sábado, 16 de novembro de 2013

Carnivora

Os Carnivora são mamíferos placentários que se dedicam a uma alimentação carnívora. Exemplos: felinos, canídeos, ursídeos, procionídeos, viverrídeos, hienídeos e focídeos.

Existem 16 famílias vivas:
  • Feliformia
  • Stenoplesictidae
  • Percrocutidae
  • Nimravidae
  • Nadiniidae
  • Feloidea
  • Prionodontidae
  • Barbourofelidae
  • Felidae
  • Viverroidea
  • Viverridae
  • Herpestoidea
  • Hyaenidae
  • Eupleridae
  • Herpestidae
  • Caniformia
  • Amphicyonidae
  • Canidae
  • Arctoidea
  • Ursoidea
  • Hemicyonidae
  • Ursidae
  • Musteloidea
  • Aliuridae
  • Mephitidae
  • Mustelidae
  • Procyonidae
  • Pinnipedia
  • Enaliarctidae
  • Odobenidae
  • Otariidae
  • Phocidae

A família Stenoplesictidae viveu entre o Eoceno e o Mioceno.


A família Percrocutidae viveu durante o Mioceno e o Plioceno.

Estes extintos animais foram durante muito tempo considerados da família dos hienídeos. Mas têm realmente muitas semelhanças.
O Dinocrocuta tinha maxilares poderosos que podiam partir ossos! Este enorme animal podia ser solitário ou vivia em grupos. Viveu no que hoje é a China.



Os Nimravidae eram outros carnívoros extintos entre o Eoceno e o Mioceno.

Este mamífero pré-histórico é o Hoplophoneus. Viveu na América do Norte entre 37 e 20 milhões de anos. Pesava 40 kg.
Os Nimravídeos eram diversos no tamanho. Mas uma caraterística de vários da família é de terem dentes de sabre. Não se deve confundir com os tigres-de-dentes-de-sabre (esses são na realidade felinos).



Os Nandiniidae são uma família de carnívoros em que só existe uma espécie nas florestas africanas.



Este raro animal pode assemelhar-se a uma gineta, mas, apesar de estar incluído nos Feliformia, ninguém sabe ao certo qual é o seu parente mais próximo.
Sabemos que é um carnívoro raro que habita apenas as florestas tropicais da África Oriental.
As suas presas favoritas são roedores, aves e morcegos, mas chega a roubar ovos e comer frutos.
São solitários e só se encontram na época de acasalamento.
Chama-se Nandinia binotata ou civeta-palmada-africana.






Na superfamília Feloidea temos a família Prionodontidae.


É um bocadinho estranho com este aspecto de alienígena na cara. Pode parecer uma gineta, mas é o parente mais próximo dos felinos!
Este é o Prionodon que ainda existe nas florestas tropicais da Ásia. É também conhecido como linsang asiático.
É ágil e solitário que trepa as árvores e cria as suas crias num buraco no meio de um tronco.





Os Barbourofelidae eram carnívoros extintos do Mioceno, mas muito próximos dos felinos.

Eram muito aparentados com os tigres-de-dentes-de-sabre da família Felidae. Os seus longos dentes eram muito frágeis, mas em compensação tina espáduas fortes e saltava suficientemente alto para apanhar um mastodonte nas costas!
Podiam ser solitários ou caçavam em grupo. Tinham uma boca que podia abrir até 90º! Isso permitia espetar os dentes na jugular da presa matando-a sem qualquer esforço.Podia derrubar um animal do tamanho de uma vaca, sozinho.
Outros tigres-de-dentes-de-sabre eram os da família Nimravidae e os da família Felidae (subfamília Machairodontinae).



A família Felidae constitui todas aquelas espécies da família dos gatos.

Constituem 2 subfamílias: Pantherinae (grandes felinos) e Felinae (gatos, linces e pumas). Há muitos autores que consideram a chita como estando na subfamília Acinonycinae. As subfamílias extintas são Machairodontinae (tigres-de-dentes-de-sabre) e Proailurinae (Proailurus).
São todos carnívoros (no entanto, o gato-doméstico é mais omnívoro). São quase todos territoriais e solitários, mas alguns caçam em pares e as chitas macho, tal como os leões, caçam em grupo.
Uma característica típica é a de que conseguem saltar muitos metros em relação ao comprimento do seu próprio corpo. Os gatos por exemplo conseguem facilmente saltar um muro de 1,20 metros. Os tigres podem saltar a cima do ombro de um elefante e os pumas podem subir paredes de rocha com 7 metros de altura!
Estão distribuídos, originalmente, por todos os continentes, mas os gatos vadios patrulham pela Oceânia. Só não existem felinos na Antárctida.



Na infraordem Viverroidea temos a família Viverridae.

