quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Primatas

Os primatas são uma ordem de mamíferos perfeitamente adaptado à vida nas árvores, à alimentação omnívora e à inteligência suprema. Constituem os lóris, os lémures, os társios, os gálagos, os macacos, os saguins, os uacaris, os babuínos, os lângures, os gibões, os orangotangos, os gorilas, os chimpanzés... e por fim os humanos.

Existem cerca de 15 famílias vivas actualmente:

  • Strepsirrhini
  • Adapiformes
  • Adapidae
  • Notharctidae
  • Sivaladapidae
  • Lemuriformes
  • Cheirogaleoidea
  • Cheirogaleidae
  • Lemuroidea (lémures)
  • Lemuridae
  • Lepilemuridae
  • Indriidae
  • Chiromyiformes
  • Daubentoniidae (ai-ai)
  • Loriformes
  • Loridae (lóris)
  • Galagonidae (gálagos)
  • Haplorrhini
  • Tarsiiformes
  • Tarsiidae (társios)
  • Simiiformes
  • Platyrrhini (macacos do Novo Mundo)
  • Ceboidea
  • Cebidae
  • Callitrichinae (saguins e micos-leões-dourados)
  • Cebinae (macacos-prego e caiararas)
  • Saimiriinae (macacos-de-cheiro)
  • Nyctipithecidae (macacos-da-noite)
  • Pitheciidae
  • Callicebinae (sauás ou guigós)
  • Pitheciinae (parauaçus e uacaris)
  • Atelidae
  • Alouattinae (bugios ou guaribas)
  • Atelinae (macacos-aranha, macacos-barrigudo e muriquis)
  • Catarrhini (macacos do velho Mundo e hominóideos)
  • Cercopithecoidea
  • Cercopithecidae
  • Cercopithecinae (babuínos, mandris e correlatos)
  • Colobinae (lângures e colobos)
  • Hominoidea
  • Hylobatidae (gibões e siamangues)
  • Hominidae (chimpanzés, gorilas, orangotangos e humanos)



A subordem Strepsirrhini constitui a extinta infraordem Adapiformes com a família Adapidae.

Estes são 2 dentes fossilizados de Adapis parisiensis. Este primata primitivo viveu no Eocénico Inferior no que é hoje a Europa, Norte de África, Norte e Centro de Ásia e América do Norte. Naquela época, o clima nessas regiões era tropical onde poderiam se desenvolver espécies de mamíferos como macacos, tamanduás e tatus em locais muito frios hoje em dia!
Muito provavelmente, o Adapis era um omnívoro, alimentando-se de folhas, frutos, néctar, mas principalmente insectos, larvas e vermes. Os seus parentes mais próximos hoje em dia são os lémures, gálagos, lóris e ai-ais.


A família Notharctidae viveu no Eocénico Inferior na América do Norte.

Aqui temos uma melhor ideia de como eram estes primatas pré-históricos. Esta espécie chamava-se Darwinius masillae.
Tal como vemos nesta ilustração, o Darwinius subia as árvores com agilidade. Podia ter vivido em grupos, com uma matriarca a guiar o grupo. Alimentava-se de frutos e néctar, assim como insectos, larvas, vermes e rãs.
Também podia ser mais terrestre, aproveitando as zonas abertas. As suas longas pernas permitiam-lhes saltar de ramo em ramo ou até poder saltar como um canguru em terra firme!
Ou seria um nocturno esquivo e monogâmico?
Os primeiros primatas eram pequenos e tinham uma grande semelhança com um dos seus parentes mais próximos: a tupaia.


A extinta família Sivaladapidae sobreviveu do Eoceno ao Mioceno nas restritas florestas densas do Sul da Ásia.

