sábado, 3 de setembro de 2016

Cavalos

O cavalo foi um animal muito conhecido pela humanidade desde há dezenas de milhares de anos. Só no ano 4000 a.C., no final da Pré-História, o homem domesticou o cavalo. A subespécie Equus ferus caballus inclui o cavalo-doméstico, mas aqui podemos ver mais sobre a sua origem, comportamento e muitas mais curiosidades sobre o cavalo, o qual é um animal que toda a gente conhece, mas não totalmente!


Nome: Equus ferus caballus (Cavalo-doméstico)
Tamanho: 157 centímetros de altura (em média; costuma variar)
Alimentação: Relva, folhas de árvores, fruta, ração, etc.
Tempo: 1,8 - 0 M.a. (Pleistocénico até hoje)
Local: Cosmopolita
Tipo: Equídeo (cavalos, zebras e burros)




O cavalo-doméstico (Equus ferus caballus) é uma de duas subespécies de cavalos que incluem a espécie Equus ferus, sendo que a outra subespécie é o cavalo-de-przewalski, o qual é o seu parente vivo mais próximo. O seu passado evolutivo remonta desde há 54 milhões de anos, com o Eohippus, um equídeo com cinco dedos, que acabou por evoluir até ao moderno animal com apenas um casco em cada pata. A subespécie do cavalo-doméstico é inteiramente domesticada, mas algumas populações escaparam para o ambiente selvagem e tornaram-se cavalos selvagens. Existem vários critérios para a caracterização do cavalo, incluindo a anatomia, a idade, tamanho, cor, padrão, raça, locomoção e comportamento.


Os cavalos têm reflexos anormais para um animal do tipo, sendo que pode dormir em pé ou deitado e, quando é ameaçado por um predador, tem a energia necessária para fugir, tendo mais vantagem que outros mamíferos herbívoros. A força dessa energia é suficiente para este animal ser utilizado para carga e desde os dois a quatro anos de idade do cavalo, este é treinado em selas e trelas.

As raças de cavalos dividem-se em três categorias baseadas no seu temperamento: os espíritos "sangue quente" com velocidade e resistência, os "sangue frio" como ocavalo de tracção e alguns póneis, feitos para trabalho pesado e demorado, e os meio-sangue, feitos entre mestiços de sangue quente e frio, muito utilizados em corridas.


Os cavalos têm uma forte relação desportiva com os humanos, mas também são úteis para a agricultura, entretenimento, terapia e trabalho policial. Muitos produtos são derivados do cavalo, como a carne, o leite, o pêlo e farmacêuticos, vindo das propriedades imunitárias do organismo equino.

Termos e linguagem específica são utilizados para caracterizar o cavalo.

Normalmente o cavalo vive entre 20 a 30 anos, raramente mais do que 40. O cavalo mais velho morreu com 62 anos, e o pónei mais velho do mundo morreu em 2007 com 56 anos!


A idade do cavalo é medida na data de nascimento do calendário tradicional, quando este encontra-se em competição nas corridas de resistência.

Na corrida de cavalos, existem várias diferenciações de classificação na idade dos cavalos, sendo que os potros e potras podem ser classificados como tendo menos de cinco anos de idade, ou menos de quatro.

A altura dos cavalos mede-se até ao cachaço.

Em países anglofónicos, a altura do cavalo é medida em palmos, sendo que cada palmo mede 101,6 milímetros. Um cavalo com 15,2 palmos possui 157,5 centímetros de altura.


Cavalos leves de corrida podem medir cerca de 152 centímetros de altura e pesar 465 kg. Cavalos de tracção têm 163 centímetros de altura, mas alguns chegam aos 183 centímetros.

O maior cavalo registado era um Shire, chamado Mamute, com 219 centímetros de altura e pesava mais de uma tonelada! O mais pequeno era um cavalo-miniatura, chamado Thumbelina, com 43 centímetros de altura e 26 kg.

A distinção entre um pónei e outro cavalo é, obviamente, o seu tamanho.


A altura ideal para um cavalo em maturidade é de 147 centímetros de altura. Na Austrália, um pónei é qualquer cavalo com menos de 142 centímetros de altura. A Federação Equestre Internacional define um pónei, como sendo qualquer cavalo com menos de 148 centímetros de altura.

