sábado, 1 de abril de 2017

Macacos

Os macacos são uns dos primatas mais avançados, apenas ultrapassados pelos símios. A definição taxonómica de macaco é inexistente, pois o grupo que engloba os macacos também engloba os símios (gibões, orangotangos, gorilas, chimpanzés e seres humanos). Variando desde o tamanho de uma ratazana até ao tamanho de um pónei, os macacos são uns dos primatas mais bem adaptados e evoluídos do nosso planeta e, para além das suas macaquices, constam entre alguns dos animais mais incríveis da Terra.


Existem cerca de 260 espécies de macacos, todos pertencendo a seis famílias distintas do grupo Haplorrhini da ordem Primates. Os macacos dividem-se em dois grupos: os do Velho Mundo e os do Novo Mundo. Em termos cladísticos, os símios (incluindo os humanos) são macacos, pois estes situam-se no mesmo grupo dos macacos do Velho Mundo! Mas a definição tradicional separa os símios do grupo dos macacos. O único grupo taxonómico que é comum a todos os macacos é o grupo dos Simiiformes. Muitas espécies de macacos são arborícolas, mas alguns vivem inteiramente no chão, como alguns babuínos. A maior parte das espécies é diurna. Os macacos são espécies altamente inteligentes, especialmente as do Velho Mundo.


Os lémures, gálagos e lóris são primatas strepsirrinos, por isso não são macacos. Os társios são primatas haplorrinos, mas não são considerados macacos, por não serem simiformes. Existem dois grupos de macacos: os do Velho Mundo (nativos de África e Ásia) e os do Novo Mundo (nativos da América). Os símios (gibões, orangotangos, gorilas, chimpanzés e humanos), devido à falta de cauda, não são considerados macacos. No entanto, essa definição não é linear, pois o macaco-de-Gibraltar não possui cauda e, mesmo assim, é incluído no grupo. Os macacos e társios evoluíram a partir de um ancestral comum há 65 milhões de anos. Os primeiros macacos surgiram há 40 milhões de anos. Entre eles contavam-se os primeiros macacos do Velho Mundo. Primatas pré-históricos, como o Aegyptopithecus e o Parapithecus, ambos vivendo há 35 milhões de anos, são considerados macacos.





Nome: Macaco-aranha-castanho (Ateles hybridus)
Tamanho: 50 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Solo, fruta, folhas, sementes, flores, casca de árvore, mel, madeira e insectos
Habitat: Floresta tropical primária
Local: Noroeste da América do Sul
Tipo: Atelídeo (macacos-aranha, macacos uivadores e macacos-lanudos)

O macaco-aranha-castanho é uma espécie extremamente ameaçada de macaco do Novo Mundo. Os macacos do Novo Mundo distinguem-se dos do Velho Mundo por possuírem narinas que apontam para os lados, ao contrário dos seus congéneres da África e Ásia que possuem narinas viradas para a frente.
Os macacos-aranha possuem este nome devido ao facto de terem braços e pernas muito compridos, que lhe permitem caminhar de árvore em árvore. A sua cauda preênsil dá-lhe uma espécie de "pata extra", tal como as aranhas têm mais patas do que o habitual. Graças a este mecanismo de locomoção arbórea eficaz, o macaco-aranha raramente sai das árvores, a não ser para beber em cursos de água, para ingerir solo, rico em minerais, ou outras situações excepcionais.


Nome: Macaco-urso (Macaca arctoides)
Tamanho: 65 centímetros de comprimento
Alimentação: Fruta, sementes, folhas, raízes, caranguejos, rãs, ovos e insectos
Habitat: Florestas tropicais e subtropicais
Local: Sudeste Asiático
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O macaco-urso é um macaco do Velho Mundo, identificável pelas suas narinas, viradas para a frente. O facto de ser peludo, quadrúpede e com grandes dentes caninos, dá-lhe o nome. Os macacos do Velho Mundo foram os primeiros macacos da Terra. Só há 30 milhões de anos, um grupo de macacos chegou à América do Sul, possivelmente a partir de jangadas naturais à deriva no oceano, e evoluíram para os macacos do Velho Mundo. Há 25 milhões de anos, os macacos do Velho Mundo evoluíram para os primeiros símios que, mais tarde, dariam origem à nossa espécie.


