domingo, 22 de setembro de 2013

Peixes

Os peixes são um grupo de mais de 22 mil espécies de eucariotas do reino Animal. São Metazoa, do grupo Bilateria, que ainda inclui os Deuterostomia e se encontra no filo Chordata e no clado Craniata.

Dividem-se em vários grupos todos dependentes da humidade da água:
  • Hyperotreti (mixinas)
  • Vertebrata (vertebrados)
  • Hyperoartria (lampreias)
  • Gnathostomata (cordados com maxilas)
  • Teleostomi (cordados com boca terminal)
  • Osteichthyes (peixes ósseos)
  • Sarcopterygii (peixes de barbatanas carnudas)
  • Coelacanthimorpha (celacantos)
  • Dipnoi (dipnóicos)
  • Tetrapoda (anfíbios, répteis, aves e mamíferos)
  • Actinopterygii (todos os outros peixes ósseos)
  • Chondrichthyes (tubarões e raias)
  • Acanthodii (extinto)
  • Placodermi (extinto)


Os Hyperotreti constituem as mixinas.

As mixinas são peixes sem coluna vertebral. Vivem no fundo do mar, mas muitas vezes nadam para as redes de pesca para se alimentar das carcaças do peixe. Entram para dentro da carcaça e comem-na de dentro para fora!
Para se defenderem dos predadores a mixina (também chamada de peixe-bruxa) liberta um muco peganhento para a água em massa podendo sufocar o animal que o está a incomodar!
Muitos ecologistas estão a testar o muco da mixina para fazer uma espécie de plástico quando fica seco.



Os Vertebrata constituem, por exemplo, os Hyperoartria.

Os Hyperoartria constituem as lampreias.

As lampreias são muito procuradas pela pesca. No entanto, são extraordinárias. São os únicos vertebrados sem mandíbulas e, apesar de se parecer com uma enguia, não tem nenhum parentesco com esta.
A lampreia tem uma boca em forma de ventosa coberta de pequenos dentinhos para perfurar a pele dos peixes e sugar-lhes o sangue.
Apesar de não estar apresentada no grupo dos tubarões e das raias, tem um esqueleto cartilaginoso.




Os celacantos fazem parte dos Coelacanthimorpha, dos Sarcopterygii, dos Osteichthyes, dos Teleostomi e dos Gnatosthomata.

Os celacantos são encontrados nas profundezas dos oceanos da África do Sul e da Indonésia. Pensava-se que estavam extintos até em 1938 uma frota pesqueira ter apanhado um. Naquela altura julgava-se que o celacanto tinha sido extinto há 65 milhões de anos, ao mesmo tempo que os dinossauros.
 
 
Os dipnóicos estão no grupo Dipnoi.
 
 Os dipnóicos (ou peixes pulmonados) são assim chamados pela sua capacidade de respirar ar! Vivem em zonas pantanosas de África e Austrália onde se escondem na lama durante muito tempo até à estação seca. Estes peixes podem chegar até a 1,8 metros e podem satisfazer uma cegonha por muito tempo, pois esta é o seu principal predador.
 
 
 
Os Tetrapoda constituem todos os outros vertebrados que andam e respiram em terra (por alguns cientistas pode ser considerado um outro grupo separado de peixes terrestres), entre eles os anfíbios.
 

Os anfíbios foram os primeiros tetrápodes. Estes saíram da água e praticaram a sua vida terrestre a partir dos dipnóicos. Todos são carnívoros, mas alguns girinos destes podem ser herbívoros.
Não têm escamas, nem pêlo, nem penas ou outro revestimento na pele. Constituem sapos, rãs, salamandras, tritões e as cecílias sem patas. Apesar de respirarem em terra, os girinos dependem da água e algumas espécies de salamandras adultas também.
 
 
 
 
Os répteis são outros tetrápodes predominantemente terrestres.
 
Os répteis foram os primeiros tetrápodes totalmente terrestres, pois os seus ovos eram postos em terra e nenhum evoluiu para respirar na água.
Existem cerca de 6000 espécies que constituem as tartarugas, as cobras, os lagartos, os licranços, os crocodilos, os aligátores, os caimões, os gaviais e as tuataras. Durante os milhões de anos que passaram os répteis tornaram-se os maiores animais terrestres já existentes: os dinossauros que foram extintos há 65 milhões de anos quando um asteróide colidiu com a Terra.