No entanto, se um cavalo crescer com menos de 144 centímetros de altura e não tiver descendência de um pónei, não é considerado um pónei à mesma.



Os póneis possuem crinas mais espessas e pêlo mais longo nestas, assim como na cauda. São mais calmos e encontram-se entre os mais inteligentes de todos os cavalos. O pónei Shetland é um grande pónei, com 102 centímetros de altura.

Os cavalos possuem 64 cromossomas, sendo mais evoluídos geneticamente do que os cães, mas não que os bovídeos e humanos. Estes estudos são importantes para a ciência da genética.

O cavalo é por vezes classificado primeiro pela cor e, depois, pela raça e sexo.

Os genes que criam o padrão do cavalo são maioritariamente identificados. Os genes da pelagem castanho-creme e preta são controlados pelo MC1R, também conhecido por "gene de extensão", sendo que o castanho-creme é a forma recessiva e a forma dominante é o preto.


Muitos cavalos brancos não têm cor natural, sendo que a sua cor original foi ficando mais branca em indivíduos velhos ou de meia-idade. Os verdadeiros cavalos brancos são produtos de rara ocasião, no qual eles nascem com pele rosa e pêlo branco. Os cavalos albinos têm olhos vermelhos, mas a sua pele é branca, não rosa.

Os potros nascem com a capacidade de correr logo após nascerem. O cio da égua dura em cada 19 a 22 dias desde a Primavera até ao Outono. Os potros deixam de ser amamentados entre os 4 e 6 meses de idade.




Os cavalos chegam à maturidade, nos quatro anos de idade, mas o seu esqueleto desenvolve-se até aos 6 anos, sendo que a maturação depende de vários outros factores. A cartilagem demora a transformar-se em osso que é crucial para o desenvolvimento do animal.

Entre os dois e quatro anos de idade, os potros são treinados em selas e na tracção. Aos 5 anos de idade, os cavalos estão prontos para fazer corridas de resistência.

O cavalo tem uma enorme estatura muscular nos ombros que se diferem bastante do ser humano por serem alongados. As pernas são proporcionalmente diferentes do que quando comparadas com o ser humano. A metade da perna que toca no chão é, na verdade, o pé inteiro do cavalo. Abaixo do calcanhar, não existem músculos, apenas tecido e ligamentos que controlam o pé do cavalo.


O casco é composto pela falange, rodeada de tecido, cartilagem e aquela parte dura que compõe o casco. O equivalente humano era de correr a 40 km/h nas pontas do dedo do meio das mãos e pés! Os cascos do cavalo continuam a crescer, sendo que, para a adaptação sucedida do terreno, muitos cavalos possuem ferraduras para andarem confortavelmente e eficientemente pelos variados terrenos.

Um cavalo adulto possui 12 incisivos para arrancar e cortar plantas. Os machos têm quatro dentes semelhantes a caninos, conhecidos como presas. Normalmente esse espaço é vazio, entre os incisivos e molares, útil para colocar o cordel que é utilizado para atrelar os animais.

Os dentes do cavalo são inteiramente usados para o alimento. A análise dos dentes de um cavalo é uma das maneiras de determinar a sua idade.


O estômago do cavalo, comparado com o do ser humano, é pequeno, mas possui intestinos muito grandes para permitir a digestão de matéria vegetal rija. Os cavalos não são ruminantes, mas utilizam a celulose, ao contrário dos humanos. Problemas digestivos são uma causa de morte comum nos cavalos, pois estes são incapazes de vomitar.

Os olhos do cavalo são os maiores de qualquer animal terrestre e estão posicionados nos lados da cabeça, dando-lhes uma visão ampla! Os cavalos vêm muito bem de dia e de noite, mas a sua visão é algo semelhante ao daltonismo humano, não sendo capaz de distinguir o vermelho do verde.



O olfacto do cavalo é bom, comparado ao nosso, mas a sua função não é totalmente conhecida, acreditando-se, no entanto, que seja importante para o reconhecimento dos arredores. As narinas e fossas nasais analisam uma grande variedade de odores. O órgão de Jacobson está ligado a um nervo que vai directamente ao cérebro, de modo a reconhecer feromonas.