Este desenho antigo mostra como poderia ser este primata primitivo das florestas do Sul da Ásia.
Usando as suas mãos com polegares oponíveis, podia trepar árvores com mais de 30 metros de altura. Balançando-se podia escapar aos predadores como as aves de rapina e seguros da ameaça das aves-do-terror (aves não voadoras de 3 metros de altura com um bico largo e curvo, os seus parentes mais próximos deviam ser os grous ou os patos).
A cauda era muito pequena para o seu corpo o que poderia contrariar a ideia de ser ágil nas árvores. Muito provavelmente seria um nocturno à procura do seu alimento. Nessas alturas as aves de rapina (águias e falcões) não estavam activos e as corujas (que eram activas de noite) eram demasiado pequenas para apanhar um primata deste tamanho.
A maior parte dos primatas do Eocénico viviam em florestas tropicais do Hemisfério Norte onde se baloiçavam pelos ramos das árvores e que alimentavam-se de sementes, frutos, folhas, néctar, insectos, larvas, vermes, minhocas, rãs, répteis e, ocasionalmente, pequenos mamíferos e aves.



A infraordem Lemuriformes tem a subfamília Cheirogaleoidea com a família Cheirogaleidae.

Esta família é exclusiva de Madagáscar. As mais pequenas e queridas criaturas do Mundo dos primatas são estas.
O género Microcebus pertence às espécies mais pequenas da ordem dos primatas. Têm grandes olhos que lhes permitem ver facilmente por entre o escuro da noite e detectar os frutos e insectos de que se alimenta. Também é conhecido como lémur-rato.
No filme Madagascar, os 3 famosos lémures estão associados a diferentes espécies, mas o pequeno lémur castanho com olhos grandes, o Mort, é um Microcebus.


A superfamília Lemuroidea tem a família Lemuridae.

E aqui temos o Rei Juliano de Madagascar. É normalmente conhecido como lémur-de-cauda-anelada e tenho a certeza de que não preciso de dizer porquê. O grupo é liderado por uma matriarca que guia o grupo por entre as matas de Madagáscar. Ela acasala com um macho que passa a ser macho dominante e para conseguir este feito, os machos mordem-se, rebolam e libertam um odor ofensivo idêntico ao dos sovacos humanos!
Outro lémur é o sifaca que é branco com uma cara preta e que salta de um lado para o outro como um canguru. O sifaca aparece no filme Dinossauro como família adoptiva de um Iguanodon, apesar de os sifacas não terem existido durante o tempo dos dinossauros.


A família Lepilemuridae constitui os actuais lémures-cinzentos.

O lémur-cinzento pertence ao género Lepilemur, o único da família.
Há 50 milhões de anos, Madagáscar separou-se do continente de origem, África. Nessa altura haviam gálagos a saltar pela floresta. Quando Madagáscar se separou de África, esses gálagos tiveram liberdade para evoluir das mais variadas formas e tamanhos longe da evolução de outras criaturas no continente africano.
Com esta isolação, os gálagos evoluíram para 5 famílias distintas: cada uma podendo ser associada ao conceito lémur. Esta ilha isolada não só permitiu a evolução dos lémures, mas de muitas outras espécies de insectos, rãs, tartarugas e aves como a vanga-de-prevost. E ainda a extinta ave-elefante que punha um ovo do tamanho de um tabuleiro. Ainda evoluiu, a partir de um mangusto, a fossa que é o predador mais temido dos lémures.
O lémur mais impressionante já foi extinto. Chamava-se lémur-gigante e tinha o tamanho de um gorila-de-dorso-prateado sendo demasiado grande e pesado para subir às árvores ou para ser comido por um predador tão diminuto como a fossa.


A família Indriidae tem o maior lémur actual: o indri.

Existem 11 espécies desta família com várias cores, tamanhos e feitios. No entanto, o indri é o maior e o mais conhecido de todos. A espécie que aparece na imagem não é um indri, mas um parente da mesma família.
O indri tem uma face e orelhas pretas, uma nuca branca, o dorso, mãos, pés e joelhos pretos, rabo, pernas e braços brancos e um ventre cinzento. A cauda é tão pequena que é apenas vestigial, sendo o único lémur com esta característica.
Faz sons ecoantes pela floresta. Assemelham-se a gritos de dor ou lamentação que levou aos madagascarianos a considerá-los animais sagrados. É proibido matar ou comer um indri, senão é decapitado ou mutilado.