Esta é a civeta-de-Owston. Vive nas florestas tropicais da Ásia.
Na família Viverridae temos as ginetas, civetas e binturongs da Europa, Ásia e África. Geralmente defendem-se com uma secreção anal que liberta um mau cheiro e estão adaptadas a uma vida nocturna e arborícola. Os binturongs estão mais adaptados à água.
Só existe uma espécie de viverrídeo em Portugal: a gineta. Também está distribuída pela África e Ásia, assim como na Espanha e Sul de França.



Na superfamília Herpestoidea temos a família Hyaenidae.

Podem parecer-se com canídeos, mas os seus parentes mais próximos são os herpestídeos e os euplerídeos.
Existem 4 espécies de hienas, todas de África e Ásia. A hiena-malhada, na imagem, é a que costuma comer as carcaças roubando-as dos leões nas savanas africanas. A hiena-castanha ronda as savanas e desertos do Sul de África costumando comer carcaças de focas. A hiena-riscada vive no Norte de África e Sudoeste da Ásia. O lobo-da-terra é um comedor de térmitas e vive em África.



A família Eupleridae constitui as fossas.

A fossa é um predador típico de Madagáscar. Muito provavelmente evoluiu a partir de um mangusto que ficou isolado quando Madagáscar separou-se de África há 50 milhões de anos.
É um carnívoro insaciável que sobe as árvores com agilidade. As suas presas favoritas são os lémures. Precisa-se de ter muita táctica para caçar estes primatas, mas a fossa é muito inteligente e estratégica.
Tornou-se muito famosa depois do filme Madagascar em que as fossas ameaçavam os lémures. No entanto as fossas apareciam com uma aparência muito mais felina do que na realidade é.
Os seus parentes mais próximos são os mangustos e os suricatas, nativos da Ásia, África e Europa.



A família Herpestidae é constituída pelos mangustos e suricatas.

Esta fotografia do Zoo de Londres mostra um suricata a divertir-se com uma caixa de votação colocada no recinto deles.
No entanto, os suricatas são muito inteligentes. Caçam em grupo presas que podem vir desde aranhas e escorpiões até esquilos e mesmo cobras-cuspideiras!
Os mangustos, tal como os suricatas, têm uma pelagem espessa e áspera que impede as cobras de injectarem veneno na superfície da sua pele.
O saca-rabos é um mangusto de Portugal.



Na subordem Caniformia temos a extinta família dos Amphicyonidae.

Viveram entre 46 e 2 milhões de anos. São normalmente chamados de cães-urso por terem grandes características dos canídeos e ursídeos. Existiam várias espécies, mas há 25 milhões de anos, quando a Ásia voltou a juntar-se com a América através do estreito de Bering, os cães-urso chegaram à América do Norte e concorreram com os Entelodons e Hyaenodons. Esta concorrência extinguiu esses dois predadores.


A família Canidae constitui todos os da família dos cães.

Esta imagem constitui 6 espécies de canídeos endémicas da América do Sul. São carnívoros ou omnívoros.
Em Portugal só existem 2 espécies: a raposa e o lobo. Claro que também existem cães vadios nas nossa ruas.
São quase todos solitários, mas depois de acasalarem vivem com o seu companheiro, caçam e tratam das crias juntos. Outros caçam em grupo como os cães-selvagens-asiáticos e os lobos.
São quase todos nocturnos e bem sucedidos.
Muitos deles têm o aspecto típico de canídeo, mas existem alguns que não lembram uma raposa ou um cão como o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas, o cachorro-vinagre e o cão-mapache.




Na infraordem Arctoidea e na subfamília Ursoidea temos a família extinta Hemicyonidae.

Viveram entre 34 e 5 milhões de anos. Tinham maiores semelhanças com os ursos.
Muito provavelmente eram omnívoros, como os ursos. No entanto eram mais carnívoros e deviam derrubar grandes animais como mastodontes e mamutes.
Devia ser um caçador de emboscada. Quem sabe seria um especialista em pesca. Como era muito lento, os seus parentes próximos evoluíram para serem cada vez mais herbívoros. Hoje, os ursos raramente caçam grandes mamíferos e é muito frequente pastarem como herbívoros!



A família Ursidae constituem os da ordem Carnivora mais herbívoros!

Este é o panda-gigante, o urso mais herbívoro de todos. A sua dieta é baseada em bambu, mas de vez em quando come pequenos animais. O urso-negro é outro urso que se alimenta de plantas, raramente caça grandes mamíferos.
O urso-pardo come também muitas plantas, mas é muito comum comer mexilhões, insectos e depois peixes e grandes mamíferos.
O urso-polar é o mais carnívoro de todos os ursos. Come focas, aves e peixes e só de vez em quando é que ingere líquenes e algas.



