terça-feira, 23 de junho de 2015

Andorinhas

As andorinhas são aves passeriformes (pássaros) que se encontram por todos os continentes, excepto Antárctida. A sua característica migratória é o que faz as andorinhas chegarem sempre na Primavera, mas é a sua migração que torna as vidas destas aves mais excitantes e perigosas. Vamos saber alguma coisa sobre andorinhas.


A andorinha-do-rio-africana (Pseudochelidon eurystomina) é um bom começo para esta lista de andorinhas, pois esta não se parece com uma andorinha. Esta espécie (uma entre 83 espécies de andorinhas) é tropical. As andorinhas tropicais não costumam migrar, pois estas vivem com abundância todo o ano. A andorinha-do-rio-africana vive no Zaire, Congo e Gabão, nas florestas tropicais da África Central.
As andorinhas surgiram pela primeira vez há cerca de 56 milhões de anos no período Eoceno, a partir de aves tipo tutas (um tipo de aves da família Pycnonotidae), também chamados bulbuls, que são os parentes mais próximos das andorinhas. As primeiras andorinhas devem ter surgido em África ou na Ásia tropical, mas depois essas espécies tropicais dirigiram-se para zonas mais difíceis, em zonas frias. Essas andorinhas tornaram-se então migratórias.


A andorinha-de-rabadilha-cinzenta (Pseudohirundo griseopyga) é uma espécie de andorinha africana. Pode ser encontrada em Angola, Benim, Botswana, Burkina Faso, Burundi, Camarões, Zaire, República Centro-Africana, Congo, Costa do Marfim, Guiné Equatorial, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Quénia, Libéria, Malawi, Mali, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Ruanda, Senegal, Serra Leoa, África do Sul, Sudão, Sudão do Sul, Suazilândia, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabué.



A andorinha-mascarenha (Phedina borbonica) é uma espécie de andorinha africana que vive em Madagáscar. Esta espécie é bastante comum em Madagáscar e não está ameaçada. As únicas ameaças que as populações de andorinhas-mascarenhas enfrentam são os ciclones tropicais, mas esta andorinha recupera rápido.
A andorinha-mascarenha nidifica em buracos nas falésias escarpadas perto de rios e lagos. Outros pássaros costumam pôr o ninho em árvores, o que leva às andorinhas a ser uma ave muito bem sucedida.


A andorinha-de-Brazza (Phedina brazzae) é um parente da andorinha-mascarenha, mas vive na África Central. Alimenta-se de insectos, tal como todas as outras andorinhas, mas pode também seguir pangolins na sua busca por térmitas. O pangolim retira a terra do formigueiro, enquanto que a andorinha aproveita e depenica alguns insectos. Vive nas florestas tropicais e savanas do Congo, Zaire e Angola.
A andorinha-de-Brazza nidifica em paredes de falésias perto de rios e lagos.


A andorinha-das-barreiras (Riparia riparia) é uma andorinha espalhada por quase todo o Mundo, onde nidifica na Europa, Norte de África, Próximo Oriente, Norte de Ásia e América do Norte e migra, no inverno, na América do Sul, África subsariana e Ásia do Sul. É abundante em Portugal e é pequena. Constrói os seus ninhos ao escavando o barro e a argila dos taludes para nidificar. Geralmente nidifica no Verão, onde está calor, semelhante às terras adoradas destas aves em África.


A andorinha-de-barriga-castanha (Notiochelidon murina) é uma espécie de andorinha tropical, mas desta vez é nativa da América do Sul, na Bolívia, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela. O nome científico relaciona a sua natureza geográfica (Notiochelidon significa "andorinha do sul").
Estas andorinhas sul-americanas evoluíram de andorinhas migratórias do norte da Euroásia que encontraram terras semelhantes na América do Norte. Assim, as andorinhas encontraram terras na América do Sul para passar o verão e, algumas espécies, residiram nessas terras exóticas. Dessa maneira, as andorinhas encontram-se em quase qualquer continente.