A infraordem Chiromyiformes tem a família Daubentoniidae (ai-ai)

A única espécie da família chama-se ai-ai. Pouca gente afirmaria que o ai-ai era um primata, muito menos um lémur. Tem orelhas enormes, uma cauda tufada e dentes incisivos cortantes. Nunca foram animais sagrados para os madagascarianos, muito pelo contrário! É o primata mais estranho do Mundo!
Mas o mais bizarro é o seu dedo do meio da pata dianteira que é longo e fino. Não é usado para ofensa, mas para a caça! Bate o dedo na madeira da árvore e, com a ajuda das suas grandes orelhas, consegue ouvir os espaços ocos onde pode estar escondida uma larva. Aí o dedo torna-se uma lança para espetar na presa e levá-la à boca.


A infraordem Loriformes tem a família Loridae.

Este é o lóris-delgado-vermelho. Um primata típico do Sudeste Asiático.
Desde que um vídeo no YouTube mostrou um lóris fofinho como animal de estimação na casa de um humano, esta família passou a ser muito mais conhecida o que levou a que vendessem mais destes animais em casas de humanos e morressem lá sem boas condições de vida.
O mais estranho é o facto de o lóris-lento ter uma mordedura venenosa! Quando ameaçado, o lóris lambe uma secreção dos sovacos que depois de misturada com saliva torna-se num veneno mortal. Já matou pessoas com mordidas venenosas próprias para impedir a ferida de sarar!


A família Galagonidae pertence a um grupo de primatas primitivos da África Central.

Este lindo bebé primata pertence a uma família de 19 espécies constituídas pelos gálagos.
Os gálagos alimentam-se de folhas, frutos, néctar, flores, insectos, larvas, vermes, rãs e répteis. Esta alimentação deve-se ao facto de subir às árvores com agilidade. Mas este animal nocturno tem os seus predadores: aves de rapina, cobras, pitões, mangustos, leopardos e até chimpanzés.
Para poder escapar destes predadores armados com bicos, veneno, músculos, inteligência, dentes e ferramentas, o gálago usa as patas longas e robustas para saltar nas árvores e no solo como um canguru.


A subordem Haplorrhini tem a infraordem Tarsiiformes com a família Tarsiidae.

O aspecto de primata primitivo pode fazê-lo assemelhar-se aos Strepsirrhini, mas o facto é que os seus parentes mais próximos são os macacos, os símios e nós.
O que mais parece um extraterrestre é na verdade um társio do Sudeste Asiático. As suas patas têm ventosas para trepar as árvores mais facilmente o que torna as mãos do társio bizarras. E os olhos são os maiores em relação ao tamanho do crânio no Mundo dos primatas. São tão grandes que os olhos não podem virar-se para um lado e para o outro. Para ver o que está à sua volta adaptou um pescoço flexível que lhe dá um ângulo de visão semelhante ao da coruja.


A infraordem Simiiformes tem a parvordem Platyrrhini (uma classificação muito inconveniente), com a superfamília Ceboidea que tem a família Cebidae e a subfamília Callitrichinae.

Os Platyrrhini são todos os primatas não humanos que vivem na América também conhecidos por macacos do Novo Mundo.
Este é o saguim-imperador. Os seus bigodes brancos dão muito nas vistas, mas, tal como nós humanos, não servem para detecção de movimento só para dar nas vistas. Outros saguins são por exemplo os micos-leões-dourados com um laranja intenso e bonito. O mais pequeno de todos os macacos do Novo Mundo é o titi-pigmeu. No entanto é um dos mais impressionantes. As famílias de titis são rivais íntimos competindo pelos melhores territórios com alimento. Mas uma árvore com seiva apetitosa atrai as 2 famílias e pode originar uma batalha de pigmeus.


A subfamília Cebinae constitui espécies de primatas relativamente maiores que os saguins.

Estes macacos são muitas vezes conhecidos como macacos-prego. Vivem em grupos onde se alimentam de figos e outras matérias vegetais e de vez em quando insectos, larvas e rãs.
Tal como a maioria dos macacos, emite uma série de vocalizações ecoantes por entre a floresta Amazónia de modo a avisar os outros grupos, a comunicar com os amigos, a avisar outros macacos e para alertar sobre um potencial perigo na zona. Os perigos do macaco-prego consistem nos jaguares e boas, mas o principal predador é a harpia, uma águia enorme com garras e patas potentes para levar um macaco ao jantar.