Nome: Babuíno-anúbis (Papio anubis)
Tamanho: 1,14 metros de comprimento
Alimentação: Plantas, invertebrados, pequenos mamíferos, aves e cogumelos
Habitat: Savanas, pradarias, florestas tropicais e desertos
Local: África Central
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O babuíno-anúbis pertence à família dos cercopitecídeos, a única família de macacos do Velho Mundo. O seu nome deve-se ao facto de possuir um focinho longo, semelhante à face do deus egípcio Anúbis.
Todos os macacos são herbívoros ou omnívoros, nenhum deles é totalmente carnívoro. O seu metabolismo não funciona sem matéria vegetal, como fruta, folhas, flores e raízes. No entanto, os macacos também apreciam matéria animal, desde insectos até mamíferos de porte médio, como porcos e antílopes. Grandes macacos, nomeadamente os babuínos, são capazes de caçar pequenos antílopes, com a ajuda do trabalho de equipa, da rapidez, aparência pouco agressiva, força e dentição canina.


Nome: Babuíno-sagrado (Papio hamadryas)
Tamanho: 80 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Rebentos, sementes, ervas, raízes, folhas de acácia, insectos, répteis e pequenos mamíferos
Habitat: Regiões semidesérticas, savanas, áreas rochosas e penhascos
Local: Península Etiópica e Sul da Arábia
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O babuíno-sagrado é outra espécie de babuíno, aparentado com o babuíno-anúbis. Ao contrário do babuíno-anúbis, o babuíno-sagrado é o que mais influenciou a cultura egípcia, sendo, como o nome indica, um animal sagrado.
Os babuínos são uns dos maiores macacos do mundo, apenas ultrapassados pelo mandril e o dril. São quadrúpedes e muitos possuem uma vaga semelhança a mamíferos carnívoros, devido aos dentes caninos e forma do focinho. O babuíno-sagrado, por exemplo, lembra muito o leão, apesar de que, provavelmente, será o leão que derruba o macaco, em vez do contrário.


Nome: Macaco-de-gibraltar (Macaca sylvanus)
Tamanho: 63 centímetros de comprimento
Alimentação: Plantas, insectos, caracóis, minhocas, escorpiões, aranhas, centopeias, milípedes e girinos
Habitat: Florestas de cedro, abeto e carvalho, pradarias, moitas e escarpas rochosas
Local: Norte de África e Gibraltar
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O macaco-de-gibraltar é um dos poucos macacos sem cauda, o que lhes dá um aspecto antropóide. Civilizações mediterrânicas utilizavam os macacos-de-gibraltar como modelos para desvendar a anatomia do ser humano, já que, naquele tempo, dissecar corpo humanos era visto como um acto demoníaco e oriundo das trevas.
A população moderna de macacos-de-gibraltar é nativa do Norte de África, já que a espécie foi extinta na Europa há 30 000 anos. No entanto, foi reintroduzida em Gibraltar algures no passado, pelos seres humanos. Hoje, sem contar com o ser humano, é a única espécie de primata com uma população selvagem estável no continente europeu.


Nome: Macaco-de-boina (Macaca radiata)
Tamanho: 60 centímetros de comprimento
Alimentação: Fruta, nozes, sementes, flores, invertebrados e cereais
Habitat: Floresta tropical e pradaria
Local: Sul da Índia
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O macaco-de-boina deve o seu nome devido ao inegavelmente engraçado "corte de cabelo" que este primata possui. É omnívoro e vive em grupos sociais, dominados por um macho alfa. São considerados pestes, devido à sua astúcia e inteligência. Roubam activamente produtos do mercado e arrasam colheitas. Infelizmente, para muitos trabalhadores indianos, os macacos são sagrados na Índia e matar um é um crime. Mesmo com estas leis de protecção, os macacos-de-boina não estão ameaçados.
Os macacos-de-boina são muito territoriais. Existem muitos clãs que competem uns com os outros, principalmente quando estes estão a batalhar numa cidade. Esses clãs urbanos podem entrar em guerras e, por vezes, usam estratégias dignas de um exército. Alguns escondem-se em postes de electricidade ou caixas, à espera do inimigo. Outros podem mesmo apanhar a boleia de um comboio para poder penetrar no território inimigo!