A andorinha-de-barrete-preto (Notiochelidon pileata) é uma espécie de andorinha que vive nas florestas secas da América Central, no México, Guatemala, El Salvador e Honduras. É um parente da andorinha-de-barriga-castanha e, devido à sua posição geográfica, deve ter sido o ancestral dessa. Alimenta-se de insectos.
Tal como todas as andorinhas, esta pode não ser só o caçador como a caça. Os seus predadores são gaviões, falcões e milhafres, aves de rapina que costumam perseguir estas aves em pleno voo.



O peitoril (Atticora fasciata) é chamado assim devido à sua inconfundível banda branca no seu peito. Vive na América do Sul, na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Nidifica em rios onde se pode observar estas aves a sobrevoar a água para tomar um gole, uma tarefa arriscada pois, nos rios sul-americanos, há sempre o risco de ser comido por um caimão ou um peixe grande. Medem cerca de 15 cm de comprimento, o tamanho médio para uma andorinha, e é a espécie de andorinha mais conhecida do Brasil.


A andorinha-de-coleira (Atticora melanoleuca) é uma outra espécie de andorinha sul-americana que é bastante comum no Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Suriname e Venezuela.
Uma característica que pode-se encontrar em muitas andorinhas é o facto de estas quererem estar sempre perto de cursos de água doce. É comum ao pôr do sol, livre de falcões, gaviões e milhafres diurnos, um grupo de andorinhas buscar insectos atolados nas águas de rios e lagos calmos ou, por vezes, piscinas. Neste último caso, pode-se aproximar bastante delas e vê-las abrir o bico para apanhar as moscas e mosquitos presos na água.


A andorinha-de-banda-branca (Neochelidon tibialis) é outra espécie de andorinha da América do Sul.
É comum na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana-Francesa, Panamá, Peru, Suriname e Venezuela.
O seu habitat natural são terras subtropicais e tropicais baixas de florestas húmidas.
Alimenta-se de insectos e nidifica em taludes de argila próximos de rios e lagos de água doce, tal como muitas outras andorinhas.



A andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) é, talvez, a andorinha mais conhecida do Mundo... porquê? Porque existe em todo o Mundo. Nidifica na América do Norte, Europa, Norte e Centro de Ásia e migra para a América do Sul, África Subsariana, Sul da Ásia, Nova Guiné e Norte da Austrália.
Mas também devido à sua bravura da migração. As populações europeias costumam migrar para a África e, para isso têm de passar pela zona arenosa mais desértica do mundo: o deserto do Saara. Costumam seguir pelo Rio Nilo, mas ainda assim é uma viagem desgastante e perigosa que nenhuma outra andorinha iria enfrentar.


A andorinha-de-peito-vermelho (Hirundo lucida) é um parente tropical da andorinha-das-chaminés. Pode se assemelhar muito a uma andorinha-das-chaminés, mas não migra. A andorinha-de-peito-vermelho reside nas áreas quentes da Etiópia e do Zaire.
A característica que torna as andorinhas tão inconfundíveis é a sua cauda bifurcada que, nesta espécie, é bastante bifurcada. Isto permite-lhe contorcer-se para apanhar insectos rápidos ou para escapar das garras das aves de rapina.



A andorinha-bem-vinda (Hirundo neoxena) é uma espécie de andorinha que recebeu um nome muito bem dado. A Primavera sempre significa o momento de chegada das andorinhas e o nome "andorinha-bem-vinda" foi, no entanto, recebido a uma espécie que não migra entre continentes, no entanto migra entre o seu próprio continente: Oceânia.
A andorinha-bem-vinda migra pela Austrália, mas já foram encontradas populações migratórias na Nova Caledónia e Nova Guiné. Populações introduzidas na Nova Zelândia não migram.



A andorinha-etiópica (Hirundo aethiopica) mostra que nem todas as andorinhas são simpáticas umas com as outras. Estas duas andorinhas estão apenas em combate por espaço.
A andorinha-etiópica não existe só na Etiópia, mas também em Benim, Burkina Faso, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Zaire, Eritreia, Gana, Guiné, Israel, Quénia, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Togo e Uganda.



