domingo, 12 de janeiro de 2014

Insectos

Os insectos são todas as criaturas com exosqueleto e que possuem 3 pares de patas. Já foram classificadas 1 000 000 de espécies, mas os cientistas estimam que devem existir cerca de 10 000 000! Existem cerca de 5000 espécies de libelinhas, 20 000 espécies de gafanhotos e grilos, 170 000 espécies de borboletas, 120 000 espécies de moscas (agora é que já não fica tão interessante), 82 000 espécies de percevejos e pulgões, 350 000 espécies de escaravelhos e 110 000 espécies de abelhas, vespas e formigas!

A classe dos Insectos constitui as seguintes ordens:

  • Apterygota
  • Archaeognatha
  • Monura
  • Thysanura (peixinhos-de-prata)
  • Collembola (colêmbolas)
  • Diplura (dipluros)
  • Protura (proturos)
  • Pterygota
  • Palaeoptera
  • Palaeodictyoptera
  • Ephemeroptera (efémeras)
  • Odonata (libelinhas, libélulas, donzelinhas)
  • Neoptera
  • Orthopterodea
  • Blattodea (baratas)
  • Mantodea (louva-a-deus)
  • Isoptera (térmitas)
  • Zoraptera
  • Grylloblattodea
  • Dermaptera (tesourinhas)
  • Plecoptera
  • Orthoptera (gafanhotos, grilos, esperanças, paquinhas)
  • Phasmatodea (insectos-pau, timemas)
  • Embioptera (embiídeos)
  • Mantophasmatodea
  • Hemipterodea
  • Psocoptera
  • Phthiraptera (piolhos)
  • Hemiptera (percevejos, cigarras, cochonilhas, pulgões, filoxeras, moscas-brancas)
  • Thysanoptera (tripes)
  • Endopterygota
  • Miomoptera
  • Megaoptera
  • Rapidioptera
  • Neuroptera (formigas-leão)
  • Coleoptera (besouros, escaravelhos, joaninhas, gorgulhos)
  • Strepsiptera
  • Mecoptera (moscas-escorpião)
  • Siphonaptera (pulgas, bichos-de-pé)
  • Protodiptera
  • Diptera (moscas, mosquitos)
  • Trichoptera
  • Lepidoptera (borboletas, mariposas)
  • Hymenoptera (formigas, abelhas, vespas)



Na subclasse Apterygota temos a ordem Archaeognatha.

Existem 350 espécies de Archaeognatha. Não se parecem nada com insectos, mas isto devia ser a forma como os primeiros insectos tinham há 400 milhões de anos!
Medem cerca de 1,5 centímetros de comprimento. O seu habitat é sob folhas, troncos e rochas. É nocturno, não sendo muitas vezes visto. Alimentam-se de algas, líquenes, musgos e matéria orgânica em decomposição. Quando perturbados, podem saltar até 30 centímetros!
Os machos são matreiros. Eles em vez de se atirarem a uma fêmea para acasalar, deitam o esperma num local onde passem muitas fêmeas. Quando uma fêmea passa pelo esperma, o macho já conseguiu o seu objectivo!


A ordem extinta Monura constituiu 2 espécies do Carbonífero e Pérmico.

Este insecto primitivo é uma espécie existente hoje em dia, mas assemelha-se muito aos Monura.
As 2 espécies de Monura são: Dasyleptus brongniarti e Dasyleptus lucasi. Devem ter sido extintas pela extinção massiva do final do Pérmico há 250 milhões de anos que dizimou cerca de 70 % da vida na Terra.
Mediam cerca de 3 centímetros de comprimento e assemelhavam-se muito aos actuais peixinhos-de-prata. Deviam ser nocturnos e esquivos, sendo um alvo perfeito para os répteis diapsidos, os anfíbios e os artrópodes gigantes.



A ordem Thysanura constitui os peixinhos-de-prata.

Os peixinhos-de-prata são um grupo de insectos primitivos que pertence a um ramo muito antigo de há 400 milhões de anos.
São muito comuns no nosso país e em várias outras zonas do Mundo (eu cá tenho dúvidas, pois só vi uma vez). São normalmente vistos como pestes, pois habitam em livros velhos e húmidos, roupas e trapos, muitas vezes alimentando-se do mesmo sítio onde se aloja.


A ordem Collembola constitui os verdadeiros primeiros insectos: as colêmbolas.

Existem espécies por todo o Mundo, até na gélida Antárctida. Onde animais como pinguins, focas ou aves marinhas não conseguem chegar, existem colêmbolas que se alimentam das escassas matérias orgânicas e bebendo neve. Aí os seus predadores são ácaros!
Existem mais de 7900 espécies de colêmbolas (a maior parte são todas iguais)! Quando incomodadas usam as suas poderosas patas para saltar e rodopiar (já me saltou uma para a cara). Normalmente passam-se despercebidas, devido ao seu tamanho, dos 0,25 mm aos 8 mm.


