domingo, 22 de janeiro de 2017

Ouriços-cacheiros

Os ouriços-cacheiros são mamíferos espinhosos, nativos da Europa, Ásia e África. Só existe uma espécie em Portugal, o ouriço-cacheiro-europeu, o mais conhecido do grupo. Os ouriços-cacheiros incluem todos os representantes da subfamília Erinacinae, da família Erinacidae. Para além dos seus espinhos e aspecto fofo, são muito mais do que isso. São espécies interessantes e únicas que devem ser tratadas pelos seres humanos com o devido conhecimento.


O ouriço-cacheiro é, por vezes, erroneamente classificado como um roedor, quando na verdade é um eulipótiflo, ordem de mamíferos que também inclui os musaranhos e as toupeiras. Existem 17 espécies de ouriços, nativas da Europa, Ásia e África (existe uma espécie introduzida na Nova Zelândia). Não existem ouriços-cacheiros na Austrália, Antárctida e América (algumas espécies pré-históricas existiram no continente americano). O parente mais próximo do ouriço-cacheiro é o rato-da-lua, o qual pertence à mesma família mas não possui espinhos e assemelha-se a um musaranho. São nocturnos, sendo que o seu visionamento é bem mais comum nas horas de escuridão. Não são os únicos mamíferos espinhosos, sendo que muitos mais evoluíram de forma independente esse método de defesa: porcos-espinhos (roedores), equidnas (monotrématos), ratos-espinhosos (roedores), etc. O nome ouriço-cacheiro originou-se devido à semelhança que apresenta em relação aos cachos de castanhas-da-índia. Por vezes também é chamado de porco-espinho, o que é um erro, pois o nome já é utilizado para dois grupos distintos de roedores espinhosos da Eurásia, África e América. Um grupo de ouriços-cacheiros é chamado de "ordem".





Nome: Ouriço-cacheiro-europeu (Erinaceus europaeus)
Tamanho: 26 centímetros de comprimento
Alimentação: Invertebrados, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos, ovos, crias de ave, fruta, cogumelos, etc.
Habitat: Bosques, pradarias, pastos, terra arável, pomares e vinhas
Local: Europa e Nova Zelândia
Tipo: Erinaceus (grandes ouriços-cacheiros)

O ouriço-cacheiro-europeu é a única espécie de ouriço nativa de Portugal. Desse modo, é fácil de se identificar. É, provavelmente, o maior e mais conhecido de todos os ouriços-cacheiros.
Ao contrário do que muitos pensam, os ouriços não são roedores. Um rápido olhar à sua dentição e reparamos que esta não é muito diferente da de outros carnívoros, como os cães ou gatos. Caninos afiados são úteis para matar rapidamente as presas. Apesar disso, os ouriços não são agressivos. A única defesa que possuem é o de enrolarem-se numa bola, expondo toda a pelagem espinhosa no exterior, protegendo a frágil cabeça e ventre.
Apesar de ser uma espécie protegida, o ouriço-cacheiro-europeu não está ameaçado. É bastante comum e, nalguns sítios, como a Escócia e a Nova Zelândia, são uma praga. Introduzido na Nova Zelândia, o ouriço-cacheiro dizima as ninhadas de aves nativas, pondo em risco a continuidade do ecossistema.


Nome: Ouriço-cacheiro-pigmeu-africano (Atelerix albiventris)
Tamanho: 25 centímetros de comprimento
Alimentação: Invertebrados, répteis e algumas plantas
Habitat: Pradarias e bosque aberto
Local: África Central e Oriental
Tipo: Atelerix (ouriços-cacheiros africanos)