A andorinha-de-garganta-branca (Hirundo nigrita) é outra espécie de andorinha africana, parente da andorinha-das-chaminés.
É encontrada na Angola, Benim, Camarões, República Centro-Africana, Congo, Zaire, Guiné Equatorial, Gabão, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Nigéria, Serra Leoa e Uganda.
Alimenta-se de insectos e nidifica em taludes perto de rios e lagos de água doce.
Esta andorinha pode-se chamar também andorinha-azul-de-garganta-branca.



A andorinha-preta-e-ruiva (Hirundo nigrorufa) é uma andorinha africana encontrada no Zaire, Congo, Zâmbia e Angola.
Todas as espécies de andorinhas são superficialmente semelhantes (bico pequeno, cauda bifurcada, patas pequenas, alimentação insectívora, reprodução em taludes e preferência por tempo quente). Apesar disso, a sua pouca diversidade não parece ser importante, pois, ainda assim, as andorinhas são muito bem sucedidas, pois espalharam-se por todos os continentes, excepto Antárctida.



A andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne ruprestis) é uma espécie de andorinha do Sul da Europa, Norte de África, Sul e Centro da Ásia. É comum em Portugal e é a única andorinha que reside na Europa e não migra. Algumas populações continuam aqui, mesmo no inverno. Outras migram para a Ásia. Isto faz com que seja a andorinha mais fácil de se avistar no inverno europeu.
De facto, algumas andorinhas-das-chaminés também residem aqui no inverno, mas as suas populações invernais não foram bem estudadas.



A andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum) é a quarta andorinha mais comum em Portugal, a seguir à andorinha-das-chaminés, à andorinha-das-barreiras e à andorinha-das-rochas. No entanto, é das espécies de andorinhas portuguesas que dá mais inspiração literária, daí as andorinhas serem também umas das aves mais conhecidas.
Nidifica na Europa, Norte da Ásia e Norte de África e foge do inverno para a África Subsariana e Sudeste Asiático. Nidifica, desta vez, em beirais dos edifícios com ninhos de lama em forma de taça.



A andorinha-de-bando (Delichon dasypus) é um parente da andorinha-dos-beirais que vive no Sul e Centro da Ásia, na China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, Rússia, Taiwan, Paquistão, Índia, Nepal, Butão, Bangladesh, Birmânia, Laos, Vietname, Camboja, Tailândia, Indonésia, Singapura, Malásia, Brunei e Filipinas.
Reproduz-se na Ásia de Leste e migra para a Ásia do Sul nas florestas e planícies tropicais da Índia, Sudeste Asiático e arredores. Alimenta-se de insectos.



A andorinha-dos-beirais-nepalense (Delichon nipalense) é uma espécie de andorinha que vive em altas montanhas. Vive no Tibete, na cordilheira dos Himalaias, onde constrói ninhos de lama e terra em forma de taça nos taludes altos das montanhas asiáticas, a 1000 e 4000 metros de altitude.
Distingue-se da andorinha-dos-beirais pela sua garganta preta e cauda quadrada, em vez de bifurcada. Alimenta-se principalmente de insectos voadores. As habitações nepalenses costumam albergar alguns destes ninhos em forma de taça, tal como albergam as habitações europeias ninhos de andorinhas-dos-beirais.



A andorinha-dáurica (Cecropis daurica) é uma andorinha preta com ventre branco e uma inconfundível mancha laranja-avermelhada na cabeça.
É relativamente comum em Portugal. Reproduzem-se desde a Península Ibérica até ao Japão, Índia e África Tropical. Migra para as Ilhas do Natal e para a Austrália, mas as populações africanas e indianas são residentes e não migram. São superficialmente semelhantes às andorinhas-das-chaminés e reencontram-se em percursos migratórios semelhantes.


A andorinha-de-dorso-acanelado (Petrochelidon pyrrhonota) é uma espécie de andorinha nativa das Américas.
Nidifica nos EUA e México e depois migra para a América do Sul no Inverno.
Mede cerca de 13 cm de comprimento, o tamanho médio de uma andorinha.
Não possui cauda bifurcada, mas uma cauda em forma de quadrante. Constroem ninhos de lama, em forma de caverna, debaixo de telhados e pontes onde podem criar a sua descendência.



