sexta-feira, 12 de junho de 2015

Golfinhos

O golfinho é e foi sempre um animal incrível. Existem cerca de 30 espécies de golfinhos que surgiram há cerca de 10 milhões de anos com a primeira espécie de golfinho nos oceanos do mundo. Variam desde o tamanho de um cão médio até ao tamanho de um Triceratops, mas o mais comum, o roaz-corvineiro, mede cerca de 4 metros de comprimento. Os golfinhos são também uns dos animais mais inteligentes e inventivos da Terra, com um tipo de inteligência totalmente alienígena comparado com símios. Será que o primeiro contacto que o humano terá com alienígenas seja tão antigo como a humanidade, quando estes nadavam nas baías, em procura de marisco, e acabam por interagir com golfinhos?

Os golfinhos são muito mais do que pode pensar... descubra aqui.


O golfinho-de-commerson (Cephalorhynchus commersonii) é uma estranha espécie que vive no Oceano Austral (conjunto de mares temperados, acima da Antárctida, que passam pelo sul da América, África e Oceânia). Eu daria-lhe um nome mais levado às suas características: o golfinho-panda.
O "golfinho-panda" é um golfinho com um enorme melão na cabeça. O facto é que muitas espécies de golfinhos costumam ter um focinho curto, pois essas espécies vivem em águas abertas. Com focinho longo, um golfinho pode usá-lo como uma sonda para localizar peixes e lulas no meio da areia e rochas, mas é também uma boa maneira de nadar rápido, como um torpedo.


O golfinho-chileno (Cephalorhynchus eutropia) é um parente próximo do golfinho-de-commerson, mas tem menos diversidade de cores e de distribuição geográfica. Só existe nas águas costeiras da América do Sul, principalmente no Chile, daí o nome.
Tal como o golfinho-de-commerson, possui um melão. O melão é a parte gorda na base do focinho do golfinho. Todos os golfinhos o têm e usam-no para produzir ondas sonoras que detectam qualquer peixe ou lula na água turva. As ondas batem na presa e são ricocheteadas de volta ao golfinho. As ondas sonoras são muito baixas para o homem ouvir. A essa actividade chamamos ecolocalização e isso também se observa em morcegos.


O golfinho-de-heaviside (Cephalorhynchus heavisidii) é outro parente do golfinho-de-commerson, mas é exclusivo das águas africanas. A África do Sul é o melhor lugar para encontrar cardumes enormes de sardinhas que atraem uma variedade incrível de predadores. Entre eles, o golfinho-de-heaviside.
Eles caçam em grupo, conduzindo o cardume até este estar ao alcance dos outros golfinhos que se alimentam. Os golfinhos que tinham conduzido o cardume voltam a dirigir-se aos peixes para se saciarem.


Outro golfinho é o golfinho-de-hector (Cephalorhynchus hectori). O género Cephalorhynchus está ameaçado e, no entanto, pertence a um dos grupos de golfinhos mais comuns do Oceano Austral. O golfinho-de-hector apenas existe nas águas que rondam a Nova Zelândia. Está no estatuto "em perigo".
Estes golfinhos são pequenos, os mais pequenos do mundo. O golfinho-de-hector tem apenas 1,2 metros de comprimento e a constante poluição e pesca excessiva está a levar estes extraordinários mini-cetáceos até à sua extinção.



A baleia-piloto-de-aleta-longa (Globicephala melas) é um grande golfinho com 7,5 metros de comprimento. Não se sabe a sua população e, provavelmente deve estar ameaçada, (cerca de 8 espécies de golfinhos estão previstas em não estarem extintas daqui a 10 000 anos). A baleia-piloto pode ter outro nome, boca-de-panela, devido à forma do seu focinho.
As baleias-piloto estão espalhadas por quase todos os oceanos do mundo. Mas o seu número tem vindo a diminuir ao longo do tempo devido à caça excessiva.



A baleia-piloto-de-aleta-curta (Globicephala macrorhynchus) é uma das duas espécies de baleias-piloto vivas actualmente. As baleias-piloto estão a desaparecer devido à caça excessiva.
Nas Ilhas Feroé, centenas de baleias-piloto são assassinadas (a maneira como os tratamos como seres humanos é tanta que deixamos de dizer "pescados" ou "abatidos") só porque a caça da baleia e da orca é proibida. Para substituir a carne de baleia, eles matam estes golfinhos gigantes. Infelizmente, nessas regiões, a caça do golfinho é legal. Se a caça destes animais tão gentis e indefesos é, de um certo modo, desumana, porque é que continuam a fazê-lo?