Nome: Saguim-comum (Callithrix jacchus)
Tamanho: 18 centímetros de comprimento
Alimentação: Seiva, insectos, fruta, sementes, flores, fungos, néctar, caracóis, lagartos, rãs, ovos, crias de aves e crias de mamífero
Habitat: Cidades e florestas
Local: Brasil Oriental
Tipo: Calitriquídeo (saguins e tamarins)

O saguim-comum é um dos macacos mais pequenos do mundo. Os macacos podem ser uns dos maiores primatas do planeta, apenas ultrapassados pelos símios. Mas alguns são mesmo diminutos, sendo que apenas alguns lémures detêm o recorde do primata mais pequeno da Terra.
O saguim-comum alimenta-se essencialmente de seiva, mas também pode consumir outra matéria vegetal e alguma matéria animal. Ao contrário dos macacos do Velho Mundo e de muitos macacos do Novo Mundo, os saguins têm garras que lhes ajudam a trepar.


Nome: Macaco-capuchinho-de-cabeça-branca (Cebus capucinus)
Tamanho: 45 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Fruta, insectos, flores, folhas jovens, sementes de certas plantas, bromeliáceas, anacardiáceas, aves, ovos, rãs, lagartos, etc.
Habitat: Florestas
Local: América Central e Noroeste da América do Sul
Tipo: Cebídeo (macacos-capuchinhos e macacos-esquilo)

O macaco-capuchinho-de-cabeça-branca pertence à família Cebidae. Os cebídeos estão entre os macacos mais inteligentes do mundo, apenas ultrapassados pelos atelídeos e cercopitecídeos. Esta espécie é conhecida pelos seus grupos sociais complexos, vocalizações variadas, criatividade na procura de alimento e utilização de ferramentas.
Os macacos-capuchinhos são conhecidos por usar rochas pesadas que acabam por partir frutos duros e rijos, como as nozes.


Nome: Saki-de-face-branca (Pithecia pithecia)
Tamanho: 45 centímetros de comprimento (excluindo a água)
Alimentação: Fruta, sementes, folhas, mel, flores, insectos, pequenos mamíferos, aves, plantas com grande concentração de lípidos, etc.
Habitat: Florestas
Local: Nordeste da América do Sul
Tipo: Pitecídeo (titis, sakis e uacaris)

O saki-de-face-branca é um dos macacos com aparência mais bizarra. A cara branca e espalmada do macho da espécie, lembra a de um extraterrestre qualquer da saga Star Wars. Esta característica é um bom indicador da espécie e do sexo do animal, pois os machos têm este aspecto. As fêmeas são cinzentas e têm uma cabeleira parecida com a de uma peruca.
A família dos sakis, Pitheciidae, é distinguida devido à sua dentição, que lhes permite quebrar nozes e outros alimentos, protegidos por uma superfície dura. Já foram observados sakis a quebrar crânios de morcegos, para matar a presa instantaneamente e, depois, comê-la.


Nome: Saguim-pigmeu (Cebuella pygmaea)
Tamanho: 15 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Seiva de árvore, seiva de vime, insectos, néctar e fruta
Habitat: Florestas verdes e regiões próximas de rios
Local: Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil
Tipo: Calitriquídeo

O saguim-pigmeu é o macaco mais pequeno do mundo. É ainda mais pequeno que o saguim-comum e distingue-se dele, para além do tamanho, a sua coloração cinzento-esverdeada e a ausência de tufos brancos, nos lados da cabeça. Este primata está incluído na lista dos mais pequenos do mundo, sendo apenas ultrapassados pelos lémures, gálagos e társios. O saguim-pigmeu está especializado em alimentar-se na seiva de plantas tropicais.