Os cavalos ouvem muito bem e são sensíveis ao som, tanto que, um estudo em 2013 no Reino Unido demonstrou que os cavalos que costumam residir nos estábulos ficam calmos no silêncio ou ao ouvir música clássica da aldeia do que ao ouvir jazz e rock. Um estudo australiano, por sua vez, demonstrou que os cavalos de corrida têm mais probabilidades de sofrer úlceras gástricas quando a ouvir pessoas a falar na rádio, do que quando a ouvir música ou quando estão em silêncio.



O sentido do tacto nos cavalos é apurado. Os cavalos são capazes de sentir um insecto a pousar em qualquer parte do corpo, mesmo as menos sensíveis.

Os cavalos costumam saber que plantas devem comer ou não, apesar de haverem alguns indivíduos que não são propriamente inteligentes nessa actividade.

O galope do cavalo costuma rondar os 44 km/h, mas o recorde do galope mais rápido é de 70 km/h. O trote é relativamente rápido, apesar de alguns cavalos poderem "andar" a uma velocidade que se iguala a um trote normal. Os passos do cavalo variam de raça para raça.


O cavalo, na vida selvagem, seria uma presa fácil para vários predadores, por isso possui reflexos rápidos, tanto para fugir como para se defender. Podem ser curiosos, mas mantêm-se sempre alertas e estão preparados para uma retirada, apesar de poderem não fugir de situações que achem não ameaçadoras. A selecção artificial, resultante da domesticação do animal, fez com que certas raças fossem menos assustadiças e mais dóceis, principalmente os cavalos de carga.

São animais sociais, capazes de estabelecer relações complexas e variadas com membros da sua espécie e de outras também, como o ser humano. Cavalos isolados de contacto humano podem ser difíceis de treinar, mas com os treinos, um cavalo pode acabar por obedecer o homem perfeitamente.



Os cavalos podem demonstrar inteligência na realização de tarefas, como o raciocínio na procura de alimento e na construção de relações saudáveis numa manada. Estudos acabaram por compreender boas capacidades na resolução de problemas, velocidade de aprendizagem e memória no cavalo. Podem ser ensinados nas áreas da habituação, dessensibilização, condicionamento clássico, condicionamento operante e reforço positivo ou negativo.



Os cavalos domésticos podem ser mais inteligentes que os selvagens, pois vivem num espaço no qual a espécie não está, geneticamente, evoluída para viver, e são obrigados a resolver problemas invulgares. Os treinadores costumam acreditar que a inteligência do cavalo é um reflexo da inteligência do treinador.

Quando se diz que um cavalo é de "sangue quente" refere-se ao seu temperamento, não temperatura corporal. Os cavalos "sangue quente" são os cavalos de corrida e os de "sangue frio" são os de carga.


Os de "sangue quente" costumam ser bravos, robustos e inteligentes. Tendem a ter pêlo curto, pernas compridas e estatura refinada.

Os de "sangue frio" são musculados e pesados, assim como calmos, de modo a serem obedientes e que sejam capazes de levar uma boa carga. O belga e o clydesdale são bons exemplos de cavalos "sangue frio". O Shire é lento e poderoso, útil para puxar veículos usados para arar a terra.

Os cavalos, resultantes de híbridos entre sangue quente e frio, como o trakehner e o hanoverian, surgiram quando os cavalos de guerra dos europeus cruzaram-se com os cavalos de carga dos árabes, criando raças de maior refinamento que um cavalo de carga, mas a rapidez e a estatura e força de ambas as raças. Estes cavalos são também bons cavalos de corrida.


Hoje, estes cavalos, híbridos entre sangue quente e frio, podem ser chamados de "sangue morno". O termo costumava antes se referir a cavalaria leve de guerra, do que os cavalos de carga ou as raças árabes, como o Morgan.

Devido aos reflexos rápidos do cavalo, este possui um sono leve, sendo capaz de se "desligar" durante o sono, mas as suas pernas estarem activas e contraídas, sendo capazes de dormir em pé. Sendo animais sociais, os cavalos evoluíram para dormir relaxados, pois, numa manada, existem sentinelas, por isso um cavalo deve evitar dormir sozinho, pois os seus instintos começam a funcionar incorrectamente.