O golfinho-de-risso (Grampus griseus) pode se aparentar mais com as baleias-piloto ou os golfinhos-de-hector mas, ao contrário destes, não está ameaçado. Isso é porque tem uma enorme distribuição geográfica, encontrados em todos os oceanos, excepto Árctico e Antárctico. São pequenos, por isso possuem pouco interesse na caça baleeira, e não estão no topo da cadeia alimentar, por isso, se houver uma quebra nas reservas de peixes, eles consumiriam pouco peixe. Golfinhos maiores são mais caçados e mais vulneráveis com a diminuição de quantidade de presas.


O golfinho-de-dentes-rugosos (Steno brenadensis) é um pequeno golfinho e o seu vislumbre no vasto oceano azul é uma alegria para observadores de cetáceos.
São encontrados nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. São golfinhos muito comuns em águas tropicais. Eles alimentam-se de peixes, moluscos, crustáceos e invertebrados marinhos.
O golfinho-de-dentes-rugosos é uma entre muitas espécies de golfinhos por isso, muitas vezes, o primeiro junta-se a outras espécies de golfinhos.



O golfinho-corcunda-do-atlântico (Sousa teuszii) é um tipo de golfinho que possui a barbatana dorsal em cima de uma pequena corcunda.
As barbatanas dos golfinhos distribuem-se em todas as espécies da mesma maneira. Possuem uma barbatana dorsal, duas barbatanas peitorais e uma barbatana caudal, esta última a qual abana para cima e para baixo, tal como todos os cetáceos. No entanto, já se encontrou um espécime com pequenas barbatanas na pélvis que são resultado de uma mutação genética dos seus antepassados há 35 milhões de anos.


O golfinho-corcunda-indopacífico (Sousa chinensis) é uma outra espécie de golfinho-corcunda nativa das águas do Índico e do Pacífico, em vez de ser no Atlântico como o seu outro parente.
Ambos os golfinhos-corcundas caçam em grupo. A corcunda faz com que este golfinho pareça bastante maior e mais corpulento, mas não é maior que um roaz-corvineiro.


O boto-cinza (Sotalia fluviatilis) é ma espécie de golfinho bastante invulgar. Vive em grupo, tal como todos os golfinhos, mas tem uma estratégia de caça totalmente diferente de qualquer outro mamífero marinho. O focinho do boto-cinza tem eletrorecetores que detectam as ondas eléctricas das suas presas. Os peixes que se encontram a nadar na água turva são facilmente detectados por ecolocalização, mas, quando se trata de moluscos e crustáceos enterrados no lodo, a remexer-se longe de ondas sonoras, é melhor detectá-los com ondas eléctricas. Em mamíferos aquáticos, só existe outra espécie que faz isso: o ornitorrinco.


O roaz-corvineiro (Tursiops trunctatus) é uma das espécies mais conhecidas de golfinhos e pode ser observado em Portugal no Rio Sado, onde estes seguem constantemente os barcos, exibindo-se. O roaz-corvineiro obtém este nome devido ao facto de o seu prato favorito ser a corvina (um tipo de peixe).
É conhecido como sendo o golfinho mais inteligente ou o golfinho geneticamente mais aparentado connosco, mas isto pode ser tudo mito pelo facto de ser o mais conhecido e estudado. O facto é que estes golfinhos são conhecidos devido à sua enorme distribuição geográfica, encontrados em todos os oceanos, excepto aqueles que se encontram em regiões polares.


O golfinho-pintado-pantropical (Stenella attenuata) é um pequeno e magro golfinho que se encontra em mares temperados e tropicais, mas principalmente à volta da linha do equador. A espécie estava a ficar ameaçada devido ao facto de muitos indivíduos estarem presos nas redes de pesca de atum. Mas os métodos para evitar isso conseguiram levar ao golfinho a se tornar das espécies mais abundantes no oceano.


O golfinho-pintado-do-atlântico (Stenella frontalis) é uma espécie que é conhecida devido à quantidade de pintas que possui. O golfinho-pintado-do-atlântico encontra-se apenas no Oceano Atlântico em zonas temperadas e tropicais. Alimenta-se de peixes e moluscos.
O golfinho-pintado-do-atlântico, tal como muitos outros golfinhos, acasala por prazer. Poucos outros animais o fazem desse propósito, entre esses consta o ser humano. Por vezes, existem alguns "piratas sexuais". Alguns golfinhos machos perseguem uma fêmea para abusos sexuais. Por vezes, esses "piratas" abusam sexualmente de outras espécies de golfinhos (e às vezes essas vítimas sexuais são machos).


