domingo, 22 de dezembro de 2013

Anfíbios

Os anfíbios pertencem a um grupo de vertebrados que vive tanto na terra como na água, não têm escamas, pêlo ou penas e os seus ovos são postos na água onde começam a sua vida larvar, mas alguns são postos no dorso ou na boca dos progenitores e nascem já desenvolvidos.

Existem 3 ordens vivas:

  • Labyrinthodontia
  • Lepospondyli
  • Lissamphibia
  • Urodela (salamandras)
  • Anura (sapos, relas e rãs)
  • Gymnophiona (cecílias)



Os Labyrinthodontia eram uma subclasse extinta de anfíbios que surgiu no Devónico e extinguiu-se no Cretácico.

Este é o Koolasuchus. Media 5 metros de comprimento e vivia há 120 milhões de anos na Austrália. Alimentava-se de peixes, tartarugas, lagartos e até dinossauros como o Lealynnasaura, caçando de surpresa como um crocodilo.
Os labirintodontes (Labyrinthodontia), foram os primeiros anfíbios da Terra, assim como os maiores. O primeiro foi o Acanthostega que media cerca de 1 metro e tinha patas com 8 dedos! A seguir temos o Ichtyostega com o mesmo número de dedos e do mesmo tamanho. Ambos surgiram há 360 milhões de anos, no que é hoje a gélida Gronelândia.
O maior de todos os labirintodontes era o Prionosuchus de há 260 milhões de anos, no Brasil. Mais parecia um crocodilo e media cerca de 9 metros! Há 290 milhões de anos, no Texas, havia outro grande anfíbio com dentes afiados e com 3 metros de comprimento: o Eryops.




A subclasse Lepospondyli constitui grupos primitivos de anfíbios.

Esta é a anatomia do Diplocaulus. Era um pequeno anfíbio de 15 centímetros e que viveu nos pântanos do Texas há 300 milhões de anos.
Usava a sua língua comprida para capturar os vermes e insectos de que se alimentava. O mais estranho, o que não se vê bem neste desenho em perfil, é uma cabeça em forma de meia-lua! Talvez podia ser usada para detectar os impulsos eléctricos das presas através de sensores especializados.
Outro anfíbio era o Ophiderpeton que não tinha patas e era esguio como uma cobra.



A actual subclasse Lissamphibia tem a ordem Urodela.

Existem várias espécies por todos os continentes, excepto Antárctida. Têm 4 patas e uma longa cauda.
As salamandras são um exemplo. A salamandra-de-pintas-amarelas aparece em Portugal e segrega um líquido irritante na nuca e dorso. A salamandra-lusitana pode soltar a cauda como uma lagartixa e voltar a crescer. O axolotle vive em grutas americanas e se perder uma pata, esta volta a crescer.
Há ainda os tritões, que são mais dependentes da água. O tritão-de-ventre-laranja tem um veneno forte. Quando uma rã-touro come o tritão este sai pela boca dela, já morta!


A ordem Anura constitui todos os anfíbios sem cauda.

Este é o sapo-dourado, já tinha sido extinto na América do Sul devido à desflorestação. No entanto, hoje a maior parte de sapos, rãs e relas está ameaçada devido a uma bactéria que afecta a pele do sapo e impede-o de respirar.
A mais impressionante de todas as rãs é a rã-dos-bosques. No Inverno, a rã fica congelada e a água entre as células e veias congela chegando até ao coração. A única vida que se encontra na rã são nas células que armazenam as proteínas e que lutam para conseguir viver. Depois a rã morre! Depois de uns impulsos nervosos e eléctricos, a rã ressuscita dos mortos!!!


A ordem Gymnophiona constitui anfíbios actuais que na idade adulta não têm patas.

Todos os anfíbios da ordem Gymnophiona são chamados normalmente de cecílias. Encontram-se nas florestas da América do Sul e Central, nas florestas e savanas da África Central e Sudeste Asiático.
Têm uma boca pequena e são praticamente cegas. Alimentam-se então de colêmbolas e de vermes diminutos.
Não são venenosos, mas dentro do seu corpo tem toxinas letais que matam o animal que a quiser comer. Mas não se preocupem, podem pegar no animal sem se preocuparem, pois quem é que iria comer uma cecília.


Anfíbios de Portugal (venenosos ou não):

Salamandra-de-pintas-amarelas (preta com pintas amarelas, o veneno só é segregado no dorso e nuca e, ao contrário das serpentes, fica quieta no seu sítio e se a importunarem limita-se a fugir em vez de virar-se contra ti; só és afectado pelo veneno se a tocares e importunares; o veneno, no entanto não é mortal, mas pode causar irritações)

Salamandra-lusitana (castanha, pequena e esguia, liberta a cauda quando importunada; não é venenosa)

Salamandra-de-costelas-salientes (grande e castanha, vive em poças lamacentas; não é venenosa, mas em defesa abre as suas costelas e saem da pele espigões!)

Tritão-ibérico (dorso castanho e ventre laranja; não é venenoso)

Tritão-palmado (dorso castanho e ventre amarelo; não é venenoso)

Tritão-marmoreado (verde às pintas pretas no dorso e com ventre laranja; não é venenoso)

Tritão-marmoreado-pigmeu (mais pequeno e mais escuro que o tritão-marmoreado; não é venenoso)

Tritão-de-crista-italiano (escuro, foi introduzido nos Açores, sendo originário apenas da Itália e Balcãs; não é venenoso)

Sapo-parteiro-ibérico (beje-escuro, o macho transporta os ovos nas suas costas; não é venenoso)

Sapo-parteiro-comum (maior que o sapo-parteiro-ibérico e um pouco mais escuro, o macho também transporta os ovos nas costas; não é venenoso)

Rã-de-focinho-pontiagudo ou discoglosso (é um sapo verde com pintas verde-escuras e com uma pele lisa; não é venenosa)

Sapo-de-unha-negra (beje-esverdeado com riscas e pequenas pintas e uma barriga amarela; não é venenoso e tem uma calosidade na pata, mas não é usada para defesa, mas sim para escavar buracos)

Sapinho-de-verrugas-verdes (pequeno, verde às pintas pretas com pequenas verrugas nas costas; não é venenoso)

Sapinho-de-verrugas-verdes-ibérico (mais acastanhado que o sapinho-de-verrugas-verdes; não é venenoso)

Sapo-comum (enorme, com mais de 10 centímetros de comprimento, castanho com olhos vermelhos e pupila horizontal; não é venenoso)

Sapo-corredor (muito mais pequeno que o sapo-comum, sendo verde ou castanho com olhos de outra cor e ainda pupila horizontal; não é venenoso)

Rã-arborícola-europeia (verde com barriga branca e uma risca preta que vai dos olhos até às patas posteriores; não é venenosa e coaxa normalmente à chuva)

Rela-meridional (mais pequena e com a risca preta que vai dos olhos às patas anteriores; não é venenosa)

Rã-ibérica (pequena e castanha escura, camuflando-se muito bem nas folhas mortas; não é venenosa)

Rã-verde (a mais comum, sendo verde com pequenas pintas pretas, 2 listras amareladas no dorso e pupila circular; não é venenosa)

Rã-de-unhas-africana (introduzida, é maior que outras rãs com castanho e amarelo-claro misturados no dorso e com longas membranas interdigitais; não é venenosa)

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