A ordem Diplura constitui cerca de 800 espécies de pequenos insectos primitivos.

Este cartaz de boas festas e de feliz ano novo serve também para celebrar a descoberta de uma nova espécie de dipluro: o Litocampa mendesi. Esta nova espécie portuguesa vive em cavernas onde caça colêmbolos e dolicópodes com as suas tenazes. Mas não tem olhos! Como é que caça então? Tem pequenos pêlos ultra-sensoriais que detectam a mínima vibração.
Existem outras espécies de dipluros que vivem a se alimentarem de musgo, algas e líquenes.



A ordem Protura constitui 170 espécies de insectos bizarros.

São minúsculos, medindo entre 0,5 e 1,5 mm.
A cor é branca com cabeça cónica, boca sem maxilares (do tipo sugadora), sem olhos e sem antenas.
Como vemos nesta imagem, tem pêlos à volta do seu corpo que servem para se orientar no escuro. As suas patas são minúsculas e o seu modo de locomoção é rastejando. As poucas matérias orgânicas que o insecto encontra são sugadas e filtradas a partir da minúscula boca.


A subclasse Pterygota inclui a infraclasse Palaeoptera com a ordem Ephemeroptera (efémeras).

Devem estar a pensar porque é que as efémeras têm este nome. Das 2500 espécies existentes no nosso planeta, todas vivem a sua fase adulta só em 24 horas.
No Mississipi, milhões de larvas de efémeras passaram 2 anos debaixo do lodo do rio. Depois de terem despertado, rastejam para o caule de uma planta e fazem a metamorfose. Depois de desenvolverem asas, começam a vida adulta procurando uma outra efémera do sexo oposto para acasalar. Acasalam, põem os ovos e morrem no mesmo dia. E assim ficam milhões de efémeras no chão todas mortas. É um banquete para os predadores e deve ser o maior fertilizante acrescido de uma só vez!


A ordem Odonata constitui, por exemplo, as libelinhas.

As libelinhas (ou libélulas) são insectos extraordinários. Bonitas, elegantes e frágeis. Mas por vezes podem não ser.
A sua fase larvar começa na água onde uma larva aquática com arpões e garras afiadas vagueia à procura de presas como girinos. Mas chega à fase adulta rastejando para uma planta e transformando-se. Depois de retirar o exosqueleto de larva, prepara-se para voar e procurar um parceiro. As danças acrobáticas podem fazê-la romper uma teia de aranha! No acasalamento, as libelinhas fazem em conjunto um coração com as caudas e corpos. A fêmea mergulha para debaixo de água com atenção aos predadores. Põe os ovos num caule de planta e vai a flutuar para sair de água. A fêmea só tem mais poucos dias de vida.


As donzelinhas pertencem à subordem Zygoptera.

As donzelinhas são parentes próximos das libelinhas, tal como elas são predadoras caçando moscas e mosquitos, como na imagem. Ambos têm grandes olhos compostos (conjunto de olhos pequeninos que se juntam para formar um grande globo ocular). Ambos começam a sua fase larvar na água e os processos de reprodução são muito semelhantes.
Mas para podermos saber a diferença entre os 2 precisamos de olhar para as asas. Na libelinha, as asas não se fecham quando pousa. Na donzelinha, as asas fecham-se.
Sabiam que há 300 milhões de anos havia uma libélula chamada Meganeura que era tão grande como uma águia?!


A infraclasse Neoptera constitui a superordem Orhopterodea e a ordem Blattodea (baratas).

As baratas são asquerosas, nojentas e feias. Mas estas pestes podem até receber elogios.
Já existiam desde há 300 milhões de anos, cerca de 80 milhões de anos antes dos dinossauros. Desde esse tempo todo não mudaram muito e continuaram com as mesmas habilidades. São rápidas podendo chegar aos 10 km/h só a correr! Mas a adaptação mais bizarra é que, devido aos predadores, pode deixar a sua cabeça ser comida e sobrevive até 1 semana sem cabeça. Depois de 1 semana só morre de fome!



A ordem Mantodea constitui os louva-a-deus.

Este insecto tem uma aparência ameaçadora, mas muitas vezes não os vemos. Ele gosta muito de camuflar-se em plantas, ramos e flores. A razão é para caçar as suas presas moribundas. Os seus "braços" estão muitas vezes na posição de emboscada até serem propulsionados para a presa e puxando-a de novo para o louva-a-deus para que este possa comer.
Para quem não os conhece pode decidir se são pestes ou animais gentis, mas o facto é que são sarcásticos por natureza. No acasalamento, o macho impressiona a fêmea e depois acasalam. Mas a fêmea não consegue resistir à tentação de comer a cabeça do companheiro. É no entanto crucial para a fêmea pois dá-lhe energia adicional para pôr milhares de ovos!


A ordem Isoptera constitui as térmitas.