A andorinha-das-cavernas (Petrochelidon fulva) é outra espécie de andorinha nativa das Américas. Possui um dorso escuro, um ventre branco com peito e garganta ruiva.
Encontra-se na América do Norte, América Central e América do Sul.
O seu nome não foi dado à toa, pois a andorinha-das-cavernas nidifica mesmo em cavernas e buracos nas rochas, mas ainda contem uma actividade diurna ou crepuscular para caçar as moscas e mosquitos de que se alimenta.



A andorinha-de-colar-de-castanha (Petrochelidon rufocollaris) é encontrada no Equador e no Peru, nas altas florestas montanhosas da América do Sul. Nidifica em colónias onde constrói ninhos feitos com lama para colocar lá os seus ovos.
Distingue-se pela sua coloração preta com pintas ou riscas brancas na sua coluna, o ventre branco, os flancos e a nuca ruivos e a sua cauda que não apresenta bifurcação.
Alimenta-se de insectos voadores, juntamente com outras andorinhas e andorinhões.



Qual é o parente mais próximo da andorinha?


As andorinhas são muito parecidas com outro grupo de aves: os andorinhões. No entanto, os andorinhões têm muito mais a ver com os colibris do que com as andorinhas. Algumas espécies que referimos anteriormente assemelham-se a outros pássaros com mais parentesco.
No entanto, os parentes mais próximos das andorinhas são estas aves coloridas chamadas bulbuls. Os bulbuls encontram-se em África, Médio Oriente, Ásia do Sul e Japão. Existem mais espécies de bulbuls do que de andorinhas (130 espécies) e alimentam-se não só de insectos, mas também de outros pequenos animais, frutos e sementes.

10 comentários:

  1. as andorinhqas também se alimentam à noite?

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  2. Pergunto sê as andorinhas também se alimentam à noite, pois tenho um recipeinte que alimentam os beija-flores, e, no entanto à noite vem um grupo de passaros de tamanho pequeno, mas muito rápidos que se alimentam da mesma licor, , são meio pardos, mas é escuro não consigo classifica-los quando estão no meu jardin. Podem ser andorinhas, estamos em junho já começou o inverno?

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    1. As andorinhas são essencialmente insectívoras, no entanto, algumas espécies podem ocasionalmente alimentar-se de frutas e sementes, como a andorinha-dáurica. Desse modo é possível que certas espécies tenham alguma atracção por substâncias meladas, que costumam atrair também beija-flores.
      No entanto, duvido bastante que as espécies que classifica sejam andorinhas. De facto, as andorinhas são essencialmente diurnas. Elas também caçam principalmente insectos voadores. A única hipótese que me ocorreu é de que essas criaturas nocturnas voadoras sejam morcegos. No Brasil existem espécies de morcegos que polinizam as flores, tal como os beija-flores. Acho que deve ser isso que anda a invadir os seus recipientes durante o anoitecer

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    1. As andorinhas vivem em vários ambientes. Algumas espécies podem migrar para ilhas remotas no centro de grandes oceanos. Algumas espécies podem mesmo chegar a entrar nos círculos polares. Os ambientes comuns envolvem a proximidade com corpos de água, sendo que não é raro o visionamento de andorinhas perto de piscinas. Pradarias, bosques, savanas, matos, pântanos e pampas são habitats terrestres muito frequentados pelas andorinhas. A altitude a que se encontram varia desde o nível do mar até às altitudes montanhosas. Em regiões urbanas, estes pássaros são extremamente abundantes. Espécies de ambiente tropical são geralmente sedentárias, mas outras espécies, que nidificam em regiões temperadas, preferem migrar para outras regiões no inverno.

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  4. Olá! As andorinhas fizeram um ninho dentro da minha lareira e os filhotes nasceram há uma semana. Hoje de manhã o ninho apareceu caído e alimentamos os filhotes com ração própria pra eles pq durante todo o dia a mãe não retornou. Após alimentá-los as 17:00h, recoloquei o ninho no local mais alto possível dentro da mesma lareira e as 18:00h eles começaram a fazer aquele barulho característico de quando estão com fome. Pergunto: eles fazem essa algazarra quando os pais vem pra alimentá-los? Se for isso, significa que estão sendo alimentados novamente. Preciso saber pra alimentá-los (ou não) e evitar que eles morram de fome.