O golfinho-rotador (Stenella longirostris) é conhecido pelas suas incríveis acrobacias. Os golfinhos são quase todos irreconhecíveis pelos seus saltos.
O golfinho bate a sua cauda para cima e, quando chega à superfície, deixa-se para cair à água, dando um incrível salto! Mas o golfinho-rotador, em vez de saltar, é conhecido por rodopiar. Quando salta para cima da água, rodopia rapidamente e cai na água. É um dos saltos mais impressionantes do mundo dos golfinhos.


O golfinho-clímene (Stenella clymene) é uma espécie aparentada com os golfinhos-rotadores e com os golfinhos-riscados. Só que isso deve-se ao facto de ser a única espécie de mamíferos marinhos que evoluiu de animais híbridos.
Há cerca de 200 000 anos, um golfinho-rotador e um golfinho-riscado acasalou. Essas duas espécies hibridaram várias e várias vezes ao longo dos milhares de anos e deu origem à nova espécie conhecida por golfinho-clímene.


O golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba) é uma espécie de golfinho que demonstra uma inconfundível banda branca-amarelada. Encontra-se em todos os oceanos, excepto o Árctico e o Antárctico (no entanto, pode se encontrar populações no Sul da Gronelândia).
A sua presa preferida é o bacalhau, mas adora muito a emoção da caça de peixes temperados e tropicais, os quais constituem as sardinhas, as anchovas e outros peixes tropicais. São bastante rápidos para os apanhar.



O golfinho-comum (Delphinus delphis) é uma espécie com distribuição geográfica espalhada por quatro oceanos (Atlântico, Índico, Pacífico e Austral). A cor do golfinho é inconfundível, com um cinzento-azulado a rodear uma grande faixa amarelada.
Podem viver até cerca de 35 anos de vida, enriquecendo a sua dieta com as suas presas preferidas: peixes e lulas. Para escapar de tubarões e orcas, o golfinho-comum pode nadar a cerca de 50 km/h.



O golfinho-comum-de-bico-longo (Delphinus capensis) é semelhante ao golfinho-comum, mas com diferenças ligeiras. Entre estas diferenças temos a pequena banda amarelada e o bico longo. O bico longo do golfinho permite que este apanhe os peixes no alto mar sem grande esforço. A sua velocidade também ajuda a perseguir o seu prato favorito: sardinhas.
Num frenesim alimentar, é normal que outros predadores, como tubarões, estejam mais concentrados nas sardinhas do que em golfinhos demasiado rápidos.


A orca (Orcinus orca) não se compara a nenhum outro golfinho existente. Os seus parentes mais próximos são as falsas-orcas. Estão distribuídas por todos os oceanos (incluindo o Árctico e o Antárctico). Estas orcas estão no topo da cadeia alimentar, pois comem quase tudo. Desde pinguins, focas, tubarões, cachalotes e baleias bebés, peixes, tartarugas, etc.
As orcas têm uma enorme capacidade social. Existem várias culturas de orcas: na Patagónia, há orcas que aprendem a atacar leões-marinhos a partir da praia e, se encalharem, abanam o corpo até voltarem à água; na Antárctida, as orcas nadam em grupo na superfície para criar ondas, estas que abanam um icebergue e empurram uma foca, a qual estava a descansar no gelo, de volta à água, assim uma foca seria um petisco fácil de apanhar.
As orcas são também conhecidas como baleias-assassinas e são os maiores golfinhos do mundo. No entanto, não há nenhum registo de ataques feito por orcas selvagens a seres humanos.
São também os golfinhos mais rápidos, chegando aos 55 km/h.


O golfinho-de-bico-branco (Lagenorhynchus albirostris) é uma das poucas espécies de golfinhos do Oceano Árctico. São bastante brincalhões e podem seguir navios de exploração no Árctico, tal como as outras espécies de golfinhos seguem barcos.
Muitos golfinhos costumam seguir grupos de baleias, tal como o fazem com barcos. Presume-se que para protecção. Nenhum tubarão ou orca ia-se aproximar de um golfinho-de-bico-branco perto de uma baleia gigantesca.


O golfinho-de-laterais-brancas-do-atlântico (Lagenorhynchus acutus) é outra espécie de golfinho do Oceano Árctico. A par das baleias-piloto, a Noruega também caça golfinhos-de-laterais-brancas-do-atlântico legalmente mas, felizmente, há muitos mais destes golfinhos. Baleias-piloto são menos comuns e demoram mais tempo a reproduzir-se.
De qualquer maneira, a morte de centenas de golfinhos é, com certeza, algo que se possa considerar desumano, pois podemos considerar estes animais como sendo quase pessoas.