Outro insecto que não gostamos, pois rói a madeira (estima-se que causem 5 milhões de dólares de prejuízos por ano, só nos EUA). Mas são tão antigas como as baratas e mais importantes para o ecossistema do que estas.
Vivem em colónias muito sofisticadas. Diferentes espécies fazem colónias de diferentes formas: nas árvores, na madeira, planas e altas. Há diferentes térmitas na colónia com diferentes funções. Há o rei (na imagem) e a rainha. Estes são os únicos que têm olhos e a rainha (com um longo abdómen mole) é a mais importante e a única que põe ovos. As obreiras tratam dos ovos e buscam comida. Os soldados defendem a colónia. Ainda há cuspidores que cospem seda colante para os inimigos. Há uma espécie que ainda tem kamikazes, estes dirigem-se para o inimigo e explodem, cobrindo a área de uma substância colante!


A ordem Zoraptera constitui 30 espécies de pequenos insectos voadores.

São parentes próximos das térmitas, mas não vivem em colónias. Tal como elas alimentam-se de restos vegetais e de esporos de fungos. Só ocasionalmente comem pequenos artrópodes.
Este é um insecto do género Zorotypus, o único género sobrevivente de Zoraptera. Alguns têm asas, outros não. Normalmente têm 3 mm de comprimento e uma envergadura de asas de até 7 mm.
Já existiam desde o Cretácico, no tempo dos dinossauros. O primeiro Zoraptera chamava-se Xenozorotypus burmiticus. Viveu por volta de há 145 milhões de anos.
Normalmente procuram habitat em galerias e fendas no subsolo ou em grutas. Os seus principais predadores são aranhas, centopeias, peixes cavernícolas, salamandras, ácaros e até larvas.



A ordem Grylloblattodea constitui um grupo de 25 espécies adaptadas à vida nas montanhas.

Sem imagem. Só para dar uma ideia como são, os Grylloblattodea são uma mistura entre grilos e baratas, mas mais pequenos que os dois. Estão habituados a sobreviver em condições extremas tais como montanhas geladas. Pode quase sobreviver no topo do Monte Evereste!


A ordem Dermaptera constitui as tesourinhas, mais conhecidas localmente por bichas-cadela.

A bicha-cadela é outro insecto que não gostamos. Existem em vários locais do Mundo. Normalmente são nocturnas, mas a adaptação ao ser humano tornou-as muito mais diurnas. E são muito comuns se soubermos onde as encontrar: é só procurarem debaixo das pedras e no caixote do lixo.
Esta é uma fêmea devido às pinças que são mais pequenas que a do macho. A ideia de que as pinças da bicha-cadela transmitem veneno é errada e se têm muitas bichas-cadela em casa é bom sinal, quer dizer que podem eliminar as pragas muito mais facilmente.
A fêmea defende os ovos, lambendo-os e mantendo-os limpos.
A maior é a bicha-cadela-de-Santa-Helena com 8 centímetros! Os ingleses dão-lhe o nome de "earwig" ou seja fura-ouvidos, pois pensavam que à noite as bichas-cadela entravam nos ouvidos das pessoas e furavam-nos com as pinças, mas sabemos que não é verdade.


A ordem Plecoptera constitui cerca de 2000 espécies de insectos aquáticos.

São normalmente conhecidos como moscas-da-pedra, apesar de não serem realmente moscas.
Os adultos têm asas que se fecham sobre o abdómen.
Normalmente se encontram em rios calmos e não poluídos, baixos e com muitas rochas. Os adultos têm dificuldade em voar, por isso gostam de descansar nas rochas. A fase larvar acontece na água. Na imagem a larva repousa nas água límpidas de um frasco. Na natureza, respira a partir de guelras ou tufos no tórax e abdómen.



A ordem Orthoptera constitui os gafanhotos.

Existem várias espécies de gafanhotos por todos os continentes, excepto Antárctida. São conhecidos por serem saltadores exímios.
Aqui podem não ser pragas, mas em África e Austrália são odiados. A lei diz que se deve matar todos os gafanhotos que encontrar! O mais odiado é o gafanhoto-do-deserto. Vivem em grupos aos milhares de milhões, mas não era para ser assim. Apenas mudanças comportamentais tornaram o gafanhoto-do-deserto um exército de destruição das colheitas. Usam químicos para matar um grupo inteiro, libertados por um avião. Mas, é tarde de mais pois os gafanhotos já puseram ovos. Mas as pessoas fazem tudo para os exterminar: comendo-os, esmagando-os e destruindo os ovos. Quando um avião pousa depois de libertar os químicos fica com o vidro todo coberto de gafanhotos esmagados e os motores quase todos cobertos por gafanhotos mortos!


Os grilos são parentes dos gafanhotos.

