulas), línguas (girafas), lábios (manatins) e até mesmo pénis (golfinhos). Claro que falta a inteligência para estas coisas, mas já é um bom passo.




E eu só quero me rir depois de saber que o único órgão preênsil do segundo animal mais inteligente do mundo é o pénis! E eu só consigo imaginar um golfinho a segurar num lápis, baralho de cartas e óculos com o órgão sexual! Mas é improvável que os golfinhos consigam fabricar uma civilização subaquática, pois o pénis só existe nos machos e, sendo assim, as fêmeas não poderão fazer nada.

Outro factor importante para criar uma civilização é a socialização. O método mais fácil é a eusocialização, que predomina nas térmitas, abelhas, formigas, vespas, camarões e ratos-toupeiros. O homem possui uma hierarquia que pode facilmente ser violada, pois o chefe pode ser derrubado por um dos seus congéneres. Na eusocialização, os animais não têm a inteligência para se questionarem sobre o porquê de estarem a trabalhar para a colmeia e nunca se pensam em revoltar. São como máquinas, usando a inteligência para completar um único objectivo: a sobrevivência da colónia.


Nesse caso, uma grande variedade de animais muito conhecidos possuem uma estrutura social semelhante ao dos humanos, variando desde os suricatas até aos símios. Existe uma hierarquia no bando, manada, matilha ou tribo que determina a lei do grupo. Apesar de ser menos objectivo que a eusocialização, é mais eficaz e flexível, assim como um motor predominante para a evolução da inteligência. Mas falta um último factor importante: a comunicação.



A comunicação não vai determinar se uma determinada espécie é mais inteligente ou não. O homem utiliza os sentidos da visão, audição e tacto para comunicar, mas o cão utiliza a visão, olfacto, audição e tacto para o fazer. Enquanto que o homem comunica através da fala, o cão prefere utilizar posições básicas do corpo para demonstrar desejos e imposições e o olfacto para conhecer melhor os outros cães, sendo que o ladrar e uivar são métodos pouco utilizados. A comunicação varia bastante do animal e não é um factor que vai modificar a inteligência básica do animal, mas a civilização por ele construída poderá ser diferente.


Enquanto que o homem e os outros símios utilizam os gestos faciais e corporais, assim como várias vocalizações, os outros animais podem usar outros métodos de comunicação. Os cefalópodes (polvos, chocos, lulas, etc.) são capazes de mudar de cor e este é o seu método principal de comunicação. Uma grande variedade de peixes e invertebrados são capazes de produzir luz por si mesmos. O peixe-pescador e o pirilampo são óptimos exemplos, e estes sinais luminosos são um modo criativo de "falar" entre si. Como já foi referido, o olfacto também é um método de comunicação. Impulsos eléctricos produzidos por alguns peixes e mesmo mamíferos permitem uma eficiente intercomunicação.
O tacto deve ser o mais significativo. O contacto físico demonstra rapidamente a emoção do animal, por exemplo, numa luta, durante o acasalamento, na integração social, nos abraços e nas vibrações corporais. Alguns animais produzem vibrações no solo que são depois detectadas por outros, como é o caso da toupeira-dourada e do elefante. O calor corporal pode ser detectado, por alguns predadores, como as serpentes e os morcegos-vampiro e pode ser uma brilhante forma de comunicação.


A probabilidade de algum dos animais referidos anteriormente substituir o nicho ecológico do ser humano, no futuro, é baixa, mas não é impossível. Aqui temos alguns grupos de animais que poderão mostrar-se capazes de criar uma civilização:

  • Humanos (descendentes poderão ser igualmente inteligentes)
  • Chimpanzés (provavelmente extintos no futuro)
  • Gorilas (provavelmente extintos no futuro)
  • Orangotangos (provavelmente extintos no futuro)
  • Gibões (provavelmente extintos no futuro)
  • Macacos (capazes de evoluir novamente para símios)
  • Roedores (sendo omnívoros, sociais e capazes de pegar em objectos, poderão evoluir para tal)
  • Hienas (muito improvável, já que quadrúpedes)
  • Suricatas (possivelmente)
  • Lontras-marinhas (provavelmente extintas no futuro)
  • Guaxinins (possivelmente teremos um Rocket Racoon entre nós)
  • Ursos (improvável, mas não fora de questão)
  • Cavalos (improvável, já que quadrúpedes)
  • Ruminantes (improvável, já que quadrúpedes)
  • Cetáceos (considerável, mas improvável, devido à falta de órgãos preênseis)
  • Elefantes (provavelmente extintos no futuro)
  • Lagartos (possivelmente, após muitos milhões de anos de evolução)
  • Crocodilos (improvável, já que quadrúpedes)
  • Aves (muito provável, devido à extrema inteligência e pés preênseis)
  • Salamandras (improvável)
  • Peixes ósseos (improvável, mas não fora de questão)
  • Aranhas (possivelmente)
  • Insectos himenópteros (abelhas, formigas e vespas já fizeram civilizações há milhões de anos)
  • Escaravelhos (possivelmente)
  • Lulas (possivelmente)
  • Lulas-de-rabo-cortado (menos provável que outros cefalópodes)
  • Polvos (possivelmente)





UM DIA VÃO SE RENDER AOS MEUS PÉS! MUAHHHHHH!

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