Nome: Mandril (Mandrillus sphinx)
Tamanho: 95 centímetros de comprimento
Alimentação: Plantas, cogumelos, solo, invertebrados, ovos, aves, tartarugas, rãs, porcos-espinho, ratos, musaranhos e jovens antílopes
Habitat: Florestas tropicais, florestas de galeria, savanas, florestas rochosas, vegetação ripária, áreas cultivadas, florestas inundadas, leitos de rio, etc.
Local: Camarões, Guiné Equatorial, Congo e Gabão
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O mandril é o maior macaco vivo do mundo. É extremamente robusto, sendo capaz de derrubar um leopardo. Os machos são facilmente distinguíveis das fêmeas, devido ao seu porte, cores berrantes e tamanho. As fêmeas têm uma característica mais esbelta. O mandril distingue-se de outros macacos devido à sua face, com duas bolsas azuis riscadas, separadas por uma listra vermelha que começa na testa e acaba no nariz. Este macaco gigante é deveras assustador. O macho possui um par de grandes caninos, que mais se parecem dentes-de-sabre. É útil para se defender de intrusos, de predadores e para matar instantaneamente as suas presas.
O mandril possui uma cauda curta, o que o distingue dos babuínos, com uma cauda mais visível. Apesar de o babuíno-anúbis poder exceder este monstro em comprimento, nada se compara ao seu tamanho volumétrico. O mandril é essencialmente herbívoro, mas por vezes complementa a sua dieta com pequenos animais. No entanto, alguns machos já foram observados a matar jovens antílopes com uma dentada na nuca. Esta espécie está em vias de extinção.


Nome: Saguim-de-Goeldi (Callimico goeldii)
Tamanho: 23 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Fruta, insectos, aranhas, lagartos, rãs, serpentes e fungos
Habitat: Florestas verdes e regiões próximas dos rios
Local: Peru, Colômbia, Equador, Bolívia e Brasil
Tipo: Calitriquídeo

O saguim-de-Goeldi é um saguim de cor negra-acastanhada. Possui garras, que lhe permite agarrar-se à casca das árvores e que lhe proporciona uma ferramenta para descascar a casca das árvores e apanhar insectos.
Os macacos do Velho Mundo são tricromáticos, como nós, vendo um espectro com base de três cores primárias. Os macacos do Novo Mundo podem ver num espectro tricromático, dicromático ou mesmo monocromático, variando na espécie.


Nome: Tamarim-imperador (Saguinus imperator)
Tamanho: 26 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Fruta, flores, seiva e animais
Habitat: Florestas chuvosas de terras baixas, florestas chuvosas de montanha baixas, florestas remanescentes, florestas primárias, etc.
Local: Peru, Bolívia e Brasil
Tipo: Calitriquídeo

O tamarim-imperador é outra pequena espécie de macaco, quase uma definição universal para os calitriquídeos. Mas o que o torna tão especial é mesmo a sua aparência física: o seu longo bigode branco. Ambos os sexos possuem esta característica. O nome de tamarim-imperador foi dado em homenagem ao Imperador Alemão Wilhelm II, que também possuía um bigode emblemático, que perdeu a grande fama, quando superado pelo bem mais conhecido Adolf Hitler.
O tamarim-imperador tem uma distribuição geográfica, aparentemente, reduzida e é protegido por muitas autoridades. No entanto, este macaco não está em vias de extinção. Pelo contrário, possui uma população estável e a IUCN, por enquanto, prevê um futuro promissor.


Nome: Macaco-capuchinho-castanho (Sapajus apella)
Tamanho: 57 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Nozes, fruta, insectos, larvas, ovos, aves bebés, rãs, lagartos, morcegos e gatos
Habitat: Florestas
Local: Norte da América do Sul
Tipo: Cebídeo