Normalmente, defendemos que os grilos são pretos, mas há várias espécies por todo o globo. Esta aqui é uma esperança, normalmente não são ditas como grilos, mas já vamos saber mais sobre elas.
Por acaso existem outras espécies de grilos que são verdes, mas a espécie mais comum da região é, na realidade, preta. São nocturnos e na altura da reprodução emitem o som característico que muita gente conhece. É na verdade emitido a partir do roçar das patas, pois estas têm pequenos picos. Experimentam passar o dedo pelas pontas das lamelas de um pente e têm um som parecido com o do grilo.
Existe uma espécie na Nova Zelândia conhecida como weta que é castanho e não voa. Na Nova Zelândia não há muitos herbívoros nativos, sendo que o insecto (pode chegar ao tamanho de uma mão humana) alimenta-se das sementes e plantas espalhando os esporos e sementes através dos excrementos pela floresta germinando-a. O seu principal predador é a tuatara.
O grilo não é lá muito feio, sendo que cada vez mais anda-se a domesticar este insecto.


As esperanças pertencem a todas as espécies da família Tettigoniidae.

As esperanças têm algo de bom. Ao contrário dos gafanhotos, as esperanças alimentam-se de pragas e não de cultivações. Mas como podemos saber a diferença entre eles? Existem gafanhotos verdes, mas a diferença é o tamanho das antenas. As esperanças têm antenas longas e os gafanhotos antenas curtas. Um herbívoro não iria precisar de antenas grandes, mas um carnívoro sim. As longas antenas permitem-lhe detectar o movimento das presas.
Há uma crença que se uma esperança pousar em si, trará boa sorte. Se encontrar uma morta ou você a matar, significa que trará má sorte.


As paquinhas (ou ralos) pertencem à família Gryllotalpidae.

Este insecto não voa. É um ralo, mas não é muito comum de se ver. Talvez nem sequer gostariam de o conhecer. Com 5 centímetros, o ralo-da-pradaria é um escavador perfeito. Tem olhos e patas pequenas, mas as da frente estão perfeitamente adaptadas para escavar por entre o solo. O seu alimento preferido são raízes de plantas.
Existem espécies carnívoras que comem larvas e minhocas.
Na época de reprodução fazem um som semelhante ao do grilo, só que desta vez esfrega as asas.
Consegue saltar, mas faz-lo muito mal e normalmente não reage na mão de uma pessoa.


A ordem Phasmatodea tem os bichos-pau.

Os bichos-paus são todos os insectos da ordem Phasmatodea que se assemelham a um caule, a um pau ou a uma folha. Normalmente, escondem-se aí para sobreviver ao ataque das aves e para se alimentarem das folhas em segurança.
Existem 2000 espécies que medem desde 14 mm até 33 centímetros. A maior parte deles pode perder a pata e deixá-la crescer de novo.
Há bichos-pau que têm espinhos, o que impedem de ser comidos por predadores. Há ainda uma espécie australiana que emite um aviso químico, caso um predador se aproxime. Esse insecto liberta 2 esguichos de líquido irritante para afugentar uma ave ou uma aranha e que cheira a hortelã-limão.


A ordem Embioptera constitui 200 espécies de insectos com dimorfismo sexual acentuado.

Este é o macho, pois tem asas. A fêmea não tem.
A ordem já teve outros nomes como Embiodea ou Embiidina. O seu tamanho vai de 5 mm a 2 centímetros. São na realidade, parentes próximos das térmitas.
Estes insectos vivem em regiões tropicais e subtropicais. Fazem o seu abrigo com seda, como na imagem, no solo, em pedras, sob casca de árvore, em troncos decompostos, em grutas ou galerias. Alimentam-se de ervas, musgo, líquenes, casca de árvore e folhas em decomposição.



A ordem Mantophasmatodea constitui insectos típicos de África.

É uma criatura curiosa. É uma mistura de vários insectos: louva-a-deus por causa dos seus olhos grandes, esperança pelas longas antenas, longas patas traseiras e cor verde, Grylloblattodea pelos testes genéticos e moleculares e bicho-pau pela capacidade de se camuflar bem.
No passado já se tinham espalhado por todo o Mundo, mas hoje estão confinados ao oeste da África do Sul e Namíbia. Também são chamados de "gladiadores" porque desde larva que têm o exosqueleto a cobri-la. Tal como as esperanças, usam as suas longas antenas para detectar as presas e para depois comê-las.
Estes insectos surgiram no Eoceno, 314 milhões de anos depois de os Orthoptera terem surgido. Talvez os Orthoptera não tivessem tido grande importância ecológica no Mesozóico e os Mantophasmatodea evoluíram. Mas os Orthoptera eram mais bem adaptados e bem sucedidos sendo que os Mantophasmatodea ficaram confinados a estas regiões africanas.



A superordem Hemipterodea constitui a ordem Psocoptera.