Os cavalos passam entre quatro a quinze horas por dia a descansar em pé e de apenas alguns minutos a algumas horas a descansar deitados. O sono do cavalo demora, em média, 2 horas e 55 minutos por dia!

Um cavalo deve deitar-se por uma a duas horas para alcançar o mínimo de tempo para o sono REM. Um cavalo desprovido de condições para deitar pode sofrer danos graves devido à falta de sono, acabando por chegar ao sono REM enquanto dorme de pé que, em condições normais, não acontece, diferindo, no entanto, da narcolepsia, apesar de os cavalos poderem sofrer dessa desordem neurológica.


Os cavalos são animais equídeos da ordem Perissodactyla, ordem de mamíferos que também constitui (para além de zebras e burros) rinocerontes e tapires, e esta ordem já existe há 55 milhões de anos em abundância na Terra.

O primeiro equídeo foi o Hyracotherium, que habitou a Terra há 55 milhões de anos, no período Eocénico. Esta espécie acabou por evoluir para o Mesohippus que surgiu há 40 milhões de anos e possuía três cascos em cada pata, enquanto que o Hyracotherium possuía quatro apenas nas patas da frente. Hoje, o cavalo só possui um casco em cada pata, sendo que os vestígios dos outros cascos dos seus antepassados continuam a existir. Há 1,8 milhões de anos, o género Equus (o único género sobrevivente da família Equidae) surgiu. No Eocénico, os primeiros equídeos viviam em florestas tropicais, adaptando-se à ingestão de folhas, mas o desaparecimento gradual dessas florestas obrigou a que os equídeos se tornassem comedores de pasto, sendo que agora todos os equídeos selvagens habitam planícies, savanas e desertos.


Fósseis de Equus ferus foram encontrados espalhados pela Eurásia e mesmo América do Norte. Na América foi extinto, após a Idade do Gelo, e raro na Eurásia, provavelmente pela caça excessiva causada pelo ser humano.

A subespécie Equus ferus caballus é domesticada, apesar de haver indivíduos selvagens, mas um verdadeiro cavalo selvagem é aquele que evoluiu, desde as suas origens, para uma vida no ambiente selvagem, coisa que o cavalo-doméstico, simplesmente, não fez. Apenas duas subespécies de cavalos verdadeiramente selvagens são conhecidos na história da humanidade: o tarpan e o cavalo-de-przewalski.


O cavalo-de-przewalski (Equus ferus przewalskii) é também conhecido como cavalo-selvagem-da-Mongólia, sendo que os mongóis lhe chamam de taki e os quirguizes lhe chamam de kirtag. Foi quase extinto, e foi mantido em zoos, até que em 1992 foi restaurado na natureza, graças a esforços de conservação. Uma boa parte dos indivíduos desta subespécie continuam, no entanto, em cativeiro.

O tarpan (Equus ferus ferus) sobreviveu até ao século XX, onde o último exemplar morreu num zoo da Rússia, em 1909. O cruzamento com os cavalos-domésticos fez com que os tarpans puros desaparecessem rapidamente e, após a morte do último exemplar, apenas restavam híbridos parecidos, mas nada mais.


Outras subespécies modernas foram propostas, como o cavalo-de-Riwoche do Tibete e os cavalos-Sorraia de Portugal, mas análises genéticas demonstram que são populações de cavalos-domésticos que fugiram para o ambiente selvagem.

Para além da espécie Equus ferus, existem 6 outras espécies no género Equus (burro, zebra-da-montanha, zebra-das-planícies, zebra-de-grevy, kiang e onagro).




Os cavalos são capazes de se reproduzir com outras espécies do mesmo género. O bardoto, por exemplo, é o resultado da reprodução entre um garanhão e um burro fêmea. Apesar de raras excepções, os híbridos são estéreis e não podem se reproduzir a seguir.

Os cientistas procuram saber quando e onde o cavalo foi domesticado e como é que foi espalhado pelo resto do mundo.