O ouriço-cacheiro-pigmeu-africano é a espécie de ouriço-cacheiro mais comum para domesticação. Este ouriço é pacífico e energético, sendo que podem ser acompanhados com uma roda de hamster. Em temperaturas amenas, os hábitos de estivação ou hibernação não são praticados. Apesar de não ser considerado o melhor animal de estimação exótico, ainda é vendido muito pelo mercado. A expectativa de vida é de 5 anos. São rápidos, podendo correr até aos 10 km/h! Poucas outras espécies de ouriços-cacheiros são domesticados legalmente. O cativeiro de ouriços-cacheiros-europeus é ilegal para fins de domesticação.
Na Natureza, esta espécie possui outros comportamentos. O seu hábito nocturno faz com que seja uma espécie esquiva, mas não é rara. É imune a várias toxinas, incluindo a neurotoxina, uma das toxinas mais fortes conhecidas pelo ser humano que impede a transmissão de sinais nervosos o que acaba por levar à morte. Escorpiões, aranhas, solífugos e víboras possuem quantidades mortíferas desta toxina nas suas glândulas de veneno, mas o ouriço-cacheiro-pigmeu-africano não é afectado. Desse modo, ele não tem piedade alguma quando encontra estes animais rastejantes, sendo que nada que caiba na boca dele escape ileso.


Nome: Ouriço-cacheiro-de-orelhas-longas (Hemiechinus auritus)
Tamanho: 27 centímetros de comprimento
Alimentação: Invertebrados, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos e ninhadas de aves
Habitat: Estepes secas, semi-desertos, desertos, leitos de rio secos, ravinas, etc.
Local: Nordeste de África, Ásia Central e Cáucaso
Tipo: Hemiechinus (ouriços-cacheiros de orelhas longas)

O ouriço-cacheiro nunca está livre de predadores. Os espinhos fazem uma grande diferença, mas o ouriço-cacheiro-de-orelhas-longas pode acabar por tornar-se um lanche para chacais, águias, raposas e gatos. Por isso, no calor do deserto, o ouriço-cacheiro pode fazer travessias seguras, graças ao par de grandes aparelhos auditivos que lhe permitem ouvir os predadores a aproximar-se. Isto também é útil para detectar o movimento das presas. Os bufos-reais e os bufos-mouriscos são os seus principais predadores, pois movimentam-se em silêncio e possuem patas escamosas e rijas, que não se ferem em contacto com os espinhos. Em defesa destas aves, o ouriço-cacheiro corre a grandes velocidades, em vez de se enrolar, como outros ouriços-cacheiros fazem.


Nome: Ouriço-cacheiro-do-deserto (Paraechinus aethiopicus)
Tamanho: 28 centímetros de comprimento
Alimentação: Pequenos animais
Habitat: Desertos
Local: Norte de África e Médio Oriente
Tipo: Paraechinus (ouriços-cacheiros do deserto)

O ouriço-cacheiro-do-deserto é uma espécie comum e não ameaçada na sua região. Tem grande imunidade ao veneno de certos animais, sendo um predador activo. Tem espinhos bastante longos, permitindo uma maior probabilidade de espetar o inimigo, durante o contacto. É quase impossível pegar num sem luvas e não sofrer ferimentos. Distingue-se pelas suas grandes orelhas e focinho escuro. A taxa de mortalidade desta espécie deve-se a atropelamentos, os quais também não são raros nas outras espécies de ouriços-cacheiros.


Nome: Ouriço-cacheiro-da-Argélia (Atelerix algirus)
Tamanho: 25 centímetros de comprimento
Alimentação: Pequenos animais
Habitat: Florestas de conífera, jardins e parques
Local: Norte de África, Espanha Oriental e uma pequena região em França
Tipo: Atelerix

O ouriço-cacheiro-da-Argélia é outra espécie de ouriço legalmente domesticada. É um parente do ouriço-cacheiro-pigmeu-africano. Possui alta imunidade a toxinas.
Alguns ouriços-cacheiros, como o ouriço-cacheiro-europeu, ingerem produtos artificiais tóxicos, como tinta e tabaco. As toxinas desses produtos acabam por ser esfregadas nos espinhos do mamífero. A verdadeira razão para tal é desconhecida, mas é provável que envolva um mecanismo de defesa. Ao picar-se nos espinhos, um predador pode ficar severamente infectado. Este processo também é utilizado com produtos não tóxicos de outras fontes, indicando que os ouriços-cacheiros podem utilizar esse método como um "manto invisível" de odor, camuflando-se assim entre os cheiros da natureza.