Parecem-se com moscas, mas os seus parentes mais próximos são na verdade os piolhos, cigarras, pulgões e moscas-brancas. Estes são pestes, parasitando livros. Não mudaram muito desde os seus 295 milhões de anos de evolução. Psocotera significa "asa raspada". Existem mais de 5500 espécies destes insectos.
Alimentam-se de fungos, algas, líquenes, detritos orgânicos... enfim, tudo o que se pode encontrar em livros velhos. Algumas espécies podem acumular seda através de glândulas na sua boca.



A ordem Phthiraptera constitui outras pestes: os piolhos.

Quem gosta de piolhos? Ninguém. E a maior parte das pessoas sabe o básico sobre estas criaturas nojentas.
Existem 4 grupos de piolhos: os sugadores, os parasitas de facoqueros e elefantes, os parasitas de aves e os mastigadores. Os piolhos parasitam qualquer tipo de aves e qualquer tipo de mamíferos (excepto os ornitorrincos, os equidnas e os morcegos). Têm garras para agarrarem-se ao cabelo. Alimentam-se normalmente de sangue, resíduos da epiderme ou de penas e secreções sebáceas.


A ordem Hemiptera constitui os percevejos.

Este é um percevejo-das-flores. Existem cerca de 25 000 espécies de percevejos, uns são pragas, mas outros podem ser beldades e engenhos da natureza.
O bicho-rei é aquele insecto muito comum que se assemelha a uma joaninha. O escorpião-de-água é aquático e tem longas pinças para capturar as presas. Os percevejos-do-campo defendem-se com armas químicas e mal-cheirosas. Os percevejos-da-cama libertam uma substância anastésica que lhe permite sugar o sangue dos animais (incluindo nós). Os alfaiates são aqueles bichos que patinam na superfície da água; a partir da electricidade estática consegue patinar nos rios sem se afundar! Também há as notonectas que nadam de barriga para cima com as suas longas patas traseiras, mas cuidado que elas ferram.


As cigarras pertencem às famílias Cicadidae e Tettigarctidae.

Se já ouviram cigarras devem ter gostado de as ouvir. Se já as viram podem arrepender-se. Apesar de serem feias e de chegarem até 20 centímetros (cigarra-gigante) não são pragas. Aliás são importantes para o ecossistema!
Na América do Norte as larvas de cigarra emergem do solo depois de 17 anos de completa escuridão. Movem-se para as árvores como zombies. Mudam o seu exosqueleto, acasalam e, no dia seguinte, morrem servindo de alimento para muitos predadores e de fertilizante para o crescimento da floresta.


A cochonilha pertence à família Dactylopiidae.

Este insecto bizarro nem sequer parece um insecto! Imaginem, ainda por cima é parente das cigarras e percevejos que parece que nada tem a ver. O seu exosqueleto esconde o ventre do bicho o que nos dá a ideia de ser uma espécie de lapa ou qualquer coisa assim.
Mas nada disto existia aqui se não fossemos nós! A cochonilha é originária do México, parasitando cactos e a humidade das plantas. O ácido carmínico que ela produz é hoje usado para a produção do corante alimentício, mas o insecto usa-o para defender-se de predadores. As cochonilhas pioram o estado da planta atraindo outros parasitas como fungos e formigas-açucareiras. O exosqueleto é demasiado duro para os insecticidas, sendo o sabão a forma química mais fácil de a matar. Os seus predadores são a joaninha e algumas espécies de vespa.
Mas é uma crueldade, pois precisa-se de matar 70 000 cochonilhas para ter 500 g de corante alimentício.


Os pulgões pertencem a várias famílias.

Mais outra praga: os pulgões. Existem 250 espécies de pulgões, mas também têm o nome de afídios. Parasitam as plantas, formando grandes colónias para se alimentarem.
Nestas alturas, o único insecto a que se pode confiar é na joaninha. As suas mandíbulas cortantes matam o insecto. Uma joaninha pode comer cerca de 50 pulgões por dia ou seja 1000 a 2500 pulgões em toda a vida.
Algumas nem sequer chegam a comer 800, pois há um inimigo que defende os pulgões. Tal como nós defendemos as ovelhas dos lobos, as formigas-negras-dos-bosques defendem ferozmente o seu rebanho de pulgões. Afinal a domesticação de animais não aconteceu há 10 000 anos com os homens das cavernas, mas há 130 milhões de anos com as formigas e pulgões. Abelhas e vespas também chegam aos rebanhos dos pulgões, mas o seu objectivo é extrair a melada que é doce e apetitosa para elas. As formigas domesticam os pulgões pelo mesmo propósito.
Sabiam que os pulgões podem pôr ovos sem terem acasalado com um macho? É uma vantagem para o caso de não haver machos na zona!



As filoxeras pertencem à família Phylloxeridae.