A subfamília Saimirinae constitui os curiosos e divertidos macacos-esquilos.

Não é todos os dias que um grupo de macacos salta por cima de ti e começa a catar-te, a inspeccionar-te e a divertir-te. Mas se fores fazer uma expedição na Amazónia, um grupo habituado aos humanos pode ver-te como um bom amigo (desde que haja comida disponível).
Infelizmente, algumas populações deixaram de ter confiança nos humanos e passaram a ser esquivos nas profundezas da floresta. Isso porque os nativos tratavam-nos como coelhos, usando armas para os matar e comer, mas não era assim tão frequente.



A família Nyctipithecidae constitui um grupo de macacos nocturnos: os macacos-da-noite.

O macaco-da-noite-de-Azara, na imagem, tal como todos os outros macacos-da-noite, são o equivalente americano dos társios. Apesar de não terem ventosas nas mãos é muito ágil, conseguindo saltar de árvore em árvore. O társio é igualmente ágil, sendo uma característica que prova a existência desta espécie no grupo dos macacos e hominóideos.
O macaco-da-noite alimenta-se de frutos, flores, bagas, folhas e larvas. Mas tem de o fazer à noite para evitar ser visto por predadores diurnos como as harpias. Prova disso são os enormes olhos que não são característicos de mais nenhum outro macaco.


A família Pithecidae constitui a subfamília Callicebinae.

Os macacos da subfamília Callicebinae chamam-se normalmente de sauás. Gostam muito de subir às árvores à procura de frutos, folhas e flores de que se alimenta.
Os seus principais predadores são a harpia, o jaguar, a jibóia e o urubu. Para escapar dos predadores balança-se por entre os ramos e lianas da floresta, usando a sua cauda longa para distribuir o peso enquanto caminha.
Tal como muitos macacos sul-americanos, foi considerado um animal fofinho. Quando os europeus cá chegaram importaram macacos como saguins, titis, macacos-esquilo e os nossos sauás para animais de estimação. E agora está a ficar cada vez mais comum.


A subfamília Pitheciinae constitui os uacaris.

Não é à toa que lhe chamam uacari-vermelho. Algumas pessoas que estavam contra o poder de Hitler vieram a saber sobre este macaco e usaram-no como ofensa para o militar!
O uacari, no entanto, é um animal curioso e gentil. Ninguém sabe bem ao certo para que serve o vermelho da sua cabeça, mas pode servir para afugentar rivais ou atrair as fêmeas. Quanto mais vermelho for, mais atraente e forte é.


A família Atelidae constitui a subfamília Alouattinae.

Este é o macaco-uivador. Não é nada mais nada menos que um grande macaco castanho que uiva. Mas o uivo pode ser ouvido a 10 km de distância! É o som mais alto produzido por um animal terrestre!
Os macacos-uivadores uivam muitas vezes juntos e gostam de fazer amizades com os seus familiares e colegas. Fazem amizades normalmente catando e partilhando comida uns aos outros.
Alimentam-se de frutos, folhas e pequenos animais na copa das árvores. É um perigo para os macacos porque é o local preferido para as harpias caçarem e o macaco-uivador é a presa preferida da águia.



A subfamília Atelinae constitui os macacos-aranha e os macacos-barrigudos.

O macaco-aranha-preto, na imagem, é chamado assim porque as suas longas patas ajudam-no a subir as árvores mais facilmente com a ajuda da sua cauda preênsil. Chama-se assim porque a cauda funciona como uma pata adicional e porque é preto. Esta agilidade ao subir as árvores ajuda-o a evitar ser atacado pelas harpias, sendo uma presa difícil.
Outros macacos da subfamília são o macaco-barrigudo, que se assemelha mais ao macaco-uivador, e os muriquis que são brancos com a cara preta, tendo maiores semelhanças com os macacos-aranha.



A parvordem Catarrhini tem a superfamília Cercopithecoidea só com a família Cercopithecidae que tem a subfamília Cercopithecinae.