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    1. A vida das aves tende a ser discreta. Por natureza, as crias não fazem barulho quando os progenitores não estão presentes. É um instinto de sobrevivência, o qual remonta aos antepassados mais remotos das aves: os dinossauros. Os dinossauros colocavam os ovos no chão e as crias mantinham-se quietas e silenciosas para não serem detectadas por predadores. O instinto genético manteve-se inalterado, mesmo após vários milhões de anos de evolução.
      Enfim, as andorinhas bebés provavelmente farão barulho pois o progenitor está próximo. Mas, para não arriscar, monitorize a situação para ver se o ninho é realmente visitado pelos pais (não é difícil fazê-lo, pois os progenitores podem fazer idas e chegadas ao ninho milhares de vezes ao dia)! Caso descobrir que os pais estão a alimentar as crias, a interferência deve ser a mínima possível para que o laço progenitor-cria não se desmorone. Caso o contrário acontecer, alimentar as crias é tudo o que deve fazer. As andorinhas bebés demoram mais tempo a crescer que outras espécies de pássaros do mesmo tamanho (rabirruivos começam a voar 2 semanas após o nascimento). A alimentação das andorinhas é essencialmente insectos e aqui é que vem o trabalho árduo: para obter uma alimentação saudável e natural, estes bebés têm de ser alimentados várias e várias vezes ao dia. Água será, obviamente, dada aos filhotes.
      Outro aspecto importante será a verdadeira espécie de ave que estamos a evidenciar. Se tiver verdadeira certeza de que se trata de filhotes de andorinha, siga estes procedimentos. Outras aves poderão ter comportamentos diferentes face ao desaparecimento dos filhotes e a sua alimentação pode ser radicalmente diferente.

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  5. Perdão caso o comentário seja enviado duas vezes.
    Faz alguns dias que surgiu uma ninhada de andorinhas na minha lareira. Eu monitoro de vez em quando, pois na última vez que elas fizeram ninho os filhotes caíram e eu tive que alimentá-los. Enfim, hoje consegui observar que elas não estão num ninho, mas sim penduradas na parede da lareira. São três filhotes. Gostaria de saber se isso é normal. A mãe continua a visitá-los, mas não sei se ela consegue os alimentar com eles pendurado dessa forma.
    Isso é natural das andorinhas ou devo me preocupar com os filhotes?

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    1. As andorinhas não costumam estar posicionadas dessa forma. Eu acho que estamos a lidar com espécies radicalmente diferentes, apesar de a sua característica morfológica ser semelhante: os andorinhões.
      Os andorinhões são semelhantes às andorinhas, mas distinguem-se por um bico mais curto, asas mais semelhantes a foices e patas extremamente pequenas. Os andorinhões são mais aparentados com os colibris, enquanto que as andorinhas estão mais aparentados com outros pássaros, falcões, papagaios e seriemas. De qualquer maneira, os andorinhões são aves que passam a vida a voar. Caso estas aves caiam no chão não conseguem voltar a voar por si só. Se vir um adulto no chão atire para o ar de modo a que possa voltar a bater as asas. Como estamos a lidar com crias é diferente. O mais próximo que os andorinhões conseguem chegar ao pouso é simplesmente o de agarrar-se à parede. Ou seja, é perfeitamente normal. Agora, as crias necessitam de voltar para o grupo de algum jeito, nem que coloque um pequeno suporte para que as crias se apoiem. Se não houver a possibilidade de devolver os filhotes para o ninho, alimente-os com insectos e água.
      É normal a confusão entre andorinhas e andorinhões, pois ambos se parecem os mesmos. No entanto, os últimos são distinguidos pelo facto de não serem capazes de pousar no solo, não baterem regularmente as asas (a não ser se quiserem fazer um desvio brusco em pleno voo) e de passarem mais tempo a voar do que qualquer outra ave no mundo. No entanto, o processo para cuidar de uma andorinha ou de um andorinhão são praticamente os mesmos.

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