Estes insectos curiosos são outras pragas. Só existe uma espécie de filoxera. É um parasita das videiras, sendo um problema só para os viticultores. Era originária da América do Norte e se não fossem os humanos não teria distribuição geográfica mundial.
Mede de 0,3 a 3 mm de comprimento e suga a seiva das videiras. O seu ciclo de vida é muito mais completo em videiras americanas, mas isso não impede a sua propagação aqui. Sorte é para os viticultores chilenos, pois no Chile a praga ainda não se instalou.
Existe uma espécie que pode ser posta no conceito de filoxera: a filoxera-das-pereiras. Era nativa de Portugal e atacava as pereiras, mas foi espalhada por todo o Mundo.


As moscas-brancas pertencem à família Aleyrodidae.

Mais outra praga. Existem 1550 espécies de moscas-brancas. Alimentam-se da parte inferior das plantas, o que as torna difíceis de localizar para os agricultores. As espécies mais conhecidas são a mosca-branca e o piolho-farinhento.
Pouca gente tem habilidade de matar este minúsculo insecto branco parente dos percevejos.
Uma forma natural é aproveitar os predadores da zona para as comer. Entre eles temos percevejos, crisopas, joaninhas e moscas. Há também parasitóides, nomeadamente dos géneros Encarsia, Erectomocerinae e Amitus, que atacam as moscas-brancas.
Ainda existem fungos parasíticos que atacam os insectos: os fungos entomopatogênicos. E a mosca-branca é um insecto que é atacado regularmente por fungos como o Beauveria bassiana.
Sabiam que na Amazónia existe um grupo de fungos que controla a população de insectos libertando esporos nos organismos dos bichos deixando o fungo crescer dentro do insecto?!


A ordem Thysanoptera constitui os tripes.

Os tripes são mais outra praga. Medem entre 0,5 mm e 13 mm e são escuros na fase adulta.
Por vezes também é chamada de lacerdinha.
Existem outras espécies que são castanhas, amarelas, alaranjadas e mesmo esbranquiçadas. As asas são franjadas por isso é que é assim o nome da ordem (thysano = "franja" ptera = "asa").
Nem todos os tripes são pragas. Só os que se alimentam de plantas. Ainda há predadores, polinizadores e comedores de esporos e hifas de fungos. Alguns podem-se alimentar de exsudatos de borboletas, succionar sangue ou serem ectoparasitas de outros insectos.


A superordem Endopterygota constitui a ordem Neuroptera que tem as formigas-leão (crisopas).

Há insectos que são verdadeiras pragas. Alguns são feios, mas não são pragas. Outros são bonitos e são pragas. Este último exemplo foi o que a crisopa adoptou.
Também é chamada formiga-leão, mas o nome não tem nada a ver com ela. Já a larva não é que se confie. Uma espécie de formiga-leão tem uma larva que nasce gorda e com mandíbulas aterradoras. A larva esconde-se na areia à espera de uma presa.
A crisopa-verde tem uma maneira de proteger a ninhada. Ela liberta um fio de seda colada a um caule. No fim do fio de seda põe o ovo. Os ovos, todos pendurados por um fio de seda não são vistos pelos predadores e assim as larvas nascem sãs e salvas.


A ordem Coleoptera constitui os besouros.

Existem várias espécies de besouros. Os besouros são normalmente atribuídos a todas as espécies da ordem Coleoptera.
Existem cerca de 350 000 espécies de besouros e muitos têm formas completamente diferentes.
O besouro-girafa tem um longo pescoço que lhe permite chegar mais rápido à alimentação e ver melhor os predadores na área.
O dístico, ou escaravelho-de-água, nada na água a partir de um jacto. Também é um predador, agarrando girinos e larvas de insectos aquáticos para lhes absorver as vísceras!



Os escaravelhos são tipos de besouros que pertencem à família Scarabeidae.

O escaravelho-rinoceronte é um exemplar da família Scarabeidae. Este consegue levantar pesos tão grandes que é o equivalente a um homem levantar uma baleia-azul. Em comparação à formiga, que levanta pesos equivalentes a um homem levantar um carro, o escaravelho-rinoceronte é um insecto muito forte.
Outro exemplar é o bosteiro. Dezenas de bosteiros dirigem-se para um excremento de herbívoro. Estes conseguem cheirar um excremento à distância de um campo de futebol americano. Defendem ferozmente a sua bola de excremento para levá-la a casa. Usam-na para alimento e até berçário!


As joaninhas são besouros da família Coccinellidae.

A joaninha pertence a uma família com cerca de 4500 espécies. As joaninhas medem de 1 a 10 mm e podem viver cerca de meio ano em toda a vida. Os ovos eclodem em 1 semana. A fase larvar passa em 3 semanas.
São bonitas e amigas dos agricultores porque são predadores de pulgões, afídios, moscas-da-fruta, piolhos-da-folha e outras pragas. Muitas nem chegam a ajudar a controlar as pragas, pois alguns agricultores não dão proveito da sua presença e usam químicos que as matam.
Existem 3 espécies de joaninhas que são muito importantes para o controlo das pragas: a joaninha-australiana, a joaninha-vermelha e a joaninha-de-sete-pontos. Só a joaninha-de-sete-pontos é originária daqui, mas as outras espécies introduzidas não causam nenhum desequilíbrio no ecossistema.
Existem joaninhas matreiras que comem plantas em vez de pragas.