Nome: Ouriço-cacheiro-de-orelhas-longas-indiano (Hemiechinus collaris)
Tamanho: 17 centímetros de comprimento
Alimentação: Pequenos insectos
Habitat: Deserto
Local: Índia e Paquistão
Tipo: Hemiechinus

O ouriço-cacheiro-de-orelhas-longas-indiano é uma das espécies de ouriços-cacheiros mais altamente domesticadas. Distingue-se do seu parente, o ouriço-cacheiro-de-orelhas-longas, devido à sua coloração negra. Não é uma espécie ameaçada, mas possui uma distribuição geográfica limitada na natureza.



Nome: Ouriço-cacheiro-sul-africano (Atelerix frontalis)
Tamanho: 20 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos, lesmas e minhocas
Habitat: Prados e bushveld
Local: África Austral e Oriental
Tipo: Atelerix

O ouriço-cacheiro-sul-africano é inconfundível devido à sua face negra rodeada de branco. A sua interacção com os seres humanos é importante, pois elimina pragas agrícolas. No entanto, os nativos africanos acreditam que o fumo provocado pelos espinhos a queimar é importante para afastar os maus espíritos e são, por vezes, caçados pela carne. Fora isso, esta espécie não se encontra ameaçada.


Nome: Ouriço-cacheiro-de-Amur (Erinaceus amurensis)
Tamanho: 29 centímetros de comprimento
Alimentação: Insectos, vermes, centopeias, caracóis, rãs, ratos e fruta
Habitat: Pradarias, limites de floresta, florestas de coníferas, florestas de folha caduca, vales, terras baixas, terreno montanhoso, etc.
Local: Ásia Oriental
Tipo: Erinaceus

O ouriço-cacheiro-de-Amur é um parente próximo do ouriço-cacheiro-europeu. É ligeiramente mais robusto que a espécie europeia. Por vezes, o nome "ouriço-cacheiro" é substituído, erroneamente, pelo nome "porco-espinho" que é utilizado para um roedor espinhoso. Apesar de esse equívoco poder estar relacionado com a semelhança entre os dois animais, também pode encontrar significado devido ao barulho que os ouriços-cacheiros fazem enquanto procuram por comida, o qual se assemelha ao roncar dos porcos.


Nome: Ouriço-cacheiro-de-peito-branco (Erinaceus concolor)
Tamanho: 26 centímetros de comprimento
Alimentação: A mesma do ouriço-cacheiro-europeu
Habitat: O mesmo do ouriço-cacheiro-europeu
Local: Próximo Oriente e Cáucaso
Tipo: Erinaceus

O ouriço-cacheiro-de-barriga-branca é um parente do ouriço-cacheiro-europeu. Por muito tempo, as duas espécies eram consideradas a mesma, mas hoje sabe-se o oposto. Distingue-se da espécie exclusivamente europeia graças a uma mancha branca no peito.


Nome: Ouriço-cacheiro-de-peito-branco-do-norte (Erinaceus roumanicus)
Tamanho: 26 centímetros de comprimento
Alimentação: A mesma do ouriço-cacheiro-europeu
Habitat: O mesmo do ouriço-cacheiro-europeu
Local: Europa Oriental, Cáucaso, Rússia e Cazaquistão
Tipo: Erinaceus

O ouriço-cacheiro-de-peito-branco-do-norte é um parente próximo das outras duas espécies de ouriços-cacheiros do género Erinaceus que habitam o continente europeu. Distingue-se dos outros devido à sua coloração negra e à existência de uma mancha branca no peito.