O macaco-de-gibraltar é o único primata não humano que vive em liberdade na Europa. Tal como muitos macacos do seu género (Macaca), este não tem cauda. O macaco-japonês vive nas montanhas geladas cobertas de neve do Japão, mas a partir dos anos 60 uma fêmea descobriu que se podiam aquecer nas águas termais.
Ainda há os babuínos da África como o gelada, que é super agressivo, tem juba e cauda de leão e anda de forma quadrúpede que mais lembra o rei da selva! O mandril é o mesmo macaco que aparece no filme do Rei Leão a que lhe chamam Rafiki.


A subfamília Colobinae constitui os colobos, os langures e outros.

Os langures vivem na Ásia e há montes de espécies pelas florestas e montanhas. Na Índia é proibido matar um langur, é um crime religioso. Isso é difícil de aceitar para os vendedores de legumes e fruta, já que eles estão sempre a roubar comida vinda dos mercados. São pequenos ladrões!
Outros são os colobos que vivem em África. O colobo-preto-e-branco é preto e branco e alimenta-se de folhas e frutos.
O mais bizarro vive nas florestas do Sudeste Asiático. É o macaco-narigudo com um nariz gordo e proeminente que só aparece nos machos. Outra característica estranha é o pénis que é longo e vermelho, mais parece uma malagueta! Ninguém sabe ao certo para que serve o nariz, mas pensa-se que quanto maior for, melhor é!


A superfamília Hominoidea constitui a família Hylobatidae.

Os gibões pertencem a esta família. Não têm cauda, mas têm braços grandes para se balançar com agilidade superior à de outros primatas. No Sudeste Asiático, as florestas são densas por baixo e por cima é mais fácil caminhar por entre a copa das árvores. Caso um ramo partir, o gibão estende a mão em direcção a um ramo impedindo que o primata se parta todo no chão. Os únicos ferimentos que pode ter nesta viagem louca são mãos partidas que depois voltam a sarar. São tão confiantes na loucura que fazem, que até puxam caudas e orelhas de tigres, na brincadeira!
O siamangue pertence à mesma família, mas é preto e tem uma bolsa enorme na garganta que liberta um som ecoante por toda a floresta.


A família a que nós pertencemos é a família Hominidae.

Inteligentes, perversos e sociáveis. É isso que faz com que os hominídeos não humanos têm a ver connosco. Estes têm tudo o que necessitam para serem considerados semelhantes a nós... ou não!
O orangotango é o único hominídeo não humano existente na Ásia. O gorila vive em grupos nas florestas de África. Os chimpanzés também.
Mas o mais estranho de todos os hominídeos é o bonobo. É o segundo parente mais próximo de nós, depois do chimpanzé-comum, mas o seu comportamento parece contrariar. O bonobo cumprimenta e resolve conflitos fazendo relações sexuais: machos com machos, fêmeas com fêmeas, crias com adultos, crias com crias e machos com fêmeas!!!


A nossa espécie é tarada:

Nós somos dos poucos animais que faz sexo por prazer. Bonobos, como já vimos, são um exemplo, mas sabiam que até os golfinhos fazem isso?

Nós somos animais muito bem adaptáveis, pois desenvolvemos capacidade para pegar em materiais e construir ferramentas para melhor conforto da nossa vida e fazer-nos imunes às doenças. Mas no fundo somos fraquinhos comparados com os outros animais. O ouriço-do-deserto tem imunidade para resistir ao veneno da cobra mais venenosa do Mundo. O corvo pode até comer plástico graças aos seus sucos gástricos fortes!

Fazemos experiências aos outros animais e a nós próprios. Ilya Ivanov (1870-1932) era um biólogo russo que queria fazer um humanzé (híbrido entre humano e chimpanzé). Ivanov capturou 3 fêmeas de chimpanzé e inseminou lá esperma humano. Nenhuma das 3 fêmeas deu um bebé, mas Ivanov ficou ainda mais doido: tentou pôr esperma de símio numa mulher humana!!! Impressionantemente houveram voluntárias, mas o orangotango morreu. Ivanov deixou de ter apoio do governo e nuca chegou a registar-se um humanzé.

Extinguimos o nosso próprio habitat. Fomos nós que exterminamos as cerca de 6000 espécies que foram extintas depois da pré-história. É verdade, nós somos apenas uma espécie inocente de símio que mudou o Mundo de mal a pior. O futuro está dependente das acções de todos e de tudo aquilo que nos rodeia!

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