Os gorgulhos são besouros pertencentes à família Curculionidae.

Os gorgulhos têm uma longa tromba que lhes dá a capacidade de cheirar melhor do que qualquer outro besouro.
Algumas espécies são consideradas pragas. Os gorgulhos atacam o milho, a cana-de-açúcar, o algodão e muitas espécies de palmeiras. Mas o gorgulho mais conhecido é o gorgulho-do-arroz.
Os gorgulhos selvagens atacam as árvores e frutos. É aí onde a tromba actua. Esta faz um furo na casca espessa ou aproveita uma fenda no tronco para sugar a deliciosa seiva das árvores.
Existem 40 000 espécies destes pequenos insectos espalhados por todos os continentes excepto Antárctida.


A ordem Strepsiptera tem cerca de 600 espécies.

Estes insectos pertencem à ordem Strepsiptera que significa "asas em forma de ângulo".
Medem de 1,6 a 4 mm. Este é um macho, pois tem asas que lhe permitem voar em busca de alimento. Já as fêmeas não têm asas e geralmente sem patas. Em espécies parasitas, a fêmea fica no hospedeiro para toda a vida.
Estas criaturas são parentes próximas das crisopas, escaravelhos, gorgulhos, pulgas, moscas, borboletas, formigas e vespas.
O macho vive só 5 dias na fase adulta, tal como os seus parentes próximos: as moscas.



A ordem Mecoptera constitui as moscas-escorpião.

Mas que insecto bizarro! Existem 555 espécies de moscas-escorpião e algumas encontram-se em Portugal. Tenham calma. Este insecto não é perigoso, mas o facto mais estranho sobre este animal é que aquilo não é um ferrão, mas são os genitais!!!
A fêmea, no acasalamento, pode comer o macho, mesmo que este tenha um ferrão. Por isso o macho oferece-lhe um insecto morto para saber que o macho não se trata do almoço.


A ordem Siphonaptera constitui parasitas: as pulgas!

As pulgas alimentam-se do sangue dos seus hospedeiros, que são mamíferos ou aves. Podem transmitir doenças como o tifo e a peste bubónica. A peste negra, por exemplo, foi transmitida por pulgas de ratazanas introduzidas na Euroásia e Norte de África.
Uma pulga pode saltar 200 vezes o seu comprimento (5 mm por 1 metro). Isto seria o equivalente a uma pessoa saltar de uma ponta a outra, uma fila de mais de 10 baleias-azuis!
Existem 16 famílias de pulgas, cada uma está especializada em 1 ou mais grupos de animais como hospedeiros.



Uma espécie típica de pulga é o bicho-de-pé.

Quem acreditaria que ISTO é uma pulga. É na realidade uma pulga com um abdómen muito gordo! É comum nas zonas rurais e é originário da América do Sul. Também é chamado de batata e bicho-do-porco.
O bicho-de-pé pode causar infecções e transmitir o tétano. Quem anda muitas vezes descalço pode apanhar com este parasita de menos de 1 mm.
Só a fêmea grávida se alimenta de sangue para poder ganhar energia adicional para depois pôr os ovos.



A ordem Diptera constitui os insectos a que nós faríamos tudo para não existirem: as moscas.

As moscas são feias e ninguém gosta delas. O facto é que, para além de serem sujas, é de que chateiam muito. Mas controlam o equilíbrio do ambiente, pois mantêm o planeta limpo! Eliminam os excrementos de animais e também podem ajudar na polinização.
Mas, por outro lado podem ser parasitas indesejáveis. Algumas varejeiras põem os ovos noutros animais, como vacas, formigas e até mesmo humanos. A mosca-tsé-tsé, da África tropical transmite a doença do sono que só actua em mamíferos.
A mosca-assassina é um predador eficiente, controlando pragas.


Parentes das moscas são outras pestes: os mosquitos.

Os mosquitos são horríveis. Sugam o sangue das pessoas. Mas isso é só obra das fêmeas, pois os machos têm um incrível gosto para flores.
O mosquito-da-malária e o mosquito-da-dengue transmitem doenças letais. A malária é a que mais mata, e o mosquito-da-malária expandiu-se por todos os continentes, excepto Antárctida. Por ano morrem em média 930 000 pessoas, 9300 vezes mais mortes do que as feitas por cães. Mas a culpa não é propriamente do mosquito e sim do protozoário Plasmodium que transmite a verdadeira doença.



A ordem Trichoptera constitui as friganas.