O macaco-capuchinho-castanho é uma espécie extremamente inteligente de macaco do Novo Mundo. É muito conhecido graças à sua técnica de partir nozes, frutos duros ou sementes. As nozes das palmeiras são os ingredientes predilectos para esta técnica (na imagem, o macaco está a pegar num coco). O primata deixa as nozes secarem durante uma semana, depois coloca-as numa plataforma natural, uma pedra um um tronco, e bate com força, utilizando uma grande pedra, a qual vai usar como um martelo. Uma vez quebrada a noz, o macaco pode comer à vontade. Parece extremamente fácil, mas nós somos as espécies mais inteligentes do planeta, sendo que para muitos outros animais, ter sequer a consciência disso, é impossível ou muito difícil.
Os macacos-capuchinhos são animais omnívoros, que se alimentam de uma grande variedade de animais e plantas. É costume observá-los a colher fruta e nozes e não é raro apanhar insectos e outros pequenos animais. No entanto, por vezes, consegue capturar morcegos e já foram observados indivíduos a perseguir gatos! Os seus principais predadores são as aves de rapina, por isso estes macacos têm uma enorme fobia a aves.
Os macacos-capuchinho contam-se entre os primatas mais inteligentes do mundo. A sua técnica de quebrar nozes é a mais complexa do reino animal, apenas excedida pelos símios. O quociente de encefalização deste macaco supera o dos símios (com a excepção do homem) e a proporção do neocórtex é quase tão grande como os símios. São óptimos a resolver problemas e a sua estrutura social é sólida e interactiva. Esta espécie não está ameaçada de extinção, o que pode indicar a mera possibilidade de, no futuro, esta espécie evoluir para graus de inteligência mais avançados, podendo mesmo chegar ao nível de inteligência e criatividade do ser humano!


Nome: Macaco-esquilo-comum (Saimiri sciureus)
Tamanho: 57 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Bagas, insectos, pequenos vertebrados, fruta, néctar
Habitat: Florestas tropicais, savanas, pântanos e prados
Local: Norte da América do Sul
Tipo: Cebídeo

O macaco-esquilo-comum é um dos macacos mais engraçados que existem. Isto deve-se à sua extrema curiosidade e falta de medo dos humanos. Com a excepção das florestas povoadas pelos humanos indígenas, que caçam os macacos por comida, estes primatas adoptaram uma proximidade confortável em relação aos seres humanos. Por vezes, eles são vendidos ilegalmente como animais de estimação mas, ao contrário de outras espécies, estes podem-se dar muito bem e ter um desenvolvimento saudável na casa do dono, desde que lhe seja dado espaço amplo e complexo e comida variada.


Nome: Macaco-caranguejeiro (Macaca fascicularis)
Tamanho: 55 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Caranguejos, plantas, vertebrados, peixe e comida artificial
Habitat: Florestas tropicais primárias baixas, florestas tropicais perturbadas, florestas tropicais secundárias, mato, florestas ribeirinhas, etc.
Local: Sudeste Asiático e algumas ilhas da Oceânia
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O macaco-caranguejeiro, apesar do nome, não consome regularmente caranguejos. De facto, cerca de 60 a 90% da sua dieta é vegetal, e a matéria animal que consome varia desde insectos até aves, passando por répteis, peixes, moluscos e alguns crustáceos. Esta espécie é oportunista, caçando uma variedade de animais e consumindo uma variedade de plantas pouco rijas que encontra nos pântanos. Foi introduzido noutras regiões da Ásia e na Oceânia, onde tem-se tornado um sério inimigo para o equilíbrio do ecossistema local.


Nome: Grivete (Chlorocebus aethiops)
Tamanho: 49 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Fruta, legumes, pequenos mamíferos, insectos, aves e comida artificial
Habitat: Savanas
Local: Península Etiópica
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O grivete é uma espécie de macaco nativo de África.
Os macacos, devido à sua proximidade com os seres humanos, fácil tratamento, ciclo reprodutivo acelerado, comparado com os símios, e outros factores, são utilizados em pesquisa animal em laboratório. Isto já remonta desde há muito tempo, como foi antes mencionado na ficha informativa do macaco-de-Gibraltar. O grivete faz parte das três espécies mais comuns utilizadas para esse propósito, os quais incluem também o macaco-caranguejeiro, devido ao facto de ser uma espécie bastante comum, e o macaco-rhesus, devido às semelhanças fisiológicas e anatómicas.