Na superfamília Musteloidea temos a família Ailuridae.

Só existe 1 espécie de ailurídeo: o panda-vermelho. É, apesar de tudo, um parente mais próximo dos guaxinins, doninhas e texugos.
Tal como o panda-gigante, o panda-vermelho é um omnívoro e habita na Ásia Central. Tem este nome não só pela sua cor, mas também porque vive no habitat do panda-gigante e também costuma comer bambus!
Muito provavelmente evoluiu a partir de um guaxinim que migrou para a Ásia quando esta se juntou com o Alasca.




A família Mephitidae constitui as chamadas doninhas-fedorentas.

Este é o zorrilho de África. Tal como muitas outras doninhas-fedorentas este liberta uma secreção malcheirosa do ânus.
Existem doninhas-fedorentas na Ásia e América também. A mais conhecida é a doninha-fedorenta da América. Essa pode transmitir raiva. No entanto, é por alguns considerado um animal de estimação quando é vacinado e se corta os órgãos que segregam o odor! A sua pelagem bela é outra das razões, mas serve na realidade para avisar os predadores de não se aproximarem.



A família Mustelidae constitui os carnívoros mais pequenos de todos.

Este é um toirão. Existem algumas espécies de toirão na América do Norte, Europa, Ásia e África.
Outras espécies da família são a doninha (o carnívoro mais pequeno de todos), o arminho, o vison-norte-americano, o texugo, a marta, a fuinha e a lontra-europeia. Todos estes são nativos de Portugal excepto o vison-norte-americano resultante de fugas de cativeiro.
O maior é a lontra-do-Amazonas de 1,5 metros.
Há ainda a lontra-marinha, o único mustelídeo que nada no mar e que come ouriços-do-mar.



A família Procyonidae é nativa da América.

Este é o coati, um omnívoro típico das florestas da América Central e do Sul. Come frutos, insectos, rãs, caranguejos e pode roubar crias de ninhos de aves.
Outro procionídeo é o guaxinim que habita florestas e pântanos da América do Norte, mas foi introduzido na Alemanha e tem vindo a se espalhar.
O mais estranho é o quincaju que ao longe lembra um macaco, mas tem uma longa língua para extrair o néctar e o sumo dos frutos e pode ser considerado um animal de estimação, também.


Na superfamília Pinnipedia temos a família Odobenidae.

As morsas fazem parte dos maiores carnívoros marinhos. É ultrapassada apenas pela foca-de-capuz e o elefante-marinho.
As morsas vivem nas águas frias e geladas da América do Norte, Ásia e Norte da Europa. Vivem em grandes colónias onde se bronzeiam e ficam com esta cor castanha. Logo depois de saírem de água é comum ficarem brancas. Os seus longos dentes aparecem em ambos os sexos e servem para caminhar, empurrar ou lutar.
As morsas comem moluscos marinhos.



A família Otariidae constitui as otárias.

Esta otária, ou leão-marinho, que costuma viver ao largo dos oceanos mais austrais, não está morto. No entanto, este juvenil foi encontrado numa praia brasileira muito longe do local onde esta espécie é nativa.
As otárias têm orelhas ao contrário das focas e podem correr com as barbatanas podendo perseguir facilmente pinguins que caça. Mas as suas presas preferidas são os peixes e lulas.
Podem ser agressivos ao ponto de caçar pinguins-rei (pinguins de pouco mais de 1 metro), nesta circunstância chega a atacar seres humanos.


A família Phocidae constitui as focas.

As focas gostam mais de águas frias ao contrário das otárias (apesar de existirem espécies de águas frias, os leões-marinhos gostam especialmente de águas tropicais). As focas vivem em todos os oceanos e existem espécies que foram registadas nos mares portugueses como a foca-comum, a foca-marmoreada e a foca-monge que ainda existe nas Ilhas Desertas. A foca-de-capuz também foi registada em mares portugueses e é a maior foca do hemisfério Norte. Esta insufla uma bolsa vermelha do nariz e abana-a para atrair as fêmeas.
O elefante-marinho é a maior das focas, mas encontra-se no Hemisfério Sul. No Hemisfério Norte existe apenas nas ilhas Guadalupe (México).


Curiosidades sobre o gato-doméstico:

No século XIII um cavaleiro esteve preso numa masmorra e sobreviveu, curiosamente, porque um gato caçou pombos, pardais e ratos para ele comer todos os dias!

Os gatos arranjaram uma forma de dominar-nos sem nos apercebermos (até agora). Os gatos usam o miar e o ronronar para chamar-nos a atenção. É demasiado irresistível para a nossa espécie. Quem tiver um gato pode observar isso!

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