As friganas têm pouco tempo de vida adulta e assemelham-se às efémeras, apesar de serem mais parentes próximos das crisopas. As larvas são aquáticas e protegem-se construíndo a sua própria concha com pedras, cascalho, areia, folhas, exosqueletos e pérolas.



A ordem Lepidoptera constitui as borboletas.

Quando pensávamos que todos os insectos eram pragas, aqui temos os bichos mais bonitos desta classe. Existem várias espécies de borboletas e quase todas não são pragas. Existem várias espécies que são classificadas a partir da forma das lagartas.
A borboleta-monarca nasce a partir de um ovo e começa por uma lagarta. Esta está constantemente a comer folhas de asclépia que têm toxinas. Essas toxinas acumulam-se na lagarta durante a fase da crisálida. Depois de sair dessa cápsula de transformação, torna-se uma borboleta com asas tóxicas! É verdade, a borboleta-monarca é tóxica, mas só para quem a come. Depois da transformação faz a migração mais bonita de todas. Invernam no México onde ficam em cachos e que ao longe parecem mais folhas mortas. Depois de acordarem a floresta mexicana torna-se uma nuvem de insectos a voarem de um lado para o outro e retornam à sua terra natal: a América do Norte. Acasalam, põem os ovos e depois morrem.


As mariposas, ou traças, são espécies de borboletas menos bonitas e desejadas.

Agora, as borboletas já são pragas. As traças comem roupa, mas outras são polinizadoras ou até sugadoras de sangue como a recém descoberta traça-vampiro! A mais engraçada foi descoberta no ano passado: a traça-caniche. Mas há pessoas que dizem que a descoberta é falsa e que é tudo montagem. A maior é a borboleta-atlas e, ao contrário das traças domésticas, é inofensiva.
As traças têm um forte sentido de olfacto podendo cheirar um milionésimo de grama de odor de uma fêmea a centenas de metros de distância.


A ordem Hymenoptera constitui as formigas.

Chega de falar de pestes, porque estes pequenos bichos têm grandes capacidades.
As formigas encontram-se em todos os continentes, excepto Antárctida. No entanto, o peso de todas as formigas da Terra ultrapassa a de todos os humanos existentes. Uma rainha põe cerca de 300 000 ovos que nascem em menos de uma semana.
Diferentes espécies adaptaram-se a diferentes eventos. A formiga-touro tem longas mandíbulas e um ferrão com veneno! A formiga-soldado tem mandíbulas mais potentes para dominar os animais mais poderosos, mas esta pode roubar as larvas a outras formigas para lhe ajudarem nas suas tarefas diárias quando crescerem. As formigas-de-fogo constroem jangadas com os seus próprios corpos para poderem sobreviver às inundações. As formigas-cortadoras-de-folhas cortam as folhas e levam-nas ao seu ninho. O objectivo destas formigas é usar as folhas como adubo para o seu próprio alimento: um fungo que só vive nas colónias de formigas-cortadoras-de-folhas.


As abelhas são parentes próximos das formigas.

As abelhas são conhecidas por viverem em colónias. Normalmente referimo-nos às abelhas domésticas. Precisam de visitar cerca de 5 milhões de flores para fabricarem 1 kg de mel! Para todas as abelhas saberem, uma tem de anunciar a existência de melhores flores através de danças e vibrações. O néctar é o seu alimento, mas estas também podem ficar bêbadas. A seiva açucarada pode descontrolar a abelha e a colmeia controla-a ou  expulsando-a da colónia ou matando-a!
Ainda existem abelhas que não vivem propriamente em colónias. Uma espécie australiana tem machos que lutam à volta da fêmea para acasalarem, mas muitas vezes, quando o objectivo é expulsar ou matar os machos, é a fêmea que sofre as consequências!


As vespas são as mais agressivas.

O aspecto de predador da vespa é de enganar, pois não é totalmente carnívora. Mas, um facto, é que são realmente agressivas. No entanto, são inventoras. Foram elas que inventaram o papel, afinal o papel foi inventado há já 145 milhões de anos.
As vespas-gigantes-do-Japão podem matar e caçar um louva-a-deus com muita mais facilidade. Mas quando se trata de atacar uma colmeia de abelhas, já é mais perigoso! As abelhas nativas do Japão fazem uma bola feita por elas mesmo, rodeando a vespa, que fica dentro da bola. A vespa morre com o calor dos corpos das abelhas!


Curiosidades sobre insectos:

Comer insectos pode ser a melhor forma de controlar a fome no Mundo, pois os insectos consomem muito menos dióxido de carbono do que as aves e mamíferos.

Os Grylloblattodea conseguem viver em montanhas com um frio intenso, mas podem morrer com o calor de uma mão humana!

O escaravelho-bombardeiro atira ácido a partir do ânus. Serve para sobreviver aos ataques de predadores e pode aquecer até aos 100º C!

O maior animal inteiramente terrestre da Antárctida é um mosquito sem asas com 1,8 centímetros!

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