O golfinho-de-laterais-brancas-do-pacífico (Lagenorhynchus obliquidensis) é um parente do golfinho-de-laterais-brancas-do-atlântico. Este golfinho não vive no Árctico, mas encontra-se nas águas frias do Pacífico Norte.
Têm uma distribuição geográfica maior que a espécie do Atlântico, por isso a espécie do Pacífico tem cerca de 1 milhão de indivíduos. A caça acontece com alguns navios baleeiros japoneses, mas não é caçado em mais nenhum outro lugar, o que lhe dá uma vantagem sobre outros golfinhos do mesmo género.


O golfinho-do-crepúsculo (Lagenorhynchus obscurus) é uma espécie de "golfinho-de-laterais-brancas" que se encontra em águas temperadas, mas no outro extremo do mundo, no Hemisfério Sul. Este golfinho ameaçado encontra-se nas águas da América do Sul, África do Sul, Ilhas Kerguelen, Austrália e Nova Zelândia.
É reconhecido pelo seu incrível padrão de cores. Na época de acasalamento, os machos dão saltos acrobáticos e criativos. A fêmea escolhe o macho que é mais original.


O golfinho-de-peale (Lagenorhynchus australis) é uma espécie de "golfinho-de-laterais-brancas" que vive no Hemisfério Sul, tal como o golfinho-do-crepúsculo.
Esta espécie é exclusiva das águas temperadas da Patagónia, encontrando-se no Chile, Argentina e Ilhas Falkland.
Alimenta-se predominantemente de peixes, lulas, polvos, camarões, chocos, etc.




Curiosidades sobre golfinhos:


Algumas espécies de cetáceos não foram considerados golfinhos, daí não estarem nesta lista. Apesar de a falsa-orca pertencer à família Delphinidae não é um membro da família avançado. A falsa-orca é, de um certo modo, primitivo, daí não ser um golfinho.
Os golfinhos-de-rio pertencem à família Iniidae, assim não são considerados verdadeiramente golfinhos. São também os únicos cetáceos inteiramente fluviais, tendo um pescoço flexível e um focinho enorme para remexer o lodo.
O único golfinho verdadeiro que vive na água doce é o boto-cinza, mas este encontra-se tanto nos rios como nos oceanos.


A orca é um dos golfinhos mais carniceiros da Terra. Caçam quase tudo o que encontram, incluindo outras espécies de golfinhos. Mas nenhum ataque foi registado a orcas selvagens. Simplesmente não vêem as pessoas como presas. Num documentário da BBC, foi provado que as orcas não atacavam os leões-marinhos com pessoas no meio.
Mas golfinhos mais pequenos, como estes roazes, já atacaram pessoas. Os golfinhos que já foram maltratados por seres humanos acabam por se tornar extremamente agressivos para connosco.
O golfinho-de-risso encontra-se coberto de cicatrizes na pele, devido ao facto de entrar constantemente em conflito com outros golfinhos da mesma espécie.


Os golfinhos são conhecidos pela sua inimaginável inteligência. Uma inteligência quase alienígena quando comparada com primatas. Ainda assim, os humanos superam os golfinhos em inteligência, mas os golfinhos pensam sim de maneira diferente. É fácil comunicar com os golfinhos, mas a compreensão da sua cultura e a sua comparação aos humanos levou a um patamar que ultrapassa os nossos parentes chimpanzés. Aliás têm um cérebro maior que o nosso.
Os roazes protegem o seu focinho com esponjas do mar, batem a cauda no lodo enquanto nadam, para criar um arco de poeira à volta de um cardume de peixes, perseguem raias em grupo, etc. Quase tudo o que os golfinhos fazem em termos de inteligência mistura-se entre caça e brincadeira. Daí eles terem de ser tão avançados. Será que os golfinhos, devido ao facto de terem uma forma diferente de pensar, sejam mais avançados do que pessoas? Não admira que os humanos tratem os golfinhos como pessoas.


Uma curiosidade cruel sobre golfinhos é de que, na 2ª guerra mundial, os EUA e a URSS treinavam golfinhos para fins militares. Punham bombas nos golfinhos e, quando o mamífero chegava a outro navio, a bomba explodia. A verdade é que às vezes esses golfinhos se dirigiam para os navios do seu próprio bloco militar...

1 comentário:

  1. por favor escreve como vivem os golinhos quero saber muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito

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