Domesticação de ouriços-cacheiros



Existem três espécies de ouriços-cacheiros legalmente domesticadas: o ouriço-cacheiro-pigmeu-africano, o ouriço-cacheiro-de-orelhas-longas e o ouriço-cacheiro-de-orelhas-longas-indiano. A domesticação intensiva dos ouriços começou nos anos 80 e, naturalmente, os indivíduos domesticados podem manter o seu medo por humanos, mas com cuidado pode tornar-se um grande amigo. Hoje existem algumas raças, incluindo os indivíduos albinos.



Os ouriços domesticados não hibernam. Alimentar um ouriço pode ser constituído, alternativamente, por dar-lhe comida de gato, mas complementar a dieta com larvas de escaravelho, fruta, vegetais e carne cozinhada não deixa de ser mais saudável. A domesticação de ouriços, no entanto, já remonta desde o tempo dos Romanos, no qual eram criados para a carne, mas também pelos espinhos, úteis para fazer bisturis!


Na natureza, os ouriços-cacheiros são caçados por cães e gatos, e é de principal importância o afastamento entre as duas espécies. Em alguns estados dos EUA e alguns municípios do Canadá, os ouriços são espécies proibidas para se domesticar ou é preciso uma licença para que estes animais possam-se reproduzir. Nada dessas restrições encontram-se na Europa.

Aqui em Portugal, o ouriço-cacheiro-europeu é protegido por lei e não pode ser domesticado, mas o ouriço-cacheiro-pigmeu-africano pode ser domesticado legalmente.





Um ouriço-cacheiro precisa de ter o maior espaço possível, pois assim o ouriço terá um comportamento saudável. Um ouriço tem de fazer bastante exercício para evitar problemas no fígado. Uma gaiola com 67 cm por 67 cm, ou mais, é ideal. Um chão de rede é perigoso, pois o ouriço pode se magoar. Uma gaiola com um padrão complexo, como tocas ou vários pisos, faz com que o ouriço-cacheiro fique mais entusiasmado por explorar o espaço. Escadas e rampas devem ter protecção para evitar que o ouriço tropece, pois possui uma visão fraca. Aquários de peixe são pesados e difíceis de limpar, oferecendo também pouca ventilação para o ouriço. Gaiolas feitas pelo próprio dono são mais versáteis e económicas.


Uma roda de hamster é importante para providenciar exercício físico. Outra vez, a roda precisa de protecção, para evitar cair fora da roda e arriscar partir uma perna. Rodas tipo balde são óptimas.

Um cobertor é um bom material para dormir. No entanto, é preciso evitar materiais com fios, pois podem enrolar-se à volta das pernas do ouriço. Jornal também é óptimo. Se houver madeira no recinto do ouriço, têm de ter a certeza que não é de cedro ou pinheiro, pois os óleos dessas madeiras podem causar problemas nos pulmões. A madeira da faia-preta é perfeita. A cama do ouriço não pode estar propícia a ganhar pó ou, ocasionalmente, a se embrulhar em volta do animal. A temperatura tem de estar por volta dos 21ºC, ou o ouriço pode tentar hibernar, o que não é um comportamento saudável em cativeiro.


A dieta do ouriço não deve ser baseada em hidratos de carbono, como os roedores, mas sim em proteína e fibra, como os mamíferos carnívoros. Comida de gato é uma comida improvisada ideal. Carne também é apreciada. Doses leves de comida de gato são essenciais para evitar excesso de gordura. Comida derivada de frango é melhor. Frango, peru, bife de vaca, porco assado podem ser dados ocasionalmente. Um pouco de vegetal e fruta são bons petiscos e providenciam fibra, que é um bom substituente da quitina da armadura de insecto. Comida de bebé também é uma boa guloseima. Os ouriços são intolerantes à lactose, por isso leite, excepto quando bebés, não deve ser consumido. Açúcar adicionado não deve estar contido nos alimentos.


