terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sapos portugueses

Por sugestão da Manuela hoje falo sobre sapos portugueses.
Existem 7 famílias de anfíbios da ordem Anura que podem ser consideradas famílias de sapos.

Três dessas famílias são nativas de Portugal:
  • Discoglossidae (sapos-parteiros e discoglossos)
  • Pelobatidae (sapos-de-unha)
  • Bufonidae (sapos verdadeiros)


A família Discoglossidae constitui os sapos-parteiros e os discoglossos.

A fêmea do sapo-parteiro (Alytes obstetricans) põe os ovos no dorso do macho que trata deles até eclodirem. Os ovos eclodem em terra sob a forma de anfíbios já terrestres.
Uma espécie de sapo-parteiro ainda mais endémica é o sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii) que tem os mesmos comportamentos e o tamanho do anterior.
O sapo-discoglosso (Discoglossus galganoi) tem uma pele mais lisa que o sapo-parteiro, daí também se chamar rã-de-focinho-pontiagudo. No entanto são os 3 da mesma família.



A família Pelobatidae constitui apenas 1 espécie endémica de Portugal.

O sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes) é um sapo típico da Europa. O único membro da família que existe em Portugal no estado selvagem.
Durante a época de reprodução estes anfíbios fazem uma migração anual que chega a juntar vários indivíduos. Os sapos-de-unha-negra juntam-se em grandes grupos numa migração para os seus locais de nidificação. Vários morrem atropelados por carros na estrada.
Este problema levou vários cientistas a propor construirem túneis por baixo das estradas para que os sapos possam passar.



A família Bufonidae é a família a que vários cientistas chamam de sapos verdadeiros.


Esta foto foi cedida pela Manuela.
O sapo-comum (Bufo bufo) é o maior sapo da Europa chegando até 18 cm. Chegam à maturidade sexual aos 4 anos. As fêmeas são maiores que os machos e acasalam com vários deles na Primavera. Desovam em charcos ou tanques pondo os ovos em cordões duplos. Durante a corte, o macho faz um som alto "crou", "crou". Alimenta-se no crepúsculo, à base de lesmas, caracóis, insectos e aranhas. Aparece frequentemente em campos, hortas, parques e jardins sendo bom sinal para os agricultores que não os devem matar, pois ajudam a controlar a população de pragas.
O sapo-corredor (Bufo calamita) gosta menos de saltar do que outros sapos.
O género Bufo distingue-se pela sua pupila horizontal.






Curiosidades:

Os sapos estão a desaparecer. Há várias causas. Uma é a de que a pessoas matam-nos por pensarem que são venenosos, apesar de algumas espécies serem nocivas. Outra é a perda de habitat em que várias espécies, como o sapo-parteiro, se têm deparado nos últimos anos. Contudo a maior ameaça é a de um fungo que é trazido pela água e pelos químicos que nós lançamos à água. Este fungo cobre a pele dos sapos e mata-os impedindo-os de respirar, pois os sapos também respiram pela pele (respiração cutânea).

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