A evidência arqueológica mais antiga da domesticação do cavalo vem da Ucrânia e Cazaquistão, datando de há 6000 anos. O uso de cavalos de carga deve ter começado há 4100 anos, graças a evidências na Rússia e Cazaquistão.


A domesticação do cavalo deve ter começado com um grupo de pessoas que capturava éguas da manada e a domesticação da espécie deve ter consistido, maioritariamente, na captura das fêmeas. Isso é provado devido à pouca variedade de cromossomas Y nos cavalos modernos, mas grande variedade de ADN mitocondrial. A domesticação e selecção artificial contribuiu para a mudança da cor da pelagem.

Antes da existência de análises genéticas desta dimensão, as propostas para a domesticação do cavalo eram outras. Uma hipótese defende que os padrões de cor devem-se à existência de quatro diferentes raças de cavalos selvagens que foram domesticados e sofreram grandes mudanças ao longo dos tempos, graças à selecção artificial.


Os cavalos selvagens (sem contar com o cavalo-de-przewalski) são cavalos que nasceram no ambiente selvagem mas descendem de indivíduos domesticados. Estas populações selvagens dão nos uma ideia de como os primeiros cavalos viviam, no estado selvagem, e os cientistas estão agora a compreender os seus instintos e comportamentos, enquanto habitam no estado selvagem.

Alguns cavalos são semi-selvagens, pois vivem em total liberdade no prado, mas têm um proprietário, que mantêm a manada sobre o seu controle, mas os animais alimentam-se e reproduzem-se livremente.




Os cavalos de raça pura são, por vezes, incorrectamente classificados como sendo cavalos de raça completa. Raças de cavalos são definidas por características únicas que são transmitidas hereditariamente por indivíduos da mesma raça. A selecção artificial do cavalo criou as várias raças modernas, graças à sua domesticação. Os beduínos são um bom exemplo de um povo que era muito cuidado à selecção artificial de raças de cavalo.

As raças evoluíram graças a certas características que foram altamente valorizadas em trabalhos específicos no cavalo, sendo que a descendência "útil" foi proliferando. Cavalos fortes acabaram, por exemplo, por ser usados para carregar cargas pesadas ou para lavrar a terra. Certas raças características desenvolveram-se a partir de cruzamentos, enquanto que outras mantiveram-se as mais puras possíveis. Existem hoje mais de 300 raças de cavalos.


Os cavalos são hoje usados para várias funções, incluindo lazer, corrida e transporte de carga. É estimada a existência de 9,5 milhões de cavalos nos EUA, mais do que os que existem no continente europeu. Segundo uma votação do Animal Planet, em 2004, o cavalo era o 4º animal preferido do mundo!

Os cavalos costumam ser controlados com uma sela e amarra, mas é possível serem controlados sem esses materiais.

A domesticação do cavalo foi logo sucedida pelo uso da espécie em corridas e outros desportos. O adestramento, concurso e salto no desporto de equitação surgiu com actividades militares, de modo a que os cavalos fossem eficientes na batalha! Os cavalos eram treinados dessa maneira também para serem utilizados na caça, assim os caçadores podiam estar a par da velocidade extrema que as suas presas enfrentavam para fugir. As diferentes raças de cavalos evoluíram separadamente para a melhoria das suas actividades, incluindo no desporto.


Os cavalos acabaram por ser treinados para vários desportos específicos. Espectáculos envolvendo cavalos podem ter se expandido na cultura durante a Idade Média, no continente europeu. Quem ganha nos espectáculos e desfiles é o cavalo considerado mais elegante e mais bonito, assim como a boa capacidade de obedecer ao treinador. O polo, na imagem, é um desporto no qual o cavalo tem de estar especialmente treinado, mas as qualidades do cavalo não são julgadas no jogo, apenas o facto de que marcou golos com a bola.

A corrida de cavalos é uma boa fonte na indústria de entretenimento, sendo visto pelo público mundial. Um dos maiores suportes da economia deste desporto são, obviamente, as apostas.