As aves são os mais numerosos de todos os tetrápodes.

As aves evoluíram a partir dos dinossauros há 150 milhões de anos. Apesar de ser a classe de tetrápodes mais recente, evoluiu para várias espécies em meia centena de milhão de anos depois da colisão do asteróide há 65 milhões de anos.
Existem pouco menos de 10 000 espécies em todos os continentes. Têm um bico sem dentes e estão cobertas de penas. O cisne-pequeno (Cygnus columbianus) tem mais penas e os colibris têm menos pnas que as outras aves.




Os mamíferos evoluíram a partir de répteis primitivos no período Triásico.

 Os mamíferos são animais de uma variedade infinita de formas. No entanto, só se conhecem 4600 espécies.
São únicos no facto de amamentarem as crias com leite. É incorreto dizer que todos os mamíferos nascem da barriga da mãe pela placenta, pois os marsupiais (cangurus, coalas e opossums) nascem a partir de uma bolsa num orgão chamado marsúpio. Também existem 5 espécies de mamíferos da Austrália e da Papua Nova-Guiné que põem ovos: o ornitorrinco e os equidnas.
Nós, seres humanos, também somos mamíferos.


Os Actinopterygii constituem todos os outros peixes ósseos.

Este grupo de peixes é o mais variado. Constitui desde as moreias aos tamboris. Os peixes-palhaço e os cavalos-marinhos. Os peixes-anjo e os peixes-voadores. As carpas e os salmões. As sardinhas e os arenques.
Existem vários desses peixes em todos os oceanos, em todas as profundidades e alguns repetiram os dipnóicos para rastejarem em terra: os perioptalmos (ou saltadores-da-rocha), as percas-indianas e as enguias.




Os Condrichtyes constituem peixes cartilaginosos como os tubarões e as raias.

Estes são 5 exemplos de peixes cartilaginosos: os tubarões carnívoros de focinho normal, as jamantas, os tubarões filtradores, os tubarões-martelo e as raias de fundo.
São carnívoros, necrófagos ou planctívoros.
É errado pensar que os tubarões são perigosos. Por acaso são, mas apenas algumas espécies. Espécies como o tubarão-baleia, o peixe-frade e o tubarão-leopardo são planctívoros e não atacam seres humanos.
As raias também não, mas as uges têm um espigão venenoso à mostra quando estão escondidas na areia e as tremelgas libertam uma carga elétrica se lhe importunarem!


Os Acanthodii são um grupo extinto de peixes.

Constituem espécies com mandíbulas (os primeiros cordados a tê-las). Surgiram no Silúrico, há 416 milhõe de anos. Foram extintos há 250 milhões de anos na extinção permiana.
Provavelmente atacavam camarões e larvas de escorpiões-marinhos muito comuns naquela época.
Estas espécies da imagem poderiam usar o espinho da barbatana dorsal para escaparem aos predadores marinhos, sendo talvez um espinho venenoso!



Os Placodermi foram peixes muito bem sucedidos no Devónico.

Os Placodermi foram muito diversificados, mas não tiveram muito temp para isso.
Vários deles pareciam meros, sardinhas, percas e raias actuais. Mas nenhum se compara com o Dunkleosteus da imagem.
Tal como todos os Placodermi, estava coberto de placas. No entanto só as tinha na parte da frente. Não tinha dentes, mas uma espécie de projeção das placas na boca. Mais poderosos que os dentes de um leão poderia dar mordidas mais fortes que qualquer animal vivo hoje!




Curiosidades sobre os peixes.

O peixe-lagarto é o único peixe com pescoço.
O peixe-papagaio come corais e esponjas. Quando excreta o que comeu está tudo em forma de areia. Vários peixes-papagaio podem fazer esse trabalho durante anos até fazer ilhas de areia!
Uma espécie de perioptalmo esconde os seus ovos num buraco em forma de U. No entanto, só existe uma abertura e o fundo está coberto de água. Este peixe com cara de rã e que rasteja em terra enche os pulmões de oxigénio e está constantemente a arejar os ovos até eclodirem.

 




 


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