Larvas e grilos são bons como guloseimas, mas não em demasia, pois têm uma grande quantidade de gordura. Ouriços obesos são frequentes. Se reparar que o ouriço tem excesso de peso, experimente cortar as rações com alto nível de gordura e aumente a taxa de exercício do animal. Não existe peso ideal para um ouriço, mas se ele não conseguir enrolar-se totalmente numa bola, significa que está claramente obeso. Frutos secos são ricos em gordura e não podem ser dados aos animais. Cebolas, uvas, chocolate, carne crua, ovos ou qualquer comida processada tem de ser evitada ao máximo.

Se a temperatura no recinto for baixa, o ouriço poderá sofrer pneumonia. Desordens digestivas ou fezes verdes são indicativos de stress.


O ouriço-cacheiro-europeu não deve ser domesticado. No entanto, caso encontrar um ouriço magoado ou em perigo de vida, avise as autoridades e virão buscar o animal para tratamento. Caso as autoridades levarem o seu tempo, existe a possibilidade de manter o ouriço em cativeiro, temporariamente, alimentando-o com comida de gato. Causas de mortalidade comuns em ouriços-cacheiros são atropelamentos, ataques de cães, gatos e raposas, lâminas de corta-relvas, foices, picaretas e forquilhas, insecticidas, etc.




Parente mais próximo do ouriço-cacheiro


Os parentes mais próximos dos ouriços-cacheiros são um grupo de 8 espécies de pequenos mamíferos conhecidos por ratos-da-lua, alternativamente conhecidos também por ouriços-peludos. Possuem cauda comprida e estão desprovidos de espinhos. Os ratos-da-lua e os ouriços constituem a família Erinaceidae. Esta e outras famílias (Soricidae (musaranhos), Talpidae (toupeiras) e Solenodontidae (solenodontes)), perfazem a ordem Eulipotyphla. Todos estes pequenos mamíferos são relativamente primitivos e distinguem-se dos roedores graças à sua dentição, semelhante à de outros mamíferos carnívoros. Graças a isso, deduzimos que os ouriços e os seus parentes são apreciadores de matéria animal.


Os ratos-da-lua são semelhantes aos musaranhos. São muito comuns no Sul e Sudeste da Ásia. São nocturnos e alimentam-se principalmente de invertebrados, no entanto, anfíbios, répteis, roedores, fruta e fungos constam no seu menu. Têm um olfacto muito apurado. São solitários.

Algumas espécies extintas podiam chegar ao tamanho de coelhos e, no passado, constavam-se entre os predadores mais bizarros do planeta. Os ouriços-cacheiros divergiram na evolução e tornaram-se pequenos, gordos e espinhosos.

2 comentários:

  1. Seria conveniente atualizar os dados relativamente ao ouriço-cacheiro europeu. Trata-se de uma espécie que nos últimos anos viu reduzido o número de especimes de cerca de 30 milhões para cerca de 1 milhão. Encontra-se na lista das espécies em vias de extinção (moderada). Devemos proteger enquanto há tempo.

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    1. Isso está errado. O ouriço-cacheiro-europeu não está ameaçado e basta ver o estado de conservação da IUCN, que classifica esta espécie como estando em "pouco preocupante" que, por definição, é o melhor estado de conservação possível.
      No entanto, o ouriço-cacheiro-europeu pode estar em declínio em certas partes da Europa, nomeadamente Portugal. Eu considero que, em Portugal, esta espécie esteja em declínio preocupante mas, tendo em conta toda a população mundial desta espécie, fora dos territórios portugueses, esta espécie não está ameaçada. E sim, aqui em Portugal (e de facto noutras regiões) é preciso proteger esta espécie. Só porque o ouriço-cacheiro é uma espécie não-ameaçada, não é motivo para nos despreocuparmos.
      Para reforçar este facto, na realidade, em sítios onde esta espécie não é "nativa", como o Reino Unido e a Nova Zelândia, o ouriço é uma praga e existem campanhas de controlo da sua população.

      Em suma, não está ameaçada em termos globais, mas a sua protecção e conservação NÃO pode ser deixada de parte. Nesse aspecto tens toda a razão.

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