Hoje, polícias a cavalo são muito utilizados e, ainda hoje, pouca tecnologia chega perto de lhes substituir completamente o trabalho. Patrulhas de resgate podem usar cavalos para se movimentar rápido em terrenos difíceis, coisa que muitas vezes é impossível com veículos motorizados (por exemplo, num terramoto, os destroços podem ser suficientes para impedir o avanço de carros de bombeiros, mas cavalos poderiam trazer a polícia, os militares, os bombeiros e o material de resgate necessário). Para evitar o derrubo de ambientes protegidos, o transporte de equipamento pode mesmo ser permitido apenas com o uso de cavalos! Guardas a cavalo são úteis e esta espécie também é útil para controlar terreno e trabalhar nele com mais precisão que veículos motorizados.


Apesar de os veículos terem substituído os cavalos nos países desenvolvidos, os menos desenvolvidos continuam a usar os cavalos abundantemente em trabalho de agricultura; cerca de 27 milhões de cavalos são usados para esse fim, só no continente africano. Este uso abundante dos cavalos é útil, pois existe pouco consumo de combustíveis fósseis e não existe derrubo abundante do ambiente.

No entanto, os cavalos foram usados para outros fins, historicamente. As cerimónias culturais antigas são ainda hoje preservadas com o uso tradicional e antigo do cavalo. Exibições públicas do uso antigo do cavalo são bons exemplos dessa preservação cultural.


Os cavalos são muito utilizados em filmes focados em animais, mas são também indispensáveis para figurinos, quando se trata de filmes históricos. O cavalo encontra-se frequentemente em pinturas e gravuras de heráldica. Quem nasceu entre 31 de Janeiro de 2014 e 18 de Fevereiro de 2015, o seu animal do calendário chinês é o cavalo.

Algumas terapias envolvem a montagem de cavalos para dar confiança e liberdade para, por exemplo, pessoas debilitadas. Equoterapia é o nome desta actividade.


As melhorias psicológicas que o cavalo pode oferecer a uma pessoa não envolvem apenas montá-los. Existem mesmo programas experimentais para usar cavalos em regiões prisionais, de modo a que os prisioneiros possam se sentir psicologicamente bem.

Os cavalos, após a sua domesticação, foram quase rapidamente utilizados na guerra. Apenas no último século, os cavalos foram substituídos por veículos militares, mas ainda hoje são usados para missões militares.



Quando os cavalos foram domesticados, o mais provável é que fossem usados para arranjar recursos, como carne, leite e pelagem.

Os mongóis, outrora, usavam o sangue dos cavalos como bebida energética! Algumas drogas benéficas são retiradas a partir do estrogénio da urina da égua para criar fármacos utilizados no restabelecimento hormonal!

Os cavalos foram usados como fonte de alimento para animais carnívoros e para nós, humanos. O couro do cavalo já foi utilizado para o fabrico de botas, casacos e luvas (incluindo as de basebol, assim como as próprias bolas do jogo)! Os ossos dos cavalos também não são descartados para o fabrico de ferramentas! Os mongóis são, hoje, muito conhecidos pela sua receita feita com leite de égua chamado kumis.


O cavalo come cerca de 2,2% do peso do seu corpo em vegetação seca a cada dia. Se o cavalo em questão é muito activo nas actividades diárias, é possível que o dono possa acrescentar grão concentrado na palha, para lhe dar energia extra.

Em média, um cavalo adulto bebe 41 litros de água para se manter hidratado num só dia!

A manutenção da saúde do cavalo pode variar desde a monitorização do estado dos cascos, dos dentes e das vacinas que toma, de modo a evitar a doença. Para que o cavalo se mantenha em segurança, precisa manter-se fechado numa cerca, apesar de o território cercado ter de ser, idealmente, largo para que o cavalo se sinta bem com o seu ambiente.


Curiosidades sobre o cavalo:


Houve um momento na história da humanidade em que o cavalo quase ficou extinto. Há cerca de 10 500 anos, o cavalo foi excessivamente caçado e desapareceu em várias regiões da Eurásia e desapareceu por completo na América. Só mais tarde, o cavalo foi domesticado e a espécie foi salva da extinção. Mas o que aconteceria se o cavalo fosse extinto? O que mudaria no resto da história humana?
A função do cavalo pode ser substituída facilmente por outros animais. Burros e camelos podem transportar cargas pesadas. Camelos foram abundantemente usados na guerra e há mesmo registos desse trabalho ter sido usado com burros e zebras!

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