Nome: Macaco-rhesus (Macaca mulatta)
Tamanho: 53 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Fruta, sementes, raízes, gomos, casca de árvore, cereais, térmitas, gafanhotos, formigas e escaravelhos
Habitat: Regiões áridas, áreas abertas, pradarias, mato, regiões montanhosas e cidades
Local: Sul da Ásia e pequenas regiões dos EUA
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O macaco-rhesus consta-se entre os macacos mais adaptáveis do mundo. São nativos da Ásia, mas já foram introduzidos em pequenas regiões dos EUA. Vivem numa grande variedade de habitats, desde desertos até montanhas, desde selvas até cidades. São maioritariamente herbívoros, apesar de se alimentarem também de pequenos insectos. Possuem bochechas que lhes permitem guardar uma quantidade considerável de alimento na sua boca. Vivem em grandes grupos sociais. São macacos especialmente inteligentes, devido ao facto de terem uma noção introspectiva de si mesmos, isto é, reconhecem-se a si mesmos quando, por exemplo, olham-se para um espelho.
O macaco-rhesus é um dos macacos mais utilizados em estudos produzidos pela nossa espécie. A partir do seu metabolismo fisiológico, é possível formular vacinas para as doenças da raiva, varíola e poliomielite. É mesmo possível a criação de drogas para dominar a doença da SIDA. Foi também graças a estes primatas que se entendeu mais sobre o ciclo reprodutivo da mulher e do desenvolvimento do embrião humano. O macaco-rhesus, juntamente com uma espécie de macaco-esquilo, foram os primeiros primatas a chegarem ao espaço, mesmo antes do homem! Em 1959, Able (macaco-rhesus) e Miss Baker (macaco-esquilo) foram lançados para o espaço e retornaram vivos. Em 1994, o macaco-rhesus tornou-se o primeiro primata clonado artificialmente. ANDi foi o primeiro primata modificado geneticamente a partir de métodos artificiais. ANDi, era um macaco-rhesus, o qual sofreu uma modificação genética, uma vez que foi adicionado um gene existente em alforrecas, que as permite brilhar! No entanto, o gene de alforreca não se manifestou no macaco e este não tinha a capacidade de brilhar.


Nome: Macaco-da-noite-do-sul (Aotus azarae)
Tamanho: 34 centímetros de comprimento (sem contar com a cauda)
Alimentação: Fruta, folhas, flores e insectos
Habitat: Florestas de galeria, florestas semi-caducas, florestas húmidas baixas, etc.
Local: América do Sul
Tipo: Macaco-da-noite

O macaco-da-noite-do-sul pertence à família de macacos mais pequena: os aotídeos. Só constituem 11 espécies. Ultrapassa os cebídeos (14 espécies) neste recorde. As outras famílias possuem mais do que o dobro das espécies: atelídeos (24 espécies), pitecídeos (41 espécies), calitriquídeos (42 espécies) e cercopitecídeos (135 espécies).
Os macacos-da-noite são macacos especificamente nocturnos, ao contrário da maior parte das outras espécies, que são diurnas. Possuem um espectro de visão monocromático.


Nome: Macaco-uivador-castanho (Alouatta guariba)
Tamanho: 50 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Folhas, árvores jovens, fruta, figos selvagens, pecíolos, gomos, flores, sementes, musgo, rebentos e galhos
Habitat: Florestas
Local: Brasil Oriental e uma pequena porção da Argentina
Tipo: Atelídeo

O macaco-uivador-castanho é um parente do macaco-aranha. É inconfundível, devido ao seu tamanho, coloração e barulho. Os macacos-uivadores são os primatas mais barulhentos do planeta (sem contar com os aparelhos artificiais produzidos pelo homem). O seu uivo pode ouvir-se por uma grande distância através da floresta.


Nome: Muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus)
Tamanho: 1,43 metros de altura (em pé)
Alimentação: Folhas, galhos e fruta
Habitat: Florestas
Local: Brasil Oriental
Tipo: Atelídeo

O muriqui-do-norte é um dos macacos mais ameaçados do planeta. É altamente social e equilibra-se a partir da sua cauda preênsil.
A sociedade dos muriquis é muito semelhante ao dos humanos, devido ao facto de haver uma tolerância não hierárquica, não havendo a necessidade de um menosprezo de um subgrupo social dentro da comunidade. Alguns antropólogos consideram que o entendimento desta espécie é crucial para entender como é que o nosso método de vida social surgiu num mundo em que os primatas competiam para chegar ao estatuto social mais elevado.


Nome: Macaco-do-Japão (Macaca fuscata)
Tamanho: 57 centímetros de altura (em pé)
Alimentação: Plantas, insectos, solo, fungos e peixe
Habitat: Florestas subtropicais, florestas subárcticas, florestas quentes, florestas frias, florestas verdes temperadas quentes, florestas decíduas, etc.
Local: Japão
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O macaco-do-Japão é um dos macacos mais emblemáticos e curiosos do planeta. Pensam que eles são pouco inteligentes? Pelo contrário.
O macaco-do-Japão é a espécie de macaco que vive mais a norte, no seu habitat natural. Consegue facilmente sobreviver a Invernos gelados. E como conseguem sobreviver? Vivem e banham-se praticamente todo o tempo em fontes termais quentes. Estes macacos não estão de todo ameaçados, sendo um primata bastante adaptável.


Nome: Gelada (Theropithecus gelada)
Tamanho: 75 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Erva, flores, rizomas, raízes, herbícolas, fruta, trepadeiras, arbustos, cardos e insectos
Habitat: Pradarias de altitude e penhascos
Local: Etiópia
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O gelada é, sem dúvida, o rei dos macacos. Apesar de não ser o maior e o mais agressivo, é majestoso e espantoso. Os machos são inconfundíveis, com os seus dentes caninos enormes, juba, peito vermelho-vivo e lábios super-flexíveis. É um parente próximo dos babuínos. É um macaco exclusivamente herbívoro, alimentando-se de ervas, que fazem parte de 90% da sua dieta. Não está ameaçado de extinção.


Nome: Dril (Mandrillus leucophaeus)
Tamanho: 70 centímetros de comprimento
Alimentação: Fruta, herbícolas, raízes, ovos, insectos e pequenos mamíferos
Habitat: Florestas tropicais
Local: África Ocidental
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O dril é o segundo maior macaco do planeta. É o parente mais próximo do mandril. Os dris (plural de dril) são diferentes dos mandris, devido ao seu tamanho e coloração. Os dris têm face preta e a sua pelagem varia de castanho-escuro a cinzento-claro, com variações de negro e branco. Consta-se entre os macacos mais ameaçados do continente africano. Os machos são visivelmente mais robustos, corpulentos e pesados que as fêmeas. As fêmeas possuem 25% do peso dos machos! O sexo masculino está provido de enormes dentes caninos, usados primariamente para a defesa e para a luta contra rivais e predadores.


Nome: Macaco-narigudo (Nasalis larvatus)
Tamanho: 76 centímetros de comprimento (excluindo a cauda)
Alimentação: Fruta, folhas, flores, sementes e insectos
Habitat: Áreas costeiras, perto de rios, habitats de terras baixas inundadas, florestas de calcário em penhascos e penhascos íngremes
Local: Bornéu
Tipo: Macaco do Velho Mundo

O macaco-narigudo é um dos macacos mais bizarros do planeta. E isso deve-se ao enorme nariz bolboso que é enorme nos machos, mas reduzido nas fêmeas e juvenis. É a maior espécie de macaco do Bornéu. É um arborícola eficiente, mas é o primata mais aquático do mundo. Não é raro, os macacos-narigudos terem de atravessar rios a nado para chegar a um novo foco de recursos, ou para escapar de possíveis predadores terrestres. Eles adoram água, mas preferem sempre ter segurança em primeiro lugar, por isso evitam nadar em rios, no caso de serem apanhados por predadores aquáticos, como os crocodilos. A sua dieta quase exclusivamente herbívora, indica que necessita de um enorme estômago para fermentar e digerir toda a vegetação que consome, provavelmente uma das razões para o seu grande tamanho.
Acerca do seu ridículo nariz, ninguém sabe ao certo para que serve. O nariz grande e bolboso é, sem dúvida, uma característica dos machos e deve manter um papel de corte, respeito, força e masculinidade. Quanto maior for o nariz do macaco, mais macho ele é e, sem dúvida, mais descendência fértil terá. Ainda assim, não deve ser útil para fazer certas coisas, pois deve ser um incómodo enquanto está a comer ou enquanto tenta